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Carabina CBC “Impala” (Rev. 1)

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A CBC, Companhia Brasileira de Cartuchos, é uma empresa presente no cenário brasileiro há cerca de 70 anos. Ela é oriunda da antiga F.N.C.M, Fábrica Nacional de Cartuchos e Munições, fundada pelos imigrantes italianos Costabile e Nicola Matarazzo em 1926. A F.N.C.M. foi uma empresa historicamente importante para o Estado de São Paulo, pois na época da Revolução Constitucionalista, foi a fornecedora dos cartuchos utilizados pelas Forças Revolucionárias do Estado. Nessa oportunidade, saíam desta fábrica cerca de 30.000 cartuchos de calibre 7X57mm Mauser, por dia. A F.N.C.M. estava instalada em pequeno barracão, contando com cerca de 20 funcionários e só fabricava cartuchos de caça.

Em 1936 a empresa teve seu controle acionário transferido para a Remington Arms, tradicional empresa norte-americana de armas e munições, e para a ICI, empresa britânica, tendo seu nome alterado para Companhia Brasileira de Cartuchos. Em 1953, a C.B.C. inicia no Brasil a fabricação dos cartuchos de fogo circular calibre .22, nas versões Curta e Long-Rifle (LR).

a16img1Atualmente o seu complexo industrial abrange uma fábrica em Santo André, SP, com 28.000m² de área construída e uma unidade mais moderna em Ribeirão Pires, próximo à São Paulo, com 30.000 m² de construção e 1.800.000m² de área total, com cerca de 2.000 funcionários. Nesta unidade de Ribeirão Pires, aliada à um belíssimo cenário natural, a CBC mantém o seu Centro de Treinamento Tático (CTT), onde além de atividades de treinamento, acontecem várias etapas do Campeonato Paulista de Fuzil Esportivo, utilizando para isso a pista com 230 metros de comprimento.

Foto: Cartuchos cal. 22LR fabricados pela CBC. O da direita é da época do início da produção destas munições no Brasil.

Sua produção atingia a marca de 2,5 milhões de cartuchos por ano. O calibre .22, pela sua baixa complexidade e baixo custo de fabricação, é o calibre mais utilizado no mundo nas áreas de tiro esportivo e caças pequenas.

Por ser provido de sistema de ignição circular, mundialmente conhecido como “rim-fire”, não utiliza espoleta externa e com isso a construção do cartucho é muito mais simples e menos dispendiosa. Com isso, é também o cartucho de arma de fogo mais acessível, economicamente.

Com a popularização do uso deste calibre em tiro esportivo e de diversão (plinking) e no rastro de outras empresas nacionais que lançaram armas leves para essa finalidade, a CBC entra, na década de 60, no mercado de fabricação de armas com modelos que fizeram sucesso, como os rifles semi-automáticos modelo 66 Nylon, na verdade um modelo oriundo da Remington, e as carabinas da linha 122, de repetição por ação de ferrolho.

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As carabinas Impala modelos Máster 422 e Match-Master 322, de cima para baixo.

Porém, uma lacuna ainda existia no mercado; as carabinas fabricadas pela Rossi, empresa localizada no Rio Grande do Sul e da CBC, em São Paulo, não atendiam muito bem as exigências do atirador do tiro esportivo mais sério no calibre 22, que até então tinha que importar essas armas de fabricantes que ofereciam modelos mais refinados.

Pensando nesse nicho de mercado, justamente na faixa de atiradores praticantes das provas de carabinas .22 com alvos posicionados a 25 metros, a CBC resolve, em 1983, lançar uma nova linha de carabinas esporte, a que deu o nome de Impala. Essas armas possuem, na verdade, uma ação de ferrolho derivada do rifle modelo 122, com ligeiras modificações, mas com um sistema de gatilho totalmente novo e mais elaborado. Dois modelos foram apresentados: o modelo Match-Master 322 e o Master 422. A diferença que mais se destaca entre eles é o desenho do cano e o do carregador. O 322 é oferecido com um cano bem mais pesado, estilo “bull-barrel”, pesando só o cano 1,760 Kg e com carregador para seis cartuchos embutido na coronha. O 422 possui o cano mais leve, com um peso de 1,280 Kg, menos espesso, e seu carregador com capacidade de 10 tiros, pode ser retirado através de uma abertura na parte inferior da coronha, bem ao estilo dos modelos 122. Porém, no 422 pode-se carregar com o magazine removido da arma; no 322, a carga de cartuchos só pode ser feita com a culatra aberta, inseridos um a um no carregador, que não é removível. O magazine aceita munições calibre 22 em três tamanhos, Curta, Longa e Long-Rifle.

Pela faixa de preço em que se situavam os dois modelos, bem acima da média das demais carabinas do mercado na época, e pela pequena diferença existente no valor entre as duas versões, era de se supor que o modelo 422 não seria tão bem aceito quanto à sua versão mais cara. Esse detalhe até hoje é percebido, quando se observa a presença praticamente unânime dos modelos 322 nos estandes de tiro. Por esse motivo, vamos nos dedicar neste artigo, especificamente, sobre o modelo 322,  o chamado “Match-Master”.

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A Impala modelo Match-Master 322 (Arma e foto do autor)

A coronha, em estilo Monte-Carlo, é surpreendentemente bem acabada e balanceada para uma arma nacional. Além de estar provida de um amortecedor (recoil-pad) de borracha na soleira, do tipo ventilado, a empunhadura do tipo pistola é trabalhada com um acabamento antiderrapante, granulado, de cor preta, dando à arma um aspecto bem chamativo e sofisticado.

   

Na foto à esquerda, uma adaptação feita pelo autor, utilizando-se o “recoil-pad” de borracha original da Impala, modelo tipo ventilado, originalmente fixo à coronha, porém montado a um Bisley Adjusted Butt-Plate, acessório que pode ser importado dos USA.

As últimas versões produzidas desta arma foram fornecidas de fábrica com soleiras de borracha sólidas, mas dispondo de regulagem de altura.

O guarda mato, apesar de ser feito em plástico, possui um acabamento externo ranhurado, antideslizante, e o perfil da coronha o acompanha até a parte inferior. Com isso, além de baixar mais o ponto de apoio para as mãos do atirador, dá à arma uma aparência imponente e robusta. No fuste, parte inferior ao cano, há um trilho de alumínio, muito bem usinado, fixado com parafusos, com a largura interna de 1/2″ (12,5 mm), que permite a instalação de um suporte para bandoleira, com um “knob” em alumínio zigrinado, fornecido como padrão. Dessa forma, a bandoleira poderia ser ajustada no comprimento com muita facilidade.

Esse trilho serve também para se adaptar outros acessórios como “champignon”, contra-pesos, etc. Retirando-se o conjunto cano e culatra, fixados por dois parafusos, verifica-se que há cavidades na coronha especialmente feitas para a colocação de pesos. O mesmo se verifica na parte posterior, acessível com a retirada da soleira.

Pode-se desta forma, balancear melhor a arma de acordo com a preferência do atirador. Por experiência própria, o autor adicionou cerca de 300 gr. de chumbo ao alojamento traseiro da coronha, conseguindo com esse peso, o ponto exato de equilíbrio da arma na região da culatra.

A arma utiliza o sistema chamado de cano flutuante, ou seja, o mesmo é fixado tão somente à culatra da arma e não toca a coronha em nenhum ponto; portanto a vibração normal do cano por ocasião do disparo não é transferida para a coronha, bem como o cano não sofre com possíveis e mínimas deformidades, oriundas da madeira.

À esquerda, detalhe do bem acabado “knob” feito em alumínio anodizado, com um anel oxidado em preto para se fixar a bandoleira. Esse “knob” pode ser deslizado em toda a extensão do trilho para um ajuste mais simples e rápido.

No início da produção, os elementos de pontaria eram um ponto fraco da arma e a CBC procurou, com o tempo, minimizar esse problema lançando alças de mira mais sofisticadas nos modelos posteriores. Em todos os casos, a massa de mira é do tipo túnel, montada sobre duas canaletas usinadas no cano, podendo ser facilmente removida. O túnel possui um anel rosqueado, que possibilita a retirada e a troca do tipo de retículo ou massa que se deseja. A alça de mira, no entanto, deixava a desejar, e muito, por ocasião das primeiras armas fabricadas.

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À esquerda, o modelo preliminar de alça de mira, sem clicagem e totalmente incompatível com a aplicação destinada à arma; à direita, o modelo posterior da alça de mira, com regulagens clicadas em ambas as direções.

Na verdade era a mesma alça de mira usada nas carabinas de ar comprimido 245 e 345 da CBC, muito simples, embora com correção lateral e vertical. Pecavam, porém, por não serem do tipo clicadas e sim, com ajustes contínuos, o que dificultava o acerto com precisão. Felizmente a CBC lançou, paralelamente, e à venda primeiramente como acessório, uma alça de mira bem superior, com ajustes clicados em ambas as direções, o que finalmente deu à arma um aparelho de pontaria mais preciso e de acordo com a sua finalidade.

A culatra possui na sua parte posterior, sobre a abertura de ejeção, ranhuras usinadas de dimensão padrão para a montagem alternativa de lunetas telescópicas ou outros sistemas de pontaria. Para isso, a CBC também apresentava opcionalmente um sistema de “peep-sight” interessante e facilmente adaptado. Devido à altura maior do sistema, era necessária a instalação de dois extensores feitos em material sinterizado, fornecidos com o dióptro, para se elevar a massa de mira.

Esses extensores fornecidos, peças 6558 e 6559 na vista explodida, servem também para a montagem de lunetas, no padrão de 11 mm, não sendo desta forma necessária a remoção da alça de mira.

De modo geral esse aparelho é bem construído. Os ajustes são milimétricos, clicados com escala de ajuste (não muito precisa), e são fornecidos dois discos (dióptros), um com orifício de 1,0 mm de diâmetro e outro de 1,2 mm. Além disso, acompanha um disco maior de borracha para ser aplicado aos dióptros, servindo como proteção e apoio mais confortável ao olho. Infelizmente esse sistema de dióptro se torna um tanto inútil, em virtude de que as provas de competição oficiais para carabinas 22, para alvos a 25m, exigem miras abertas e não permitem sua utilização e, claro, passa longe dos atiradores sérios a intenção de se utilizar a Impala em provas oficiais de 50m, onde o dióptro é aceito, mas onde  teria que se competir com carabinas importadas de categoria incompatível.

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O dióptro opcional na sua caixa original e em foto em detalhe

O ferrolho, como já dito antes, era basicamente o mesmo dos rifles 122. O desenho e manejo está um pouco longe de ser considerado perfeito. Muitas peças móveis, uma certa fragilidade na construção da alavanca de manejo e uma desmontagem muito demorada e complicada, que lança mão de um arame de aço para que seja feita a fixação da parte posterior ao corpo do ferrolho. Esse corpo não possui movimento rotativo (como nas ações dos fuzis Mauser); o que executa o trancamento da culatra é um ressalto existente na própria alavanca em si. O percussor é exposto pela parte inferior, o que permite facilmente a entrada de sujeira. O sistema permite que a arma seja engatilhada somente com o movimento de se erguer e baixar a alavanca, o que é bem prático. Como sinalização de segurança, uma vez engatilhada a arma, um pino dotado de um anel vermelho fica exposto na parte posterior, facilmente visível ao atirador.

A carabina Impala com uma luneta Bushnell 6-24X40 – note a utilização dos dois calços montados sobre os trilhos, para evitar que seja necessária a remoção da alça de mira.

A trava manual fica do lado direito, em local cômodo, mas não atua diretamente no ferrolho, e sim, no sistema de gatilho. Não é uma trava eficiente a ponto de evitar um disparo acidental provocado por um impacto maior recebido pela arma. A maneabilidade do ferrolho não é ruim, mas é um pouco áspera quando se compara a modelos importados e mais refinados. Há um jogo de finas arruelas de aço, servindo como espaçadores, na junção da alavanca com o corpo do ferrolho que, com o tempo, sofrem desgaste e podem começam a roçar na armação da culatra. A extração do cartucho é feita através de dois extratores fixados por uma mola de aço em forma de braçadeira. Mesmo com muito uso e excesso de resíduos de pólvora, é difícil a ocorrência de cartuchos que não conseguem ser extraídos. O ejetor é bem posicionado e expulsa de forma eficaz e para longe, o cartucho detonado.

Diopro original da CBC, montado na arma

A retirada do ferrolho se faz através de um retém em forma de botão, situado do lado oposto à alavanca do ferrolho, que girado em qualquer sentido, se trava na posição, exibindo um anel colorido para visualização. Além desse retém, ainda é necessário que o gatilho seja pressionado para que o ferrolho deixe seu alojamento.

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Culatra aberta onde se vê o pino traseiro do ferrolho, sinalizador de arma engatilhada, bem como o botão retém para retirada do ferrolho da culatra. Nota-se também a tecla da trava se segurança com seu ponto vermelho de alerta.

O sistema de gatilho é uma revolução, em se tratando de uma carabina para uso em provas não olímpicas, feita no Brasil. Claro que, comparado a sistemas mais sofisticados, encontrados em armas para uso de competição feitas principalmente na Europa, deixa bastante a desejar. Porém, justiça seja feita: para a finalidade a que essa arma se destina, é um aparelho de muito bom projeto. Pela primeira vez no Brasil se tem uma arma com possibilidade de ajuste múltiplo, tanto na pressão, tamanho do curso e posição da tecla.

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Desenho esquemático mostrando o funcionamento do sistema de gatilho da carabina Impala. O parafuso 1 regula a sensibilidade, o 2 regula a pressão da mola de retorno (peso do gatilho) e o 3 ajusta a inclinação lateral e posição longitudinal do gatilho. A peça cilíndrica, ao alto do desenho, é o percussor, que neste esquema se desloca da direita para a esquerda.

Medições feitas indicam a possibilidade mínima de ajuste de pressão em torno de 500 a 600 gramas, podendo chegar a um máximo de 1,200 gramas. Apenas como comparação, algumas carabinas para uso em competição de nível Olímpico podem ter ajustes mínimos na casa de 20 a 30 gramas. Porém, em carabinas para a finalidade a que se destina a Impala, a pressão do gatilho é suficientemente leve. A tecla do gatilho pode ser ajustada, através de um parafuso, de forma a incliná-la para qualquer um dos lados ou deslizá-la no sentido longitudinal, regulando a distância em relação ao comprimento do dedo do atirador. Pelos dois orifícios situados na parte inferior do guarda-mato pode-se, com o uso de uma chave de fenda, fornecida como acessório, regular a pressão da mola do gatilho e a sensibilidade do disparo.

Esse último parafuso fica, entretanto, numa posição muito desconfortável para acesso. A regulagem da sensibilidade do gatilho pode ser feita da seguinte forma: coloca-se um cartucho detonado na câmara e fecha-se o ferrolho. Em seguida, introduz-se uma chave de fenda pelo orifício e gira-se o parafuso no sentido horário, até o disparo da arma. Em seguida, volta-se o parafuso cerca de 1/4 de volta no sentido anti-horário e experimenta-se a pressão nesta posição. Nunca se deve deixar esse ajuste demasiadamente sensível sob risco de se obter disparos acidentais.

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Vista inferior do guarda mato com os dois orifícios para a entrada de chave de fenda reguladora de pressão e sensibilidade. Note o parafuso lateral da tecla do gatilho que possibilita a sua regulagem lateral e de distancia. Na base do guarda-mato, o furo mais perto do parafuso de fixação à coronha acessa o parafuso da regulagem de sensibilidade do disparo; o furo posterior acessa o parafuso de ajuste da pressão da tecla do gatilho. À direita, vemos um detalhe da coroa do cano e túnel da massa de mira com insertos removíveis.


Abaixo seguem as características dos modelos Impala:

Características Match Master 322 Master 422
Comprimento do cano 666mm 666mm
Comprimento total 1100mm 1100mm
Peso do cano 1,760 Kg 1,280 Kg
Peso total 4,360 Kg 3,400 Kg
Capacidade 6 tiros 10 tiros
Distância entre miras 600mm 600mm
Número de raias 6 6
Passo das raias 406mm 406mm

Vista Explodida da Impala 322/422 – clique para aumentar a imagem

Um dos acondicionamentos mais utilizados pela CBC para essas carabinas era uma caixa de isopor, com os encaixes internos para a arma e acessórios, moldada em duas partes. Envolvendo essas metades, uma capa de nylon com zíper e alça para transporte. Os acessórios que acompanhavam a arma, de série, eram o suporte para bandoleira, dois espaçadores, duas chaves de fenda para desmontagem e ajustes, selos promocionais da Impala e da CBC, uma flanela personalizada e o manual com instruções e vista explodida.

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Embalagem original em isopor moldado – note que a arma é guardada sem o ferrolho.

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Embora o peso da 322 possa parecer excessivo, com seus 4,400 Kg, desde que corretamente posicionada, a arma pode ser utilizada por atiradores jovens sem qualquer dificuldade, com a vantagem da boa estabilidade obtida com seu equilíbrio perfeito.

Conclusão: o autor é proprietário de uma Impala do modelo Match-Master 322, adquirida nova no ano de 1984. Essa arma conta hoje com aproximadamente 3500 tiros. A conservação sempre foi levada a sério, com limpeza parcial após a utilização em treinos e competições, e uma limpeza mais abrangente com desmontagem parcial a cada 6 meses. Utilizando-se munição sempre nova, das marcas Eley, CBC, Remington e Lapua, pode-se afirmar que a incidência de falhas por nega é raríssima. Falhas de alimentação e ou ejeção são também muito raras. A regulagem de sensibilidade do gatilho possui um limiar onde o disparo acidental pode ser possível. Em alguns casos de ajuste nesse nível, a arma recusa-se a engatilhar durante o manejo, ou seja, o percussor é liberado no ato de trancamento do ferrolho. Porém, o disparo acidental, nesses casos, é impossível pela própria construção do ferrolho. Isso é resolvido, simplesmente, por cerca de ¼ de rotação do parafuso de ajuste, no sentido anti-horário.

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Detalhe do bonito e eficiente acabamento “anti-derrapante” do punho tipo pistola. O pequeno pino que se observa na parte posterior do gatilho é uma adaptação feita pelo autor, possibilitando a regulagem do curso de escape do gatilho após o disparo. (Foto e arma do autor)

O grupamento observado durante todos os anos de uso, praticamente não se alterou. O cano continua em estado de novo, não se notando desgaste de raiamento. Enfim, trata-se de um produto nacional com qualidade condizente com sua aplicação, com alguns pontos que poderiam ter sido melhorados no decorrer da produção.

A linha Impala foi desativada pela CBC em 1993, com cerca de 4.000 armas produzidas. Sem dúvida, de lá para cá, nenhum outro fabricante brasileiro, nem a própria CBC, lançou uma carabina esporte tão bem construída que superasse a Impala. A lacuna, pois, infelizmente permanece, deixando muitos praticantes deste tipo de tiro sem muita escolha e opções no mercado.

Written by Carlos F P Neto

07/08/2009 at 11:34

54 Respostas

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  1. Tenho uma impala 422 e tive problemas com ela desde que saiu da caixa. Não deflagrava o cartucho e cartuchos não deflagrados não eram extraídos pois como se sabe, canos tipo match tem câmaras mais curtas o projetil fica encravado no cano, levei a uma autorizada e o armeiro, além de levar mais de 6 meses pra me devolver a arma, trocou a mola do percutor e ela voltou a deflagrar sem problemas mais o mal instruído me fez o favor de polir a câmara, o que causa um embarrigamento na cápsula deflagrada. Nesse período a garantia expirou e como eu tinha comprado a arma a mais de 700 km da minha cidade, não tive como recorrer à loja para o envio à fábrica, no entanto, a precisão da arma ainda assim é fabulosa, com uma luneta 3-9×40 consigo acertar alvos do tamanho de uma moeda a 200 mts de distância. Sem dúvida é a melhor arma já fabricada nesse calibre em território nacional, simplesmente sem comparação.

    Sandro Mauro Domanski

    10/09/2014 at 16:50

    • Sandro, saudações. Seu relato sobre a 422 é muito bem detalhado, e ainda, raro. Não é muito comum reportarem problemas desse naipe com essa arma. Realmente, o sistema de extração da Impala, que a bem da verdade é um sistema Remington em sua concepção, não é uma perfeição. O excesso de resíduos gerados por disparos sucessivos impregna esses extratores e suas cavidades rapidamente, e a extração começa a sr prejudicada. Já enfrentei esse problema durante séries em provas esportivas. Uma limpeza minuciosa é suficiente, na maioria das vezes, para resolver o problema. Muito grato pelo seu relato.

      Carlos F P Neto

      11/09/2014 at 15:48

  2. boa noite, gostaria de saber sobre Original NEDINSCO optical scope M55 from Finnish army , qual a função exata desse aparelho, sem querer eu comprei e ñ sei qual a sua função se pudesse me esclarecer agradeseria muito obrigado…

    luciano lazer dos santos nogueira

    30/05/2014 at 0:48

    • Luciano, trata-se da mira ótica, ou reparo, utilizada no fuzil militar finlandês M1955. Abraços.

      Carlos F P Neto

      30/05/2014 at 11:44

  3. ola comprei uma impala 422 pelo site e só vai chegar daqui alguns meses devido documentaçao eu ñ conheço a impala ha ñ ser por voto no site e através do senhor espero ter tido uma ótima compra pois estava querendo uma cz e vi a impala e gostei do modelo e comprei espero ñ me arrepender da compra,obrigado…

    luciano lazer dos santos nogueira

    04/05/2014 at 23:23

    • Luciano, estando a sua nova Impala em perfeito estado, pode acreditar que não se arrependerá de forma alguma. Grande abraço.

      Carlos F P Neto

      06/05/2014 at 9:44

    • Boa tarde, gostaria de saber aonde o sr adquiriu a Impala?

      Júnior Marocco

      17/08/2014 at 14:51

  4. Boa noite Carlos, Parabéns pelas matérias, gostaria de saber se ainda é fabricado e onde encontro essas miras do tipo Dióptro, acho elas ótimas para fazer agrupamentos, mas não encontro esse tipo de mira em lugar algum, fico grato se puder me ajudar.
    Abraço.

    Pablo

    28/12/2013 at 21:47

    • Pablo, saudações. Infelizmente as miras dióptricas originais da Impala estão fora de linha há muitos anos; eram raras até mesmo durante a fabricação da carabina. Entretanto, na Brownells (www.brownells.com) você tem uma variedade delas e eles enviam para o Brasil. Abraços.

      Carlos F P Neto

      28/12/2013 at 22:09

  5. I have the 322, brand new, bought in March 2013, old gunshop stock, it ad never been fired.
    Great little rifle, very good quality with excellent supporting accessories in the box.

    Subdvr

    03/12/2013 at 16:58

    • Dear “Subdvr”, greetings. In fact the 322 rifle from CBC, known here in Brazil as “Impala”, is a very nice and precision rifle. I heard that in the past, CBC delivered these rifles to USA. Congratulations.

      Carlos F P Neto

      03/12/2013 at 19:38

  6. Amigo, acabei de tomar posse de uma Impala 422 que era de meu pai, aprendi o manuseio dela quando tinha 12 anos, ele foi embora e deixou o rifle com meu tio que ficou com ela durante 14 anos. Comecei hoje, 21/11/2013, o processo de limpeza da arma, porem esta falta a alça de mira traseira, poderia me indicar onde posso encontrar e tambem me dar dicas de cuidados na limpeza.

    Bruno

    22/11/2013 at 0:05

    • Bruno, parabéns pelo presente, é uma excelente carabina. Porém, alça de mira traseira, original, só tentando nos representantes da CBC que ainda podem tê-la em estoque. Faça uma garimpagem nas lojas de armas de SP. Outra saída é adaptar outra mira, de qualidade igual ou melhor, que você pode importar da Cabellas ou da Brownnels, que enviam para o Brasil. Consulte o site deles na WEB. Grande abraço.

      Carlos F P Neto

      22/11/2013 at 10:49

      • e quanto a limpeza dela? o cano é desses oxidados e estou com acumulo de ferrugem nele.
        Grato.

        Bruno

        22/11/2013 at 11:20

      • Bruno, dê uma lida em nosso artigo sobre conservação de armas, ok? Um abraço.

        Carlos F P Neto

        22/11/2013 at 14:22

  7. Boa tarde caro amigo. Visitando seu site sobre armas verifiquei que conhece muito sobre o assunto e gostaria que me informasse sobre uma carabina que possuo, a qual pertenceu a meu pai e agora registrada por mim. Ela é uma carabina da marca Rossi, cal. 22, de ferrolho e apenas para um tiro. Possui em cima do cano a inscrição: CARABINA ROSSI, CAL. 22 LONG, S. LEOPOLDO RGS BRASIL. Esta na família no minimo a 60 anos. Ela é apenas em duas partes: o Cabo e o cano e ferrolho juntos, possuindo um parafuso para se desconectar do cabo. Esta em perfeitas condições de uso e foi totalmente restaurada. Tem apenas dois números de serie gravados junto ao gatilho e cano “90”. Antecipadamente agradeço sua atenção

    Moacir

    28/07/2013 at 16:59

    • Prezado Moacir, seu depoimento me trouxe boas recordações porque essa arma foi minha primeira carabina .22, nos idos de 1965. Apesar de ser monotiro, possui um ótimo cano, ferrolho grande e de manuseio macio, arma bem precisa. Saiu de linha na década de 70. Guarde-a com o carinho que merece.

      Carlos F P Neto

      28/07/2013 at 17:04

  8. Parabéns! Seus artigos são excelentes e muito bem construídos. Você já viu uma faca de três laminas da segunda guerra?

    Luis Flavio

    26/05/2013 at 21:02

    • Luis, muito grato pelos seus elogios. Infelizmente, cutelaria não é muito a minha área e não tive a oportunidade de ver uma faca como essa. Grande abraço.

      Carlos F P Neto

      27/05/2013 at 11:20

  9. Ricardo, comprei um rifle cbc 122, só que o cano dele é bem mais grosso do que uma 122 de 1993 de meu amigo. sabe me dizer se foi alguma série especial? marcos

    marcos alves

    21/05/2013 at 16:47

    • Marcos, não sei lhe precisar se houve uma série dos CBC 122 com canos mais pesados. Grato pelo contato.

      Carlos F P Neto

      21/05/2013 at 17:40

  10. Parabéns pelo artigo, pena que não tem mais dessas armas nas lojas para comprar, gostaria muito de ter uma dessas.

    Joaquim do Prado

    12/05/2013 at 18:29

  11. Possuo uma carabina impala 422 das primeiras a serem fabricadas (n.: 00423) totalmente original e com todos os itens na embalagem. Tão original que deu apenas 1 (hum) tiro de teste, pois qdo comprei a mesma na falecida loja MAPPIN em São Paulo vendemos o sítio que tínhamos e fiquei sem local de treino. Nunca mais atirei. Estudo propostas para venda da mesma. A arma está devidamente recadastrada. Documentação por conta do comprador.
    Caso não haja interesse alguem conhece algum site de leilão destes itens?

    Isaias

    02/04/2013 at 16:31

    • Isaias, anuncie sua arma no Armas Brasil; veja o banner deles na lateral de meus artigos. Abraços.

      Carlos F P Neto

      02/04/2013 at 20:10

    • boa noite, meu nome é Rodinei e tenho interesse nessa arma. Sou policial em Santa Catarina e só tenho interesse se estiver devidamente registrada.
      valor máximo até 2 vezes um rifle .22 rl novo, ou seja 2000 (dois mil reais)

      rodinei longhinoti

      03/07/2013 at 22:58

      • Prezado Rodinei, nosso site é meramente técnico e informativo; não comercializamos armas, munições e nem acessórios. Grato pelo contato.

        Carlos F P Neto

        04/07/2013 at 10:11

    • ola amigo qual o valor deste seu rifle?

      francisco marcio

      25/03/2014 at 13:17

      • Francisco, você deve estar equivocado; não vendemos armas aqui. Abraços.

        Carlos F P Neto

        25/03/2014 at 14:24

  12. Quais as diferenças da carabina para o fuzil?

    Ricardo

    17/03/2013 at 5:56

    • Ricardo, a diferença entre carabina e fuzil reside simplesmente no comprimento da arma, mais curto nas carabinas.

      Carlos F P Neto

      17/03/2013 at 16:50

  13. Espero que neste ano de 2013 a CBC volte seus olhos para os esportistas brasileiros e amantes do Tiro Despotivo e volte a fabricar os modelos IMPALAS 322. Não nos deixem a merce das importações, a CBC É BRASILEIRA e eu tenho orgulho dos Srs. Fraternalmente o meu abraço. 18.97196307 _ Ouro Verde,SP.

    Paulo Amaro de Oliveira Filho

    13/01/2013 at 11:06

  14. Carlos! Antes de qualquer pergunta gostaria de parabenizá-lo pelo artigo escrito. Sou um recente admirador de armas e munições e, como qualquer outro iniciante, todas as informações são sempre bem vindas, ainda mais se clara e objetiva. Mais uma vez, parabéns. Gostaria, se possível, de saber locais ou sites para encontrar raridades e outras mais .22, pois estou relutante em adquirir uma 8022 CBC e, não sei ainda o quanto desejo gastar, pois como iniciante pretendo algo mais simples. Um grande abraço e, caso possa responder em meu e-mail, agradeço desde já.

    luiz waisel

    06/09/2012 at 14:28

    • Luiz, confesso que fiquei um pouco confuso com sua pergunta. Não entendi bem o que pretende.

      Carlos F P Neto

      09/09/2012 at 17:02

  15. Boa noite amigo,eu tenho uma cbc 22 mas estou com um problema em achar a alça de mira aquela que se parece com uma escada modelo totalmente antiga vc sabe a onde eu posso arrumar ou vc pode me endicar a onde comrpar ok…

    Marcio Holtmann

    05/06/2012 at 17:49

    • Márcio, no site da CBC você encontra os representantes e armeiros credenciados próximos à sua localidade.

      Carlos F P Neto

      06/06/2012 at 9:16

  16. Afinal quanto custa esta jóia rara?

    Pedro Fernando Chaves Fernandes

    26/02/2012 at 19:18

    • Pedro, não existem mais essas carabinas à venda, como deve ter lido no nosso artigo. Os preços de armas usadas, em estado excelente, variam em torno de R$ 3500,00 a R$ 4000,00.

      Carlos F P Neto

      27/02/2012 at 16:35

  17. onde e como faço p adquirir uma dessas? moro em Ceres,Goias
    meu nome é Fernando Alves e sou louco por uma 22

    Fernando Alves Vieira

    26/02/2012 at 11:57

    • Só no mercado de usadas, mas são muito difíceis de encontrar. Valor aproximado de R$ 4000,00, em estado excelente.

      Carlos F P Neto

      27/02/2012 at 16:37

    • Eu tive o prazer de ter uma mod. 422, acho que nunca mais vou encontrar outra, a cada dia que lembro do momento em que me apertei para mandar minha esposa ao medico e tive que passar ela para meu colega,e como um pedaço de mim e arrancado. A impala 422 é a arma que nunca, nunca se deve passar…..

      madeira

      12/01/2013 at 20:46

    • Alessandro, no site do fabricante você obterá essas informações. Grato pelo contato.

      Carlos F P Neto

      02/10/2013 at 14:19

  18. ola bom dia meu amgo sou do espirito santo linhares e por aqui praticamos tiro ao alvo por infelicidade comprei sem perguntar a ninguem uma cbc7022 lr putys que arrependimento, por favo poderia me informar onde consigo uma dessa, e qual seria a preisiçao dessa arma.
    grato
    laerte.a@brametal.com.br

    laerte.a

    26/02/2012 at 8:02

  19. Leonildo, infelizmente não tenho essas informações.

    Carlos F P Neto

    14/02/2012 at 8:24

  20. bom dia a todos.
    me arrependo amargamente de ter vendido minha impala modelo 422, pois achava muito pesada e vendi para comprar uma cz que vi aqui no uruguai, para minha infelicidade, quando cheguei no uruguai o cara não tinha mais a cz, ai tentei comprar na argentina, lá ela custa 800 dólares, mas a argentina tambem esta seguindo os passos do brasil, e não vendem mais, tem meis burocracia do que no nosso amado brasil.

    rafael s.

    19/01/2012 at 9:13

  21. Ola, onde será que poderia achar o pente para a impala ?

    muro

    17/11/2011 at 9:22

  22. ola amigo tenho uma 22 itajuba queria que voce me endicase uma luneta compativel para ela, muito obg !

    lucimar pereira monteiro

    30/10/2011 at 11:30

    • Qualquer luneta como as da marca Tasco, Bushmaster, Shilba ou Nikko não são muito caras e se adaptam sem problemas na sua carabina. Procure as lunetas com aumentos em torno de 3 a 7 vezes de aproximação com campos de 20 a 32 mm, dependendo do preço que for dispender. Quanto maior o campo, melhor é a visibilidade e luminosidade. As com aumento fixo são mais luminosas do que as que possuem zoom. Uma fixa como a Shilba 4 X 32 é uma lente excelente; se quiser gastar uns 300 reais. Das mais em conta pode contar com a Riflescope 4X20 ou uma Riflescope 3-7X20 (zoom), na casa dos 80 a 100 reais. A loja Falconarmas de Curitiba tem em seu site várias opções e envia pelo correio.

      Carlos F P Neto

      31/10/2011 at 10:35

  23. Não comercializamos armas e não temos como avaliar sua arma, infelizmente.

    Carlos F P Neto

    03/10/2011 at 10:52

  24. Prezado Carlos, agradeço sua atenção. A dúvida era de um colega, a quem repassei sua referência. Conheço ambas e imaginei que não fosse possível o uso intercambiável; mas a sua experiência é bem mais confiável, evidentemente. Um abraço.

    Cleon

    07/09/2011 at 11:59

  25. Meu caro, será que são intercambiáveis os ferrolhos da 322 com a 122? É possível usar o ferrolho deste rifle no Impala?

    Cleon

    06/09/2011 at 10:53

    • Infelizmente não são intercambiáveis, apesar de bem parecidos. Na verdade o ferrolho da Impala é derivado do 122 mas com modificações no escape e nas dimensões do mesmo, em virtude de um sistema de gatilho completamente diferente. Já tive a oportunidade de comparar isso “in loco”. Um abraço.

      Carlos F P Neto

      06/09/2011 at 14:07


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