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Conceitos Básicos sobre Calibres

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É muito comum nos dias de hoje a divulgação na mídia escrita e televisada de ocorrências envolvendo armas de fogo. Também, de um modo geral, é muito frequente a falta de conhecimento técnico por parte de jornalistas e apresentadores sobre o assunto. Desta forma, diariamente convivemos com alguns disparates cometidos por esses meios de comunicação, tanto em relação às armas de fogo em si quanto às suas especificações. Frases como “arma de grosso calibre”, “capaz de derrubar aviões”, “a bala atravessa veículos blindados como se fosse manteiga”  e outras asneiras similares são constantemente utilizadas nos programas de TV e nos jornais. Também, no aspecto legal, é muito frequente a confusão entre “armas privativas das forças armadas” ou não. Recentemente um telefornal exibiu a apreensão de uma carabina de repetição Puma, fabricação nacional, que é uma cópia da famosa Winchester Lever Action de 1892, em calibre .38SPL, como sendo arma de uso privativo de forças armadas. O máximo que se pode dizer é que, provavelmente, possa existir alguma força policial, militar ou não, que a utilize.

Outro fato muito comum nos noticiários da TV, além do uso de denominação equivocada sobre algumas armas, é a exibição, em alguns casos, de carabinas de ar comprimido, simulacros e até  enferrujadas espingardas de antecarga, e denominam aquele conjunto de “arsenal”. A denominação errada também é fruto, ou de modismos ou de falta de informação. Chamar revólver de pistola ou vice versa era comum anos atrás, mas hoje estão sendo mais corretamente identificados. Chamar espingarda de escopeta é um dos modismos. Escopeta é um termo de origem espanhola, e realmente se aplica às  espingardas, mas não faz parte do vocabulário dos entendidos no assunto. Confundir carabinas com fuzis também é bastante comum.

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Armas apreendidas - 24-10-07

Algumas fotos de apreensão de supostos “arsenais”, exibidas na mídia: em cima, dois revólveres em péssimo estado, um esqueleto de carabina Gamo de ar comprimido e duas espingardas de um tiro; embaixo, com exceção de uma ou outra, armas em estado precário de conservação, a maioria espingardas de caça de um tiro e de calibres baixos. 

Porém, a maior incidência de erros e enganos cometidos nos meios de comunicação se refere aos calibres das armas, onde a falta de conhecimento nos presenteia com informações absurdas, como uma declaração de um repórter de TV que mostrou, na tela, “uma pistola de calibre 380 milímetros”, utilizada em um assalto. Ora, qualquer aluno do ensino fundamental sabe que 380 mm equivale a 38 cm., o que nos demonstra a grandeza deste disparate. O termo “arma de grosso calibre” é outra bobagem que se ouve constantemente, muitas vezes quando se exibe um fuzil, seja ele de calibre 7,62mm ou até mesmo um de calibre 5,56mm. Não se trata, portanto, de “grosso” calibre mas sim, da utilização de um cartucho potente ou de alto poder de fogo. As espingardas de calibre 12 se encaixariam melhor nesta conotação de grosso calibre, apesar de que as mesmas têm um alcance eficaz bem limitado.

Nos primórdios das armas de fogo, o calibre, ou seja, o diâmetro efetivo do projétil disparado por uma arma, não era muito relevante, pois geralmente os atiradores fundiam e moldavam sua própria munição. Armas eram geralmente vendidas com suas respectivas moldeiras. Com o advento do cartucho moderno e da fabricação em série, os calibres passaram a ser fundamentais e de certa forma, padronizados, para se diferenciar o seu uso nas diversas armas existentes.

O que se denomina de calibre real de uma arma nada mais é do que a medição do diâmetro da boca do cano, que caso ele seja raiado, é feita medindo-se os “cheios” das raias.

O calibre do projétil é medido pelos “fundos” das raias. Dependendo de cada arma, seja ela revólver, pistola, fuzil ou carabina, e de acordo com o tipo de projétil que ela usa, seja encamizado ou de chumbo, as raias possuem profundidades e perfis diferentes.

A quantidade de raias em um cano também varia, mas geralmente se situam entre 4 e 6, podendo ser em quantidade pares ou ímpares. Outra variação muito importante, referente ao raiamento do cano, é a quantidade de voltas executadas pelo raiamento de um cano, quando medidos dentro de uma mesma distância, algo que se denomina “passo de raiamento”. Normalmente nas armas curtas e com canos até 6″ ou 7″ de comprimento, as raias não chegam nem a dar uma volta completa; como essas armas utilizam um projétil de pouca altura, não é necessário se empreender um giro muito alto a fim de estabilizá-lo.

Ao contrário, nos rifles e fuzis de alta potência, utilizando projéteis bem mais longos, o número de voltas do raiamento é maior, a fim de aumentar a rotação do projétil quando em vôo, criando assim um efeito giroscópico a fim de que o mesmo corte o ar devidamente estabilizado, pelo menos até o alcance útil previsto para essa arma.

Ao lado, foto de um cano raiado no calibre 9mm.

Resumidamente, podemos afirmar que convivemos com tres sistemas de medidas aplicados aos calibres de armas em geral: (1) calibres especificados em centésimos de polegada (mais utilizados nos Estados Unidos), (2) os calibres especificados em milímetros e, finalmente, (3) a medida inglesa denominada gauge, que é a empregada nas armas de alma lisa (espingardas).

1 – Calibres medidos em centésimos de polegada:

Muito utilizado nos Estados Unidos e inclusive no Brasil, expressa o diâmetro dos projéteis em centésimos de polegada, tanto com duas ou com tres casas decimais. Desta forma, damos como exemplo o famoso e popular calibre 38. Lembramos que a notação norte americana utiliza o ponto na casa decimal e não vírgulas, como é nosso costume. (Ex.: US$ 1,500.00). Portanto, o calibre 38 tem a sua notação correta como sendo 0.38″ (zero ponto trinta e oito), ou simplesmente .38″ (38 centésimos de polegada). Outro famoso calibre, o 45, se expressa como 0.45″, ou só .45″ (centésimos de polegada). Durante muitas décadas se convencionou, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, não se pronunciar o “ponto” que antecede o calibre.

Portanto, sempre falamos “revólver calibre 22″, “pistola calibre 45″, “revólver calibre 38″, e por aí vai. Após a recente adoção e popularização do calibre 40 S&W pelas forças policiais, criou-se um costume “estranho” de se usar a palavra “ponto” na frente do calibre. Daí que temos o termo “pistola ponto 40″, algo que se ouve muito na mídia televisiva. Poderia ser, simplesmente, como sempre foi, “pistola calibre 40″. Talvez esse costume seja oriundo da antiga nomenclatura que se utilizava nos quartéis brasileiros, onde era costume se referir aos calibres de fuzis e metralhadoras como .30 e .50 (ponto trinta e ponto cinquenta).

Voltando ao sistema de polegadas, vemos então que se quisermos estabelecer uma conversão desses calibres para o sistema métrico, basta multiplicá-los por 25,4 (uma polegada = 25,4 mm). Exemplos: calibre .45″ (o,45) X 25,4 = 11,43mm; calibre .22″ (0,22) X 25,4 = 5,58mm. Entretanto, essa conversão serve meramente para nos dar uma idéia da diâmetro do projétil, uma vez que no Brasil nós não estamos habituados a “perceber” ou ter noção real do diâmetro de um projétil obtendo sua medida em centésimos de polegada.

Ao lado, munição calibre .22LR da CBC

Além disso, a nomenclatura que é dada a um determinado calibre, pelo seu fabricante, nem sempre segue as regras rígidas de medida e sim, outras conveniências mercadológicas. A título de ilustração, um exemplo bem antigo e clássico é o famoso calibre .44 Winchester, (.44-40 WCF), lançado em 1873 no famoso rifle de ação por alavanca. Na realidade, o diâmetro de seu projétil nem é de 0,44 centésimos de polegada, e sim, de 0,42″. Qualquer um que proceder a uma medida do diâmetro deste projétil, utilizando-se um paquímetro ou micrômetro terá uma leitura de 10,66 mm, que convertido para centésimos de polegada nos dará 0,42″ ! Outro caso conhecidíssimo nosso é o calibre 38 Special, de revólver. Se convertermos 0,38 X 25,4 teremos 9,652 mm, mas se medirmos o diâmetro do projétil veremos que realmente possui  9,06 mm.

2 – Calibres medidos em milímetros:

Adotado preliminarmente na Europa, é o calibre mais fácil de ser medido, caso aqui do Brasil, porque a grande maioria de instrumentos de medição utilizados seguem a norma métrica. Mas isso não quer dizer que na Europa não se utiliza também a nomenclatura em polegadas. O que acaba ocorrendo é que, nos casos dos calibres mais populares tanto lá como nas Américas, acabam se utilizando duas ou mais nomenclaturas. Isso pode ser percebido no calibre 7,65mm Browning, popular em pistolas semi-automáticas, também chamado de .32 AUTO. O irmão menor, o 6,35mm Browning, é chamado de .25 AUTO. O calibre .380, por exemplo, acabou se popularizando aqui na sua nomenclatura em polegadas, mas na Europa é mais conhecido como 9mm (Kurz, Curto, Corto ou Short) para não ser confundido com o 9mm Parabellum.

3 – Calibres no sistema “gauge“:

Esta é a mais curiosa forma de medição de calibres de armas porque não segue nenhuma norma de medida específica. Os ingleses, desde vários séculos atrás e até a II Guerra, utilizavam o pêso do projétil disparado pelos seus canhões para especificar seu calibre. Tínhamos, portanto, canhões de 8, 12, 16 e 24 libras. Porém, no emprego das armas portáteis de alma lisa, as espingardas de caça, essa unidade de medida seria muito grande para ser empregada em projéteis que pesavam frações de libra. (N.A.: uma libra equivale a 453 gramas).

Desta forma, partiu-se para a seguinte solução: tomando-se uma perfeita esfera de chumbo, com massa de uma libra (o,453 Kg.), seu diâmetro seria então o gauge (Ga.) 1, ou seja, o calibre 1. Seguindo o mesmo raciocínio, fracionamos aquela esfera de chumbo (com uma libra de peso) em 12 partes iguais e dessas partes fazemos esferas idênticas; o diâmetro de cada uma dessas 12 esferas resultantes será o calibre 12. Assim também, fracionando-se a mesma esfera (com massa de uma libra) em 28 partes e fazendo com essas partes 28 esferas iguais, o diâmetro de cada uma delas nos daria o calibre 28. Isso explica porque, neste sistema, quanto maior é o número que exprime o calibre, menor é seu diâmetro, ou seja, o calibre 28 é menor que o 12. Portanto, calibres de espingardas, que normalmente iniciam do 12 Ga.  e depois seguem para o 16, 20, 24, 28 e 32, não possuem qualquer relação com medidas, tanto em polegadas como em milímetros.

O calibre 36 é uma exceção à regra e possui essa nomenclatura, talvez, por questões meramente convencionais: assumiu-se que seria o “36” pela ordem natural dos cartuchos oferecidos, sempre com valores variando de 4 em 4, visto ser ele o imediatamente menor que o 32. A origem dessa nomenclatura 36 é um mistério e vários autores ainda a discutem até hoje. O calibre em “gauge” do cartucho 36 seria equivalente a 67. Seu diâmetro aproximado é de 11,30 mm. e também é chamado, principalmente nos Estados Unidos, de .410, ou “four-ten“. A medida de .410″ convertida para métrica nos dá 10,41mm, que é o diâmetro interno do cartucho.

Abaixo, uma tabela onde temos as medidas de cada calibre em Gauge e as equivalências em milímetros do culote, do cartucho e do cano (medias aproximadas em virtude de diferentes fabricantes e “choques” dos canos).

CALIBRE Culote Diâmetro Cano
4 30.38 27.64 26.19
8 26.19 23.57 23.12
10 23.65 21.70 21.30
12 22.45 20.60 20.20
14 21.45 19.65 19.30
16 20.65 18.90 18.55
20 19.40 17.70 17.35
24 18.45 16.75 16.45
28 17.40 15.85 15.55
32 16.10 14.55 14.25
36* 13.60 12.00 11.75

(*) o calibre 36 não é do sistema “gauge”. O diâmetro de 12,00mm também não é o correto.

Finalizando:

Resumindo, a maior parte dos fabricantes de munições na Europa utiliza o sistema métrico na nomenclatura de seus cartuchos. Como de praxe, geralmente são expressos em duas medidas, sendo que a primeira é o diâmetro do projétil e  a segunda, o comprimento do cartucho. Normalmente esses números são seguidos de uma marca de fabricante, do tipo ou do nome da arma que utiliza este cartucho. Alguns exemplos:

7,62X51 NATO – o cartucho adotado por vários países da OTAN em seus fuzis, inclusive o Brasil – neste caso, 7,62mm de diâmetro e 51mm de comprimento do cartucho.

9mm Luger ou 9mm Parabellum – expresso mais corretamente como 9X19, é o cartucho mais largamente usado por forças armadas no mundo em armas curtas, derivado das famosas pistolas alemãs Parabellum, conhecidas como Luger nos Estados Unidos.

.30-06 Springfield – aqui é uma excessão; este cartucho, desenvolvido para o fuzil Springfield e posteriormente usado no Garand, era originalmente denominado de .30-03. O “03”, no caso, era o ano do projeto, 1903. Em 1906 esse cartucho foi ligeiramente modificado, e daí passou a ser .30-06.

375 Holland & Holland – um dos mais míticos e potentes calibres para caça de grande porte, desenvolvido pela firma do mesmo nome, na Inglaterra. Apesar do que indica seu nome, o seu projétil possue um diâmetro efetivo de 9,55mm, o que não corresponde exatamente ao diâmetro de .375″.

.32 AUTO – mais conhecido aqui como 7,65mm Browning, popularíssimo cartucho de pistolas semi-automáticas.

.380 ACP (Automatic Colt Pistol)- também em moda no Brasil, em armas curtas, conhecido também como 9mm Kurz ou 9mm Curto, para não ser confundido com o bem mais potente e restrito calibre 9mm Parabellum.

.38 SPL (Special) – o famoso calibre 38 dos revólveres, muito comuns aqui no Brasil, que foi durante décadas erroneamente denominado pela CBC como 38 Smith & Wesson Longo.

.357 Magnum – o “irmão” mais poderoso do .38 SPL, um cartucho quase idêntico à ele somente 3mm mais longo para evitar seu uso em revólveres fabricados para o cartucho .38 SPL. A bem da verdade, o cartucho .38 SPL também possui o seu projétil com o diâmetro de .357″.

.44-40 Winchester – o cartucho das carabinas Winchester de ação por alavanca, ainda muito usado nas carabinas Puma nacionais, cópias fiéis das Winchester norte americanas. Neste caso, o número 40 não tem relação com a medida do cartucho, e  sim, com o peso da carga de pólvora empregada na época (40 grains de pólvora negra). O grain é uma medida de massa, em uso nos Estados Unidos, que equivale a 64,8 miligramas. O diâmetro real do projétil é de aproximadamente .42″ e não de .44″ como diz sua denominação.

.32 S&WL (Smith & Wesson Long) – desenvolvido pela Smith & Wesson para seus revólveres, muito usado no Brasil. Neste caso, a nomenclatura “Long” servia para que ele não fosse confundido com o cartucho mais curto do mesmo calibre, o .32 S&W (não se aplica aqui o nome de .32 S&W “curto”)


Cartuchos diversos produzidos pela CBC no Brasil

Os calibres assinalados em rosa são considerados restritos no Brasil –  só podem ser utilizados por forças policiais, militares e atiradores esportivos. Os calibres 14 e 15 são restritos somente quando usados em armas curtas.

Mais uma vez precisamos ter em mente que essas medidas, em vários casos, pode não exprimir exatamente o diâmetro de um projétil, de modo que um curioso ou mesmo um colecionador de cartuchos antigos, ao tentar identificar o calibre através da medida do diâmetro do projétil, nem sempre pode chegar exatamente à nomenclatura do mesmo. Porém, isso serve para que tenhamos uma base mais precisa, que somada aos dados das dimensões do cartucho, possamos identificar o mesmo consultando-se catálogos e sites especializados. Um dos mais acessados e completos sites sobre munição na WEB é o   http://www.municion.org/.

A variedade de cartuchos documentada no site é imensa e ele possui até um recurso interessante, onde se pode fornecer algumas dimensões e o sistema procura os dados de cartuchos que mais se assemelham ao fornecido. Em resumo, muitas vezes a nomenclatura segue mais os conceitos de mercado e de “impacto” do que a medida real que se utiliza.

Um exemplo típico é este: por volta da década de 70 a Winchester possuía um cartucho de grande porte, para caça pesada, denominado .458 Winchester Magnum, que fez um estrondoso sucesso e era um dos mais potentes cartuchos existentes na ocasião. A empresa Weatherby, tradicional fabricante de rifles de luxo, resolveu lançar um cartucho para concorrer com o 458, muito mais potente, denominado de .460 Weatherby Magnum. O interessante que embora o 460 possua um cartucho maior, o projétil era do mesmo tamanho do concorrente, ou seja, .458″. Neste caso, o número 460 foi mesmo utilizado sómente para causar uma “atração” ou “sensação” a mais.

Disponibilizamos aqui, para quem deseja se aprofundar mais no assunto, um ótimo trabalho desenvolvido por pessoal ligado à Associação de Colecionadores e Atiradores do Planalto, com sede em Brasília, DF. É outra excelente base de dados, que em muito ajudará a desmistificar este, por vezes, muito complicado assunto.

http://www.atiradoresecolecionadores.org/Desmistificando_Calibres_-_V.1.6.pdf

Written by Carlos F P Neto

14/11/2009 at 19:21

262 Respostas

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  1. Uma dúvida… a Glock 25 quando se arma o ferrolho o cano recua um pouco também – isso já pode ser considerado Delay Blowback?
    Sei que não é como a .45 da Imbel que tem o flutuador no cano, mas dá pra ver bem o cano recuando um pouco quando se abre o ferrolho da Glock (assim como a janela de ejeção também não abre de imediato).
    Está correto isso?

    THOR

    01/08/2014 at 20:01

    • Thor, a G25 é uma “locked-breech” mesmo, não “retarded blowback”. O sistema é baseado na 1911, mas com modificações. Não há a biela; o próprio ressalto inferior do cano, quando este recua, se aloja em um “poço” para permitir que o cano baixe na sua porção traseira. Ao invés dos “lugs” que se usa na 1911, a própria janela de ejeção serve como o alojamento para o ressalto correspondente, existente no cano.

      Carlos F P Neto

      01/08/2014 at 20:09

      • Então o certo é que esse “desvio” na verdade não conserva a energia da pressão durante o disparo.

        THOR

        01/08/2014 at 20:49

  2. Amigo,
    Recentemente vi e atirei com um .454 Smith Wesson ( acho que a referencia citada é o 45 Colt .454 Casul ) :é um absurdo a potencia do calibre 454 Casul , vide tabelas de energia .
    Abç
    Paulo Cezar;

    Paulo Cezar

    22/06/2014 at 17:13

  3. Carlos como não conheço esta arma em concreto pergunto…o extrator desta arma “aceita” o mesmo tipo de estojo ??? sem resalto???
    obrigado

    Hermes jose de freitas

    21/06/2014 at 22:27

  4. Prezados, boa tarde!
    Sempre aprendo com as acertadas respostas de todos, neste excelente site.
    Como possuo um RT 410 UL. Deixo meus comentários. Se puderem ser úteis para alguém…
    No Brasil o RT 410 calça 2,5”. Pelo que pesquisei, no exterior existem modelos que suportam cartuchos de 3”.
    A arma é bem acabada, e na versão UL é leve, sem recuo exagerado. A empunhadura faz um bom papel.
    De fato, comprei a arma, pois penso que pode haver mudança no DFPC.
    Não possuo instrumentos, mas a energia com cartucho balote é impressionante. Com munição importada então…
    Ainda não experimente com o balote com esfera de aço para dizer se percebo alguma mudança.
    Parabéns pelo site mais uma vez.
    Abcs,

    Gustavo

    18/06/2014 at 14:21

  5. Carlos….esta arma ,ainda que alma lisa ,mas a 10-15m como defesa (ataque)..com a facilidade de mexer na carga de projeção e projetil (proibido) …pode torna-la muito letal/ofensiva…cá com meus botões não sei como liberaram isto !!!!!!
    Concorda ?

    Hermes jose de freitas

    18/06/2014 at 12:44

    • Hermes, concordo com você. Realmente, dependendo da carga, e utilizando-se balotes Ideal ou Brennecke, por exemplo, até uma distância utilizada como defesa, digamos 10 a 30 metros, podemos ter aí uma letalidade similar a um .45 Colt ou um .44-40 W, mesmo com alma lisa. Eu acho que, logo, logo, alguém do DFPC vai mexer nisso.

      Carlos F P Neto

      18/06/2014 at 13:07

      • Obrigado por responder….A um tempo vi vc responder questões sobre esta arma e como um grande conhecedor vi que ficou muito reticente na resposta o que para mim significou,,,,sabe disso desde o lançamento mas não vou levantar “lebre”…obrigado

        Hermes jose de freitas

        18/06/2014 at 16:37

  6. Outra dúvida, não querendo abusar da sua boa vontade, o RT410 suporta os cartuchos de 3 polegadas?

    Willi Moraz

    18/06/2014 at 10:56

  7. Poderia me informar se a medida interna do cano do RT.410 é igual o diametro do projétil .45 ??

    Will Moraz

    17/06/2014 at 22:23

    • Will. apesar do RT ter alma lisa, o diâmetro não é exatamente o mesmo, mas a diferença é muito pequena, para mais no caso do RT. Provavelmente o projétil .45 ACP (11,32mm) sairá pelo cano com muito pouca resistência.

      Carlos F P Neto

      18/06/2014 at 10:27

  8. Gostaria de saber se o revolver RT 410 precisa de registro e porte, pois gostaria de utilizar o mesmo em minha organização com os agentes de vigilância com munição de elastômero calibre 36 (borracha).

    RENAN CANUTO

    16/06/2014 at 23:54

    • Renan, os RT410, independente do tipo de munição que se utiliza, é uma arma de fogo e portanto, como qualquer outra, necessita de registro na PF ou Exército, sendo que o porte é uma prerrogativa da PF fornecido em circunstâncias extremamente difíceis.

      Carlos F P Neto

      17/06/2014 at 20:55

      • Ola pessoal, vi que todos aqui se interessaram pela RT410. Adiquiri uma há cerca de 3 mêses e estou muito satisfeto. Como tenho porte , pela ativiade policial, isso não foi problema, mas o registro levou quase 2 mêses. A dúvida que não consegui , ainda sanar é, se essa arma fabricada aqui no brasil, com alma lisa, suportaria um disparo com a Long colt .45. Já vi videos Americanos com essa aram usando long colt 45 e 454. A minha dúvida é em relação a resistência do tambor e cano. A meu ver deveria aguentar, já que a carga explosiva do caliber 36 é bem alta. Alguém tem informação fidedigna sobre isso ? Se sim, favor postar o link. Além disso informo aos colegas que é muito fácil a recarga de cartuchos, basta usar o calibrador sem deformar muito o latão e usar o espoletador e desespoletador o 36. Na intenet tem vários sites que vendem, inclusive as buchas para recarga.
        Recomendo dois videos sobre a arma, para quem se interessar:

        abraços

        marco lopes

        21/06/2014 at 15:15

      • Ficam aqui as dicas e depoimentos do leitor Marco Lopes. Marco, até onde pude verificar, o tambor do RT-410 deve, com certeza, suportar a pressão do cartucho .45 Colt e é o mesmo tambor do vendido aqui. Porém, nos USA, essa versão possui alma raiada e, obviamente, a precisão à distâncias mais longas é muito superior. O único detalhe é que usar .45 Colt nessa arma, apesar de que não há oferta desse cartucho por aqui, seria um ato ilegal, pois “transformaria” uma arma vendida como calibre permitido em arma de calibre restrito.

        Carlos F P Neto

        21/06/2014 at 20:18


ATENÇÂO: Identificação e/ou avaliações de armas, leia primeiro a Política de Avaliações, no final do menu de Artigos. Peças, reparos ou assistência técnica, consulte o fabricante de sua arma; questões sobre esse assunto não serão respondidas.

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