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Conceitos Básicos sobre Calibres

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É muito comum nos dias de hoje a divulgação na mídia escrita e televisada de ocorrências envolvendo armas de fogo. Também, de um modo geral, é muito frequente a falta de conhecimento técnico por parte de jornalistas e apresentadores sobre o assunto. Desta forma, diariamente convivemos com alguns disparates cometidos por esses meios de comunicação, tanto em relação às armas de fogo em si quanto às suas especificações. Frases como “arma de grosso calibre”, “capaz de derrubar aviões”, “a bala atravessa veículos blindados como se fosse manteiga”  e outras asneiras similares são constantemente utilizadas nos programas de TV e nos jornais. Também, no aspecto legal, é muito frequente a confusão entre “armas privativas das forças armadas” ou não. Recentemente um telefornal exibiu a apreensão de uma carabina de repetição Puma, fabricação nacional, que é uma cópia da famosa Winchester Lever Action de 1892, em calibre .38SPL, como sendo arma de uso privativo de forças armadas. O máximo que se pode dizer é que, provavelmente, possa existir alguma força policial, militar ou não, que a utilize.

Outro fato muito comum nos noticiários da TV, além do uso de denominação equivocada sobre algumas armas, é a exibição, em alguns casos, de carabinas de ar comprimido, simulacros e até  enferrujadas espingardas de antecarga, e denominam aquele conjunto de “arsenal”. A denominação errada também é fruto, ou de modismos ou de falta de informação. Chamar revólver de pistola ou vice versa era comum anos atrás, mas hoje estão sendo mais corretamente identificados. Chamar espingarda de escopeta é um dos modismos. Escopeta é um termo de origem espanhola, e realmente se aplica às  espingardas, mas não faz parte do vocabulário dos entendidos no assunto. Confundir carabinas com fuzis também é bastante comum.

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Armas apreendidas - 24-10-07

Algumas fotos de apreensão de supostos “arsenais”, exibidas na mídia: em cima, dois revólveres em péssimo estado, um esqueleto de carabina Gamo de ar comprimido e duas espingardas; embaixo, com exceção de uma ou outra, armas em estado precário de conservação. 

Porém, a maior incidência de erros e enganos cometidos nos meios de comunicação se refere aos calibres das armas, onde a falta de conhecimento nos presenteia com informações absurdas, como uma declaração de um repórter de TV que mostrou, na tela, “uma pistola de calibre 380 milímetros”, utilizada em um assalto. Ora, qualquer aluno do ensino fundamental sabe que 380 mm equivale a 38 cm., o que nos demonstra a grandeza deste disparate. O termo “arma de grosso calibre” é outra bobagem que se ouve constantemente, muitas vezes quando se exibe um fuzil, seja ele de calibre 7,62mm ou até mesmo um de calibre 5,56mm. Não se trata, portanto, de “grosso” calibre mas sim, da utilização de um cartucho potente ou de alto poder de fogo. As espingardas de calibre 12 se encaixariam melhor nesta conotação de grosso calibre, apesar de que as mesmas têm um alcance eficaz bem limitado.

Nos primórdios das armas de fogo, o calibre, ou seja, o diâmetro efetivo do projétil disparado por uma arma, não era muito relevante, pois geralmente os atiradores fundiam e moldavam sua própria munição. Armas eram geralmente vendidas com suas respectivas moldeiras. Com o advento do cartucho moderno e da fabricação em série, os calibres passaram a ser fundamentais e de certa forma, padronizados, para se diferenciar o seu uso nas diversas armas existentes.

O que se denomina de calibre real de uma arma nada mais é do que a medição do diâmetro da boca do cano, que caso ele seja raiado, é feita medindo-se os “cheios” das raias.

O calibre do projétil é medido pelos “fundos” das raias. Dependendo de cada arma, seja ela revólver, pistola, fuzil ou carabina, e de acordo com o tipo de projétil que ela usa, seja encamizado ou de chumbo, as raias possuem profundidades e perfis diferentes.

A quantidade de raias em um cano também varia, mas geralmente se situam entre 4 e 6, podendo ser em quantidade pares ou ímpares. Outra variação muito importante, referente ao raiamento do cano, é a quantidade de voltas executadas pelo raiamento de um cano, quando medidos dentro de uma mesma distância, algo que se denomina “passo de raiamento”. Normalmente nas armas curtas e com canos até 6″ ou 7″ de comprimento, as raias não chegam nem a dar uma volta completa; como essas armas utilizam um projétil de pouca altura, não é necessário se empreender um giro muito alto a fim de estabilizá-lo.

Ao contrário, nos rifles e fuzis de alta potência, utilizando projéteis bem mais longos, o número de voltas do raiamento é maior, a fim de aumentar a rotação do projétil quando em vôo, criando assim um efeito giroscópico a fim de que o mesmo corte o ar devidamente estabilizado, pelo menos até o alcance útil previsto para essa arma.

Ao lado, foto de um cano raiado no calibre 9mm.

Resumidamente, podemos afirmar que convivemos com tres sistemas de medidas aplicados aos calibres de armas em geral: (1) calibres especificados em centésimos de polegada (mais utilizados nos Estados Unidos), (2) os calibres especificados em milímetros e, finalmente, (3) a medida inglesa denominada gauge, que é a empregada nas armas de alma lisa (espingardas).

1 – Calibres medidos em centésimos de polegada:

Muito utilizado nos Estados Unidos e inclusive no Brasil, expressa o diâmetro dos projéteis em centésimos de polegada, tanto com duas ou com tres casas decimais. Desta forma, damos como exemplo o famoso e popular calibre 38. Lembramos que a notação norte americana utiliza o ponto na casa decimal e não vírgulas, como é nosso costume. (Ex.: US$ 1,500.00). Portanto, o calibre 38 tem a sua notação correta como sendo 0.38″ (zero ponto trinta e oito), ou simplesmente .38″ (38 centésimos de polegada). Outro famoso calibre, o 45, se expressa como 0.45″, ou só .45″ (centésimos de polegada). Durante muitas décadas se convencionou, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, não se pronunciar o “ponto” que antecede o calibre.

Portanto, sempre falamos “revólver calibre 22″, “pistola calibre 45″, “revólver calibre 38″, e por aí vai. Após a recente adoção e popularização do calibre 40 S&W pelas forças policiais, criou-se um costume “estranho” de se usar a palavra ”ponto” na frente do calibre. Daí que temos o termo “pistola ponto 40″, algo que se ouve muito na mídia televisiva. Poderia ser, simplesmente, como sempre foi, “pistola calibre 40″. Talvez esse costume seja oriundo da antiga nomenclatura que se utilizava nos quartéis brasileiros, onde era costume se referir aos calibres de fuzis e metralhadoras como .30 e .50 (ponto trinta e ponto cinquenta).

Voltando ao sistema de polegadas, vemos então que se quisermos estabelecer uma conversão desses calibres para o sistema métrico, basta multiplicá-los por 25,4 (uma polegada = 25,4 mm). Exemplos: calibre .45″ (o,45) X 25,4 = 11,43mm; calibre .22″ (0,22) X 25,4 = 5,58mm. Entretanto, essa conversão serve meramente para nos dar uma idéia da diâmetro do projétil, uma vez que no Brasil nós não estamos habituados a “perceber” ou ter noção real do diâmetro de um projétil obtendo sua medida em centésimos de polegada.

Ao lado, munição calibre .22LR da CBC

Além disso, a nomenclatura que é dada a um determinado calibre, pelo seu fabricante, nem sempre segue as regras rígidas de medida e sim, outras conveniências mercadológicas. A título de ilustração, um exemplo bem antigo e clássico é o famoso calibre .44 Winchester, (.44-40 WCF), lançado em 1873 no famoso rifle de ação por alavanca. Na realidade, o diâmetro de seu projétil nem é de 0,44 centésimos de polegada, e sim, de 0,42″. Qualquer um que proceder a uma medida do diâmetro deste projétil, utilizando-se um paquímetro ou micrômetro terá uma leitura de 10,66 mm, que convertido para centésimos de polegada nos dará 0,42″ ! Outro caso conhecidíssimo nosso é o calibre 38 Special, de revólver. Se convertermos 0,38 X 25,4 teremos 9,652 mm, mas se medirmos o diâmetro do projétil veremos que realmente possui  9,06 mm.

2 – Calibres medidos em milímetros:

Adotado preliminarmente na Europa, é o calibre mais fácil de ser medido, caso aqui do Brasil, porque a grande maioria de instrumentos de medição utilizados seguem a norma métrica. Mas isso não quer dizer que na Europa não se utiliza também a nomenclatura em polegadas. O que acaba ocorrendo é que, nos casos dos calibres mais populares tanto lá como nas Américas, acabam se utilizando duas ou mais nomenclaturas. Isso pode ser percebido no calibre 7,65mm Browning, popular em pistolas semi-automáticas, também chamado de .32 AUTO. O irmão menor, o 6,35mm Browning, é chamado de .25 AUTO. O calibre .380, por exemplo, acabou se popularizando aqui na sua nomenclatura em polegadas, mas na Europa é mais conhecido como 9mm (Kurz, Curto, Corto ou Short) para não ser confundido com o 9mm Parabellum.

3 – Calibres no sistema “gauge“:

Esta é a mais curiosa forma de medição de calibres de armas porque não segue nenhuma norma de medida específica. Os ingleses, desde vários séculos atrás e até a II Guerra, utilizavam o pêso do projétil disparado pelos seus canhões para especificar seu calibre. Tínhamos, portanto, canhões de 8, 12, 16 e 24 libras. Porém, no emprego das armas portáteis de alma lisa, as espingardas de caça, essa unidade de medida seria muito grande para ser empregada em projéteis que pesavam frações de libra. (N.A.: uma libra equivale a 453 gramas).

Desta forma, partiu-se para a seguinte solução: tomando-se uma perfeita esfera de chumbo, com massa de uma libra (o,453 Kg.), seu diâmetro seria então o gauge (Ga.) 1, ou seja, o calibre 1. Seguindo o mesmo raciocínio, fracionamos aquela esfera de chumbo (com uma libra de peso) em 12 partes iguais e dessas partes fazemos esferas idênticas; o diâmetro de cada uma dessas 12 esferas resultantes será o calibre 12. Assim também, fracionando-se a mesma esfera (com massa de uma libra) em 28 partes e fazendo com essas partes 28 esferas iguais, o diâmetro de cada uma delas nos daria o calibre 28. Isso explica porque, neste sistema, quanto maior é o número que exprime o calibre, menor é seu diâmetro, ou seja, o calibre 28 é menor que o 12. Portanto, calibres de espingardas, que normalmente iniciam do 12 Ga.  e depois seguem para o 16, 20, 24, 28, 32 e 36, não possuem qualquer relação com medidas, tanto em polegadas como em milímetros. O calibre 36 é também chamado, principalmente nos Estados Unidos, de .410.

Abaixo, uma tabela onde temos as medidas de cada calibre em Gauge e as equivalências em milímetros do culote, do cartucho e do cano (medias aproximadas em virtude de diferentes fabricantes e “choques” dos canos).

CALIBRE Culote Diâmetro Cano
4 30.38 27.64 26.19
8 26.19 23.57 23.12
10 23.65 21.70 21.30
12 22.45 20.60 20.20
14 21.45 19.65 19.30
16 20.65 18.90 18.55
20 19.40 17.70 17.35
24 18.45 16.75 16.45
28 17.40 15.85 15.55
32 16.10 14.55 14.25
36 13.60 12.00 11.75

Finalizando:

Resumindo, a maior parte dos fabricantes de munições na Europa utiliza o sistema métrico na nomenclatura de seus cartuchos. Como de praxe, geralmente são expressos em duas medidas, sendo que a primeira é o diâmetro do projétil e  a segunda, o comprimento do cartucho. Normalmente esses números são seguidos de uma marca de fabricante, do tipo ou do nome da arma que utiliza este cartucho. Alguns exemplos:

7,62X51 NATO – o cartucho adotado por vários países da OTAN em seus fuzis, inclusive o Brasil – neste caso, 7,62mm de diâmetro e 51mm de comprimento do cartucho.

9mm Luger ou 9mm Parabellum – expresso mais corretamente como 9X19, é o cartucho mais largamente usado por forças armadas no mundo em armas curtas, derivado das famosas pistolas alemãs Parabellum, conhecidas como Luger nos Estados Unidos.

375 Holland & Holland – um dos mais míticos e potentes calibres para caça de grande porte, desenvolvido pela firma do mesmo nome, na Inglaterra. Apesar do que indica seu nome, o seu projétil possue um diâmetro efetivo de 9,55mm, o que não corresponde exatamente ao diâmetro de .375″.

.32 AUTO – mais conhecido aqui como 7,65mm Browning, popularíssimo cartucho de pistolas semi-automáticas.

.380 ACP (Automatic Colt Pistol)- também em moda no Brasil, em armas curtas, conhecido também como 9mm Kurz ou 9mm Curto, para não ser confundido com o bem mais potente e restrito calibre 9mm Parabellum.

.38 SPL (Special) – o famoso calibre 38 dos revólveres, muito comuns aqui no Brasil, que foi durante décadas erroneamente denominado pela CBC como 38 Smith & Wesson Longo.

.357 Magnum – o “irmão” mais poderoso do .38 SPL, um cartucho quase idêntico à ele somente 3mm mais longo para evitar seu uso em revólveres fabricados para o cartucho .38 SPL. A bem da verdade, o cartucho .38 SPL também possui o seu projétil com o diâmetro de .357″.

.44-40 Winchester – o cartucho das carabinas Winchester de ação por alavanca, ainda muito usado nas carabinas Puma nacionais, cópias fiéis das Winchester norte americanas. Neste caso, o número 40 não tem relação com a medida do cartucho, e  sim, com o peso da carga de pólvora empregada na época (40 grains de pólvora negra). O grain é uma medida de massa, em uso nos Estados Unidos, que equivale a 64,8 miligramas. O diâmetro real do projétil é de aproximadamente .42″ e não de .44″ como diz sua denominação.

.32 S&WL (Smith & Wesson Long) – desenvolvido pela Smith & Wesson para seus revólveres, muito usado no Brasil. Neste caso, a nomenclatura “Long” servia para que ele não fosse confundido com o cartucho mais curto do mesmo calibre, o .32 S&W (não se aplica aqui o nome de .32 S&W “curto”)


Cartuchos diversos produzidos pela CBC no Brasil

Os calibres assinalados em rosa são considerados restritos no Brasil –  só podem ser utilizados por forças policiais, militares e atiradores esportivos. Os calibres 14 e 15 são restritos somente quando usados em armas curtas.

Mais uma vez precisamos ter em mente que essas medidas, em vários casos, pode não exprimir exatamente o diâmetro de um projétil, de modo que um curioso ou mesmo um colecionador de cartuchos antigos, ao tentar identificar o calibre através da medida do diâmetro do projétil, nem sempre pode chegar exatamente à nomenclatura do mesmo. Porém, isso serve para que tenhamos uma base mais precisa, que somada aos dados das dimensões do cartucho, possamos identificar o mesmo consultando-se catálogos e sites especializados. Um dos mais acessados e completos sites sobre munição na WEB é o   http://www.municion.org/.

A variedade de cartuchos documentada no site é imensa e ele possui até um recurso interessante, onde se pode fornecer algumas dimensões e o sistema procura os dados de cartuchos que mais se assemelham ao fornecido. Em resumo, muitas vezes a nomenclatura segue mais os conceitos de mercado e de “impacto” do que a medida real que se utiliza.

Um exemplo típico é este: por volta da década de 70 a Winchester possuía um cartucho de grande porte, para caça pesada, denominado .458 Winchester Magnum, que fez um estrondoso sucesso e era um dos mais potentes cartuchos existentes na ocasião. A empresa Weatherby, tradicional fabricante de rifles de luxo, resolveu lançar um cartucho para concorrer com o 458, muito mais potente, denominado de .460 Weatherby Magnum. O interessante que embora o 460 possua um cartucho maior, o projétil era do mesmo tamanho do concorrente, ou seja, .458″. Neste caso, o número 460 foi mesmo utilizado sómente para causar uma “atração” ou “sensação” a mais.

Disponibilizamos aqui, para quem deseja se aprofundar mais no assunto, um ótimo trabalho desenvolvido por pessoal ligado à Associação de Colecionadores e Atiradores do Planalto, com sede em Brasília, DF. É outra excelente base de dados, que em muito ajudará a desmistificar este, por vezes, muito complicado assunto.

http://www.atiradoresecolecionadores.org/Desmistificando_Calibres_-_V.1.6.pdf

Escrito por Carlos F P Neto

14/11/2009 às 19:21

171 Respostas

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  1. quantas raias possui a espingarda rossi cal 16 e qual o sentido

    francisco neto

    08/05/2013 em 13:20

    • Francisco, espingardas não possem raiamento, são armas de alma lisa. Grato pelo contato.

      Carlos F P Neto

      08/05/2013 em 14:14

      • Esta foi fácil, não é Carlos? …abraço

        Hermes josé de freitas

        13/05/2013 em 17:02

  2. Pergunta:
    Amigo, possuo um RT .410 e gostaria de saber o diâmetro exato do cano do mesmo e também do projetil 45 LC, pois não encontrei cartucho carregado com balote e gostaria de carregar os meus. Tenho também alguns projéteis em .45 ACP. Qual dos dois casaria melhor com o cano do RT.410

    Willi Moraz

    07/05/2013 em 21:31

    • Willi, não possuo os dados sobre o RT-410; quem sabe consiga obter isso no site do fabricante. A alma dessa arma é lisa, portanto não trará muitos bons resultados com projéteis. A cápsula do .45 LC mede 31,64mm de comprimento com diâmetro no culote de 12,25 baixando para 12,07mm, medidas externas.

      Carlos F P Neto

      08/05/2013 em 10:36

  3. gostei ; não vi menção do calibre 22-20, é muito raro? conheço uma arma longa com esse calibre, não existe na minha região, esta munição. solicito informações.

    Rubens Tonelli

    02/05/2013 em 22:08

  4. Boa noite. para eu comprar uma carabina de chumbinho, preciso de autorização?

    max

    02/05/2013 em 19:52

    • Max, não precisa de autorização para compra de arma de pressão, desde que seja maior de idade. Se for menor, seus pais podem comprar sem restrição alguma.

      Carlos F P Neto

      03/05/2013 em 9:09

  5. Gostaria de saber se a munição marca CBC, calibre 44W é de uso restrito?
    Tem alguma lei que estabelece o que é de uso restrito no Brasil?
    Obrigado…

    Marco Antônio

    02/05/2013 em 15:52

    • Marco Antônio, há uma lei que regula isso, sim. Explicamos isso, na íntegra, em nosso artigo sobre “Como obter o Certificado de Registro de Atirador e Colecionador”. O calibre .44-40W não é restrito para armas longas, como as carabinas Winchester ou Puma, mas é restrito em armas curtas.

      Carlos F P Neto

      03/05/2013 em 9:12

  6. gostei muito do site e das informações nele contida! eu tinha uma duvida cruel sobre calibres e esse saite me ajudou muito! PARABÉNS!

    Gleybson

    26/04/2013 em 15:34

  7. Qual a munição para a Winchester 1892?

    Arnaldo

    24/04/2013 em 17:09

    • Arnaldo, depende do calibre da arma, é claro, pois eram fornecidas em quatro variações: 25-20, 32-20, 38-40 e 44-40. Porém, as mais comuns por aqui são em .44-40W, fabricada ainda pela CBC.

      Carlos F P Neto

      24/04/2013 em 17:20

  8. Boa tarde estou comprando uma pistola de pressão por mola e gostaria de saber como faço para ter um documento que eu possa transportar-lá na minha mochila sem ter problemas co as autoridades meu nome é Ronaldo

    Ronaldo

    20/04/2013 em 15:42

    • Ronaldo, se sua pistola de ar for de calibre igual ou inferior a 6mm, ande com a NF de compra onde conste seu nome como proprietário. Abraços.

      Carlos F P Neto

      20/04/2013 em 17:42

      • Eu complementaria que além do recomendado pelo Carlos F P Neto, carregue consigo também uma cópia da PORTARIA N°36 DE 9/12/1999 DO MINISTÉRIO DA DEFESA E EXÉRCITO BRASILEIRO, que regulamenta o assunto; “ARMAS DE PRESSÂO “NÂO PRECISAM DE REGISTRO/LICENÇA DE PORTE OU TRANSPORTE”; você pode adquirir na própria loja aonde vai comprar. Isto pode minimizar problemas, pois a IMENSA MAIORIA DE POLICIAIS DESCONHECEM ESTA LEI.
        ABÇ

        Hermes josé de freitas

        21/04/2013 em 22:25

  9. Amigo, gostaria de saber se há alguma outra munição que substitua o calibre .44-40, pois na minha região não consigo encontrá-lo. É para uma arma longa (carabina).

    adriano

    22/03/2013 em 21:46

    • Adriano, não há nenhum cartucho que substitua corretamente o .44-40W. Além disso, utilizar munição diferente daquela para a qual a arma foi projetada é um grande risco.

      Carlos F P Neto

      23/03/2013 em 8:58

  10. Sou oficial da aeronautica. Tive uma Walther PPK alemã, cal 7,65 que me foi furtada há mais de 30 anos. Estou interessado em adquirir outra .Gostaria de saber se ainda existe o cal 7,65 e se positivo se tenho facilidade de encontar. Só tenho visto .380.

    Cel R1 Carlos Edison dos Santos

    15/03/2013 em 19:24

    • Prezado Carlos Edison, sim, o calibre 7,65mm Browning (.32 Auto) ainda é bastante comercializável, sendo que insumos de recarga também são facilmente encontrados. Saudações.

      Carlos F P Neto

      16/03/2013 em 14:53

  11. Amigo, boa tarde! Parabéns pelo artigo! Realmente me ajudou e tirou várias de minhas dúvidas sobre o tema. Todavia, tem uma questão que não consegui concluir sozinho e, por isso, faço a pergunta. Você entende que um revolver .410 (36 GA), o chamado Judge da Taurus, consiga atirar com uma munição 44-40? Parabéns novamente e obrigado. Att, Gustavo

    Gustavo

    10/03/2013 em 12:48

    • Gustavo, em tese o cartucho .44-40W dispara em um revólver Judge. A diferença de diâmetro do cartucho é pequena, cerca de 12mm na base para o 36GA e 11,7mm para o .44-40. Entretanto, o .44-40 afunila para 11,2mm na boca, o que vai ocasionar um estufamento. Porém, o maior problema é o projétil .44, que tem cerca de 10,6mm de diâmetro, o que além do fato do Judge ter alma lisa (o vendido no Brasil), passará “dançando” pelo cano afora.

      Carlos F P Neto

      11/03/2013 em 11:00

      • Prezado Sr. Carlos, agradeço pela pronta resposta e mais uma vez parabenizo pela profundidade de seu conhecimento.
        Em resumo: É possível, mas não indicado! Certo?
        Fiz a pergunta pois vi alguns anúncios do RT 410 nos EUA (com cano raiado) e fazem menção ao calibre 45LC e ao 44-40, daí a dúvida.
        Sou CAC diletante(entendendo pouco de munições). Possuo uma Puma 44-40 e estava pensando em um RT 410, para ter um revolver para o lazer do tiro informal e defesa pessoal em área rural.
        A convergência do calibre entre as armas, poderia ser útil, gerando economia e opção eventual aos cartuchos, posto que ainda não temos com “balote” (até onde sei).
        Virei fã do site e passei a acompanhá-lo.Att, Gustavo.

        Gustavo

        11/03/2013 em 12:00

      • Gustavo, exatamente isso; em tese, atira com .44-40. Eu não sei se a Taurus vende o RT-410 raiado por aqui, para CACs, mas me parece que existe só em .45 Long Colt, sujeito à confirmação.

        Carlos F P Neto

        11/03/2013 em 17:50

  12. Olá, desculpe estar postando neste tópico, mas estou com duvidas se o choque cambiavel é tão eficiente quanto o fixo pois estou adquirindo uma espingarda e estou em duvidas com relação a isto pois a boito só fabrica a miura 2 em calibre 20 com o choque cambiavel. Desde já obrigado

    Diego

    09/03/2013 em 10:59

  13. no calibre 32 ( ga ) qual e o comprimento do cartucho em metal , nos estados unidos eu encontrei algus fabricado pela cbc em um marca chamada ( magtech ) as medias sao em polegadas ( exemplo 23 gauge )
    por 2 1/2 , qual seria a medida serta do comprimento vendido pela cbc ai no brasil ?
    obrigado .

    anderson r fausto

    26/02/2013 em 18:04

    • Anderson, o cartucho de metal calibre 32 que a CBC fornece hoje no Brasil é de medida 2 1/2″, ou 63,5mm. A Magtech, que é a marca usada pela CBC no mercado americano, possui o 32Ga Brass Shotshell, vendido só lá, mas também só para armas com câmaras de 2 1/2″.

      Carlos F P Neto

      27/02/2013 em 17:07

  14. Bem praticamente nada a acresentar; mas acho mais fácil vc identificar não pela saida do cano…mas pela camâra de detonação a .32-20 reta e fina…a que pode dificultar mais pelo cano é a .38-40 com a .44-40 mas pela camãra é fácil a .44 é cônica reta e a .38 é tipo “garrafinha” tem um estreitamento…eu penso ser mais fácil ;sei lá. Agora quem era bom mesmo para identificar já morreu;JOHN WAYNE que nunca largou a sua .44-40 com alavanca “CUSTOMIZADA” ARGOLÂO da alavanca de manobra….e fica uma “delicia” manobra com uma só mão e usa como um revólver.

    Hermes josé de freitas

    18/02/2013 em 1:17

    • Hermes, corrigindo, todos os 4 calibres usados nas 1892 são do tipo “garrafinha”, sendo o 44-40 o menos acentuado deles.

      Carlos F P Neto

      18/02/2013 em 8:01

  15. como faco para descobrir o calibre de uma winchester 1892 ( pergunta)

    marcelo tomaz

    17/02/2013 em 18:13

    • Marcelo, normalmente o calibre vem gravado no cano da arma; caso não tenha mais marcações, e supondo-se que o raiamento esteja bom, meça o diâmetro da boca do cano. O problema é que a diferença de diâmetro de boca de cano entre o calibre .44-40 e o .38-40 é muito pequena, algo em torno de 0,5mm a 0,7mm, o que pode levar a um resultado errado. O correto mesmo é fazer um molde da câmara, com parafina e medir as dimensões. Diâmetro de boca de cano menor que 10mm pode levar a crer que se trata de uma .32-20 ou 25-20. Esses 4 calibres são os únicos disponíveis na modelo 92.

      Carlos F P Neto

      17/02/2013 em 19:42


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