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Antigas Fábricas de Armas no Brasil (Rev. 2)

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Durante várias de nossas atividades no site Atiradores & Colecionadores, meu prezado amigo e co-fundador do site, Aurelino Fábio Carvalho, foi cobrado algumas vezes pelos leitores para escrever sobre as antigas fábricas de armas no Brasil, já extintas há muitos anos. Como formidável oplólogo e historiador que é, Fábio saiu à caça de informações e nos brindou com um panorama bem interessante sobre a produção de armas no Brasil na segunda metade do século XX. Esse presente artigo, além de uma homenagem merecida que faço ao Fábio, se baseia em seu trabalho e em suas pesquisas.

CARAMURU

A marca de comércio CARAMURU foi usada pela F.A.M. (Fábrica de Armas Modernas), empresa que era distinta da original fabricante dos Fogos Caramuru, de quem adquiriram o direito de usar a marca e alguns projetos de armas que  já estavam prontos. A firma era de propriedade do empresário e designer Miguel Raspa e do Sr. Antonio Chieffi Filho. Este último era também sócio do Sr. Biagino Chieffi na famosa Indústria de Fogos Caramuru .

A empresa atuou nas décadas de 60 e 70, na cidade de Jacareí, no interior do estado de São Paulo, produzindo neste período alguns bons revólveres com a armação feita em aço, carabinas em calibre .22 e carabinas de ar comprimido. Uma coisa que nos chama a atenção na Caramurú é sua logomarca, que é a famosa cabeça de um índio com cocar e ornamentos. O que estranhamos é que o desenho nos remete mais à face de um índio norte-americano e não de um índio brasileiro, o que seria mais condizente com o nome da marca.

A famosa marca comercial da Caramuru, presente também nos fogos de artifício.

Deixando a controvérsia de lado, o primeiro modelo de revólver foi o R1, dotado de cano com perfil octogonal e com 2,6 polegadas (os canos possuíam 5 raias e eram forjados pela Chapina, outra extinta indústria de armas brasileira), com a liberação do tambor feita por um pino situado diretamente no retém do cano, travando a “caneta” do extrator. A capacidade do tambor era de 7 tiros. As talas da empunhadura eram de madeira, com acabamento zigrinado e envernizadas, possuindo um inserto em forma de escudo de latão com a marca de fábrica.

Modelo R1 em calibre .22LR

O mecanismo podia ser acessado lateralmente, com a retirada da tala de madeira e de uma tampa fixa à armação, e por ali todo o mecanismo podia ser desmontado. O desenho da arma lembra um pouco o modelo Ladysmith da Smith & Wesson, similar ao que a Amadeo Rossi também fabricou, no mesmo calibre. Porém, a usinagem interna e mesmo o acabamento externo deixava muito a desejar, principalmente quando se comparava esse revólver com os modelos similares da Taurus e da Rossi.

Outro modelo mais bem desenvolvido foi o R7, basicamente o R1 redesenhado, com empunhadura mais larga, e liberação do tambor efetuada por um botão deslizante, na lateral esquerda, como nos Smith & Wesson. Houve mudanças no desenho dos canos, que passaram a ser redondos ao invés do perfil octogonal. Os canos deste modelo tinham comprimentos que iam de 1 até 6 polegadas.

Revólver R7 com cano de 2″, também em calibre .22LR, com talas em plástico imitando “madre-pérola”

Além dos dois modelos em calibre .22LR, a Caramurú lançou posteriormente os modelos R6 e R7, em calibre .32S&WL, tentando atingir um mercado mais exigente, principalmente quanto ao calibre, um pouco mais adequado à defesa pessoal. Essas revólveres vinham com canos de 2 ou 3 polegadas de comprimento e com capacidade de 6 tiros.

Um modelo R7 da Caramurú, em excelente estado e todo original, foto gentilmente enviada pelo leitor L.D., do Paraná. 

Na categoria de armas longas, a fábrica produziu uma carabina de um tiro em calibre .22LR denominada de K1. Estranhamente lançaram outra versão, chamada de CLK, também em .22LR mas com alma lisa. A K5 já era bem melhor projetada, com ação por ferrolho e carregador para 5 cartuchos, cujos canos eram fabricados na Fábrica de Itajubá. Espingardas de caça também saíram da linha de produção da Caramurú, como o modelo 62, de um tiro com cão externo, em calibres 28,32,36 e 40. A bem da verdade, essas espingardas eram produzidas pela Lerap, outro fabricante do qual falaremos adiante. Finalizando as armas longas, houve também um modelo de ar comprimido, de ação de bomba, em calibre 4,5mm.

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Acima, o primeiro revólver R1 produzido pela Caramurú, acervo de coleção particular, arma até hoje sem disparar um tiro sequer.

Algumas armas e projetos que não saíram do papel foram o revólver R3, em calibre .38SPL e uma sub-metralhadora baseada no projeto da israelense UZI, em calibre 9mm Parabellum, uma intenção clara de tentar alcançar o mercado policial e militar brasileiro, mas sem sucesso. A Caramurú parou de produzir armas de fogo em meados da década de 1970, passando a produzir desde então, peças de automóveis.

LERAP

A Fundição e Indústria de Armas Lerap estava localizada na cidade de São Paulo, no bairro do Brás, próximo à antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi uma das mais antigas fábricas de armas brasileiras e seu nome, pela mais provável razão, deve ser oriundo dos nomes de seus proprietários, de origem alemã, que a fundaram em 16 de junho de 1939: Lemck e Rapp. Segundo Fábio Carvalho, essa origem do nome é uma das muitas incógnitas da industria nacional, dela não se tendo absolutamente nenhuma informação. A intenção inicial era a produção de torneiras, canos, tubos e artigos domésticos com acabamento estanhado ou esmaltado.

Índice

Pistolão, ou garruchão LERAP em calibre 28GA

A Lerap produzia alguns modelos de garruchões e espingardas de caça, de cano simples e cão exposto, em vários calibres mais acessíveis como o 28, 32 e 36. O sistema de trancamento do cano usado nessas armas era muito similar ao chamado Snake Key (chave serpente), utilizado nas espingardas belgas Leclerc. Além das espingardas, a maior produção se concentrava nas garruchas de dois canos, baseadas nos tradicionais desenhos das importadas da Espanha e da Bélgica, em calibres .320 e .380, utilizando cargas de pólvora negra. Suas talas eram de plástico negro com acabamento zigrinado e o acabamento era niquelado.

A garrucha Lerap em calibre .320

A Lerap também chegou a fabricar espingardas sob encomenda para a fábrica de armas Caramurú, como vimos acima. De modo geral, a aparência das armas da Lerap lembrava armas artesanais, feitas à mão, com muitas marcas de usinagem e rebarbas que eram deixadas no produto final, bem como o acabamento niquelado ou oxidado de baixa durabilidade. No final de sua produção ainda tentou fabricar algumas armas mais bem cuidadas que os seus tipos tradicionais, como espingardas de canos sobrepostos com coronhas no estilo inglês, monogatilho, e réplicas das clássicas pistolas de bolso do tipo Remington Derringer. A produção dessas armas foi irrisória, de modo que não se encontram facilmente nas mãos de caçadores ou atiradores. Encerrou suas atividades por volta de 1964.

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Garrucha Lerap em calibre .22 – note a posição bem próxima das duas teclas dos gatilhos, o que podia facilmente causar um duplo disparo.

Antigo anúncio das espingardas LERAP, publicado em revistas especializadas (cortesia de F. Carvalho), uma espingarda que “podia concorrer em qualidade com as importadas”…

I.N.A.

A história da Indústria Nacional de Armas começa longe do Brasil, no início da Segunda Guerra Mundial, quando os alemães invadiram a Dinamarca. Exatamente neste período conturbado, o oficial do Exército Brasileiro Plínio Paes Barreto Cardoso estava neste país em visita oficial. Os dinamarqueses confiaram a ele alguns projetos de armas, inclusive o de uma metralhadora leve, que são trazidos ao Brasil, para longe das mãos dos nazistas. Finda a Guerra e restituídos os projetos, o Dansk Industrie Syndikat cede por gratidão os direitos da fabricação da submetralhadora Madsen, modelo 1946. Assim em 1949, presidida pelo então General R-1 Plínio Paes, é fundada a Indústria Nacional de Armas – INA, no bairro de Utinga, na cidade de Santo André, Estado de São Paulo.

A sub-metralhadora INA, em calibre .45ACP, adotada pelo Exército Brasileiro, com sua coronha articulada na posição aberta (foto: Manual de Operação EB-1956, do autor)

O carro chefe de sua produção sempre foi a submetralhadora M1950 (uma modificação da já citada Madsen M1946, sendo as diferenças principais da original dinamarquesa a mudança do calibre de 9 mm Parabellum para o 45 ACP, embora isso não fosse propriamente um problema, pois dizem que a própria Madsen fez protótipos nesse calibre. O calibre .45ACP era o calibre de arma curta padrão, adotado pelo Exército Brasileiro desde a aquisição dos primeiros lotes da pistola Colt 1911, em 1937. Havia pois a evidente necessidade da padronização do calibre para uso na sub-metralhadora. Além disso, a alavanca de manejo foi transferida da parte de cima da armação para a lateral direita, tal como ocorreu com as sub-metralhadoras Thompson norte-americanas.

Posteriormente surge o modelo M953, com pequenos melhoramentos tais como o alojamento do carregador mais longo e reforçado. Estas armas foram padrão de uso no Exército, de 1950 a 1972, e também nas forças policiais brasileiras. A sub-metralhadora INA possuía uma cadência de cerca de 600 tiros por minuto, não tinha dispositivo de tiro seletivo e funcionava com o princípio de ferrolho (culatra) aberto, embora a sua relativamente baixa cadência de tiro permitisse que um atirador, com certo treino, desse rajadas curtas; bastava para isso ter alguma intimidade com o gatilho da arma.

Detalhe de uma sub-metralhadora INA pertencente ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, nas décadas de 50 a 60. Detalhe para o seletor de segurança marcado F e S, posicionado sobre o gatilho.

A arma também não permitia o disparo com uma só mão, o que em certas situações de combate chega a ser uma desvantagem: uma tecla de segurança, posicionada junto ao retém do carregador, tinha que ser pressionada com a outra mão, obrigatoriamente, para que a arma disparasse. Caso essa tecla dianteira não fosse pressionada antes da tecla do gatilho, o ferrolho ainda assim era solto pelo gatilho mas seu curso era interrompido a cerca de poucos centímetros antes de alimentar o cartucho. O peso da arma era de 3,400 Kg, comprimento total de 74,9 mm e comprimento de cano de 214 mm.

Ainda deve-se ressaltar que esta submetralhadora granjeou uma fama digamos, um pouco injusta, entre os seus usuários, de ser pouco confiável em ação, pois em seu uso ocorriam muitos problemas de tiro (negas e falhas na alimentação), chegando ao ponto de que as iniciais do fabricante (I.N.A.) se tornaram uma cruel alcunha: “Isto Não Atira”. Verdade seja dita, a culpa era da munição .45 ACP nacional, de baixa qualidade, munição esta que inclusive acompanhou a arma quando da sua entrega às forças policiais, piorando ainda mais a má imagem da arma.

Vista explodida da arma, onde se nota a extrema simplicidade. A armação é de aço estampado, que se abre em duas metades articulada pelos mesmos parafusos que fixam a coronha, de tubo de aço.

Posteriormente o problema foi exaustivamente investigado, com auxílio do fabricante da munição, a C.B.C. Chegou-se à conclusão, depois de vários testes, que a carga de pólvora utilizada na munição .45ACP, antes somente destinada para uso na pistola 1911, não era adequada ao bom funcionamento da arma, devido a grande massa do ferrolho, bem maior do que os ferrolhos das 1911. A C.B.C. então lançou uma munição modificada, com carga mais potente, denominada de .45 M4, para ser utilizada especificamente na submetralhadora. Apesar do uso da munição M4 ter sido evitado e até proibido nas pistolas, chegou-se depois à conclusão de que as 1911 não sofriam nenhum tipo de problema com o uso dessa munição.

Alguns estudiosos também atribuem o problema de engasgues ao carregador da arma. Apesar de ser do tipo bifilar, havia um estrangulamento na seção final para que só um cartucho ficasse à mostra, preso pelos lábios do carregador de ambos os lados, ao contrário do projeto original da Madsen em que a abertura de saída era mais larga. Talvez por excessiva pressão da mola, e estando o carregador totalmente cheio, o ferrolho tinha certa dificuldade de extrair o cartucho, o que diminuía um pouco a velocidade e podia ocasionar negas, apesar do cartucho estar corretamente inserido na câmara.

A troca do cano nesta arma era uma operação bastante simples, o que era uma de suas grandes vantagens. Aliás, toda a manutenção interna era simplificada, pois a caixa de culatra era feita em duas partes, articulada por uma espécie de dobradiça, onde também se fixava a coronha. O cano possuía uma luva rosqueada na armação e era encaixado por uma chaveta. Bastava desatarrachar a luva, que possuía recartilhados para facilitar a aderência da mão, e a arma se abria em duas metades.

De modo geral, a submetralhadora INA era uma arma muito bem concebida. O projeto original Madsen era, indiscutivelmente, muito bem elaborado. Talvez o maior dano causado à ela tenha sido a necessidade da modificação do calibre original de 9mm Parabellum para o .45ACP, que aliada à uma munição, no início, problemática, causou muitos transtornos e uma imagem negativa.

O controle da arma, no calibre .45, era muito mais difícil de ser mantido do que no projeto original, devido à diferença de peso dos projéteis. Mas, se formos analisar as características gerais, como a facilidade de manutenção e desmontagem, o uso intensivo de estamparia no processo, baixando os custos, e a simplicidade do mecanismo, com poucas peças internas, o projeto pode, sem dúvida, ser avaliado como muito melhor e mais confiável do que muitas armas similares de sua época, como as inglesas Sten e as M3 norte americanas.

A Indústria Nacional de Armas se destacou na produção de armas que ficaram bem populares no Brasil, como a conhecida série dos revólveres “Tigre”, baseados no desenho dos Smith & Wesson norte-americanos, mod. 10 (Military And Police), em calibre .32 S&W Long, com várias versões onde se alterava a localização do desenho do logotipo, estampado na lateral da armação, ora variando para o lado esquerdo, ora no direito, ou de frente.

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Revólver INA “Tigre” em calibre .32 S&W Long

Ironicamente, dentre os usuários do revólver, o tal “Tigre” era chamado de tudo, menos de tigre: ”onça”, ”leopardo”, “pantera”, ou coisa pior: até “gato”. Os revólveres da INA, no que tange à qualidade dos materiais empregados e do acabamento, foram os únicos produzidos no Brasil que podiam se equiparar aos fabricados pela Taurus e pela Amadeo Rossi, ambas no Rio Grande do Sul.

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Revólver INA em calibre .38SPL, modelo de exportação para a Interarms, USA

A partir de 1966 surgem, os até hoje raros de se encontrar, exemplares em .38 SPL com 2, 3 ou 6 polegadas de cano, sendo bastante exportados principalmente para o mercado norte-americano. Na época, mesmo com as restrições impostas pelo R-105, o Regulamento que estabelecia diversas regras ao uso de calibres pelos civis, no Brasil, a INA chegou a produzir protótipos de um revólver em calibre .357 Magnum que, infelizmente, não chegou à linha de produção normal.

A INA Chanticler, em cal. 6,35mm Browning (.25 Auto) – desenho de Fábio Carvalho

A INA fabricou também uma pistola semi-automática de ação dupla, a única até então produzida no Brasil, o modelo “Chanticler”, que na verdade era uma versão com algumas modificações da pistola CZ-45, da afamada firma tcheca Česká Zbrojovka, e no mesmo calibre da original, o 6,35mm (uma versão maior desta arma, em 7,65mm, nunca chegou a sair do protótipo). Curiosamente, Chanticleer ou Chanticler é o nome de um galo muito esperto que aparece nas fábulas medievais dos “Contos de Canterbury” e, de fato, a marca de um galo estilizada aparece estampada no plástico da tala de empunhada esquerda desta pistola. Outra curiosidade sobre a Chanticler era que o 1º tiro (e apenas ele) poderia ser feito em ação simples, sendo os subseqüentes obrigatoriamente em ação dupla.

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A pistola INA Chanticler – Foto enviada gentilmente pelo leitor M.L. 

Derivada dela também havia uma versão melhorada, originalmente destinada para exportação aos EUA. Esta versão, que usava a marca comercial “Tiger”, possuía uma trava de desmontagem no meio da armação, sendo que seu desenho foi, na verdade, uma adequação às novas e rígidas regras norte-americanas do Gun Control Act de 1968. A INA fabricou também alguns (raros) exemplares desta arma que foram destinados às vendas internas. Outra lenda corrente entre os colecionadores seria que a INA teria fabricado protótipos de pistolas tipo Colt 1911 em .45 ACP, embora não se conheçam fotos ou o paradeiro das mesmas.

A CZ-45, fabricada na atual República Checa, cal. 6,35mm, na qual a INA Chanticler foi baseada.

O fim das atividades da INA, em 1972, foi inglório. A fábrica, que no final da produção ocupava um terreno em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, foi sendo lentamente atolada em dívidas; há até  uma teoria de que “forças ocultas” governamentais fizeram de tudo para evitar que a INA sobrevivesse. Sem mais poder exportar, acabou falindo.

CHAPINA

No pequeno município de Itaquaquecetuba, nas proximidades de São Paulo, surgiu nos anos 60 a Empresa Irmãos Chapina S./A. Indústria Metalúrgica, cuja produção inicial e de maior importância foram as carabinas de repetição, por ação de ferrolho no então, pelo menos por aqui, não muito popular calibre .32-20 Winchester, cartucho desenvolvido pela Winchester em 1882, para uso nas suas carabinas de ação por alavanca modelo 1873.

Na década de 70, essas carabinas foram muito utilizadas por empresas de transporte de valores, que supriam suas equipes que guarneciam os carros blindados usados no transporte de valores.

O cartucho .32-20 Winchester, do fabricante CBC

Carabina Chapina em calibre .32-20 – cortesia do colecionador R. Valverde

A carabina Chapina, com carregador tipo caixa para 5 cartuchos, logo se tornou uma coqueluche nas empresas de transporte de valores da época. Eram bem feitas e com bom acabamento, apesar de que sua aparência era um pouco estranha, com soluções estéticas de gosto duvidoso. Segundo o historiador Fábio Carvalho, o primeiro lote foi de 1.200 armas com canos micro-raiados, e com coronhas do tipo Monte Carlo com opção de um orifício para posicionar-se o polegar. Um total de 6.000 armas foram produzidas. No entanto, por pura escassez de um produto similar no mercado, as armas tiveram um relativo sucesso.

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Acima, carabina Chapina do primeiro modelo (coleção particular), coronha dotada de orifício para o polegar  

Comenta-se que a Chapina teria lançado uma versão de sua carabina para utilizar o cartucho .30M1 com magazine para 15 cartuchos, mas não há uma provas materiais da existência dessas armas, pelo menos que chegaram ao conhecimento do autor.

A Chapina produziu também carabinas e pistolas de ar comprimido, os modelos 22, 27, e a Hermes, todas em calibre 4,5 mm, algumas delas para uso de setas e rolhas, muito comuns nos parques de diversões da época, e fabricadas de 1964 até 1975.

Dentre outras atividades da empresa, foi criada uma linha de produção para algemas, metais sanitários e canos de reposição, sendo esses últimos muito elogiados pelo raiamento primoroso. Eles eram destinados, principalmente, a suprir uma demanda de canos novos para as carabinas Winchester, em calibre  44-40W, 38-40W e 32-20W, bastante populares em nosso país. Para as armas curtas produziram canos para pistolas 6,35 e 7,65mm, inclusive para uso nas antigas FN, Walther, Mauser, Beretta e pistolas Colt modelo 1903 e 1905.

A Chapina era responsável, também, pela produção de canos para os revólveres da Caramuru, modelo R1, com cano octogonal de 5 raias. Os irmãos Chapina encerraram as atividades no início dos anos 1980, tendo repassado todo o maquinário a um novo grupo que não continuou a fabricação de seus produtos. Consta que possuíam uma oficina para reparos e consertos de armas localizada nas proximidades do Viaduto do Chá, em São Paulo.

CASTELO

A Indústria de Armas Castelo S.A. é provavelmente uma das mais antigas fábricas de armas do Brasil. Foi fundada em 1929 na cidade de São Paulo, no bairro do Belém. Posteriormente, mudou-se para Ferraz de Vasconcelos e para a  Mooca. Dentre seus outros produtos, havia uma linha de material hidráulico. A razão social da empresa era Lizarriturri & Cia. , o que não deixa muitas dúvidas quanto à origem de seus proprietários: o país Basco da Espanha.

É notório que o país Basco, principalmente na região das cidades de Eibar e Guernica, sempre foi muito fértil no que se refere à produção de armas, lembrando que os mais famosos fabricantes espanhóis de armas surgiram naquela região.

Segundo Fábio Carvalho, seus nomes eram José María Lizarriturri e Dora Lúcia Alberdi. O Sr. José Maria chegou ao Brasil em 1928, e com a idéia inicial de montar uma fábrica de serras, que receberia o nome de Arrate, palavra que dá nome a um monte situado na cidade de Eibar. Fábio nos conta que batalhou muito, numa busca incessante, para descobrir seus nomes, pois os dados e informações, bem como a literatura nacional, é totalmente omissa neste caso. Isso nos dá muito orgulho, pois é o resgate de uma parte de nossa história oplológica. A Castelo tinha como logomarca o desenho de uma torre de Castelo, dentro do mapa do Brasil.

O logotipo do fabricante era bem visível, tanto na caixa de mecanismo como nas talas de empunhadura

Estima-se o início da produção de armas da Castelo em torno de 1940, sendo os produtos fabricados as garruchas de dois canos, em calibres 22LR, 320 e 380, esses dois últimos para uso com pólvora negra. A princípio essas garruchas não eram muito similares aos tradicionais modelos belgas e espanhóis, que eram tão populares aqui até a década de 50, utilizando um botão serrilhado abaixo do cano como a trava de abertura. O acabamento era, invariávelmente o niquelado, como aliás era padrão para esse tipo de arma. Porém, deixava a desejar na qualidade, pois era comum o desprendimento do material mesmo em armas não muito manuseadas.

Garrucha 320 da Castelo, do 1º modelo com o retém de abertura embaixo do cano
Um dos modelos mais controversos lançados pelo fabricante, sem dúvida um desenho de gosto e ergonomia discutíveis, foi a garrucha de dois canos em cal. 22LR e em 320 (320 Short Revolver), com uma empunhadura com talas em plástico, cuja trava de abertura dos canos passou a ser uma alavanca lateral. Provavelmente seu projetista tentou dar à arma uma aparência mais refinada, fugindo totalmente daquele padrão mais comum dessas armas, fazendo-a se parecer com uma pistola semi-automática. Na verdade, naquela época, haviam pessoas leigas que, ao examinarem a arma mais de perto, pensavam que haveria até um carregador a ser inserido na empunhadura.

Garrucha Castelo modelo 1 (coleção particular)

A qualidade do produto era realmente baixa, com acabamento niquelado rústico e com folgas nas articulações, mesmo nas armas novas. Como se tratava de munição “rim-fire” e os percussores eram montados na armação e não nos martelos, a falha (nega) era muito comum, com índices altíssimos, bem fora de um padrão aceitável, com tendência a ir piorando com o tempo, pois rapidamente as molas dos martelos entravam em processo de fadiga, aliado a um curso do martelo muito curto. Enfim, armas não confiáveis, definitivamente.

Garrucha Castelo do 2º Modelo, cal. 22, com seu desenho controverso, talvez com a intenção de se dar um “ar” mais sofisticado à arma,
semelhante à uma pistola semi-automática. Cortesia de J.R. Thomaz.

Garrucha Castelo em calibre 320, arma restaurada por colecionador, mostrando a alavanca lateral para efetuar o basculamento dos canos. (Cortesia J. Gonçalves.)

Depois das garruchas vieram os revólveres, inicialmente com um modelo do tipo “top brake”, o que era muito estranho por se tratar de uma solução, mesmo naquela época, obsoleta. Lembravam muito, na aparência, alguns dos antigos (porém muito bons) modelos ingleses da Webley & Scott, mas a inspiração era mesmo sobre os “top-break” da Smith & Wesson, muito comuns por aqui nas décadas de 20 a 40. O acabamento, para variar, era niquelado e tosco; os calibres eram o .22 LR com capacidade de 8 tiros e o .32 S&W, para 5 cartuchos.

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Exemplar do modelo “top-break” da Castelo, em calibre .32 S&W (curto), capacidade de 5 cartuchos, acabamento niquelado e talas em ebonite (cortesia de J. Gonçalves)

Na década de 60, a Castelo desenvolve um modelo mais moderno de revólver, com tambor basculando para o lado, solução empregada por quase todos os fabricantes de revólveres, mas com um desenho próprio, que fugia um pouco da linha dos Smith & Wesson Military & Police, que eram adotados pela maioria dos fabricantes. Os calibres deste revólver eram o .22 LR e o 32 S&W Long, com canos variando de 2 a 4 polegadas de comprimento. A Castelo desenvolveu seus sistemas de abertura, trancamento do tambor e ejeção dos cartuchos por sua própria conta, e eram razoavelmente eficientes. O acabamento e a qualidade desta arma ainda ficava, sem dúvida, aquém dos modelos similares da Caramuru e da INA, mas mesmo assim eram aceitáveis e seu índice de confiabilidade era bem melhor do que os modelos anteriores. Todos os revólveres Castelo podiam funcionar tanto em ação dupla como simples, característica comum a quase todos os revólveres.

Belo exemplar de revólver castelo de 2º modelo, cal. 22 LR cano de 4”, foto cedida por Fábio Carvalho

Por volta da década de 1960,  a Castelo resolveu enveredar por uma tendência comercial em alta no mercado; a produção de armas de ar comprimido. Para isso produziu uma pistola de pressão para o calibre 4,5mm. Como ocorreu com várias outras fábricas de armas no Brasil, a Castelo fechou suas portas durante a época dos governos militares, por volta da década de 70, devido mais a pouca competitividade que tinha, aliada às vendas reduzidas; as concorrentes Rossi e CBC eram muito fortes no mercado. Mesmo assim, ficou somente no papel o  projeto de uma pistola semi-automática e de um revólver em calibre 38 SPL.

AMADEO ROSSI

Apesar de ainda estar no mercado de armas de ar comprimido, como importadora e não mais como fabricante, é interessante citar aqui a Amadeo Rossi, principalmente porque trata-se de uma fabricante de armas fundada em 1889, justamente na transição política mais importante no país; o fim do Império. A aprazível localidade de São Leopoldo foi o berço dessa indústria, fundada pelo imigrante italiano Amadeo Rossi.

No início das atividades foi criada uma fundição, e uma oficina de “latoeiro”, como se chamavam na época, com produção de artigos de montaria, caldeiras e alambiques. Porém, só em 1922 que a família decidiu abrir uma empresa. Para ingressar no ramo de produção de armas levou-se mais algum tempo, por volta de 1938, sendo que Amadeo era descendente de armeiros que atuavam em seu país de origem.

Em 1939 iniciou-se a produção das espingardas de antecarga, carinhosamente apelidadas de pica-páu, do modelo Taquari, com um sistema de percussão utilizando um pequeno ferrolho ao invés do cão externo, mais tradicionalmente usado. Os calibres eram de 9mm e 11mm. Em 1942 lançaram a Lazarina, uma espingarda de um cano, de percussão e antecarga que foi exportada para os Estados Unidos numa versão de decoração, com o ouvido obstruído.

Em 1945 a Rossi produz a sua primeira antecarga de dois canos, também chamada de Taquari, que foi produzida até 1954.

Em 1948 a Rossi produz a primeira espingarda de cartuchos fogo central, retrocarga, de um cano, denominada de Pomba, que se transformou num sucesso de vendas, principalmente para equipar os caçadores de subsistência, moradores de interior, sítios e fazendas. A Pomba foi oferecida dos calibres 16 ao calibre 40.

Logo depois em 1950, iniciou-se a produção de uma garrucha, baseada nos já conhecidos e populares exemplares belgas  espanhóis, muito utilizados pelo país afora. Os modelos eram oferecidos em calibre 320, carregado com pólvora negra. Aliás, o cartucho 320 de fogo central para garruchas foi o único cartucho de arma de fogo produzido pela própria Rossi. As garruchas 320 foram produzidas até 1968. As garruchas em calibre .22LR iniciaram a produção em 1952 e foram fabricadas até 1969.

As garruchas 320 eram apresentadas em acabamento niquelado, apesar de que foram produzidas algumas unidades oxidadas. As talas eram em plástico preto. Comprimento total da arma era de 160mm e cano com 72mm. A Rossi utilizava para raiamento dos canos o processo de bilha produzindo o encruamento. As brochas utilizadas nesse processo tinham durabilidade média de 4.000 canos, quando então eram substituídas.

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A garrucha de dois canos Rossi em calibre .22 LR

Em 1952 a Rossi lança do mercado uma pequena pistola de um cano, denominada de Pistolet, em calibre.22 LR, que a manteve em produção até 1969. O acabamento era niquelado, placas de empunhadura de plástico preto, cano com comprimento de 125mm e com 229mm de comprimento total. O raiamento era de 6 raias destrógiras.

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O Pistolet Rossi em calibre .22LR, de um cano

Em 1956 foi lançada a espingarda Pampa, a primeira arma mocha (com percussor embutido) lançada pela fábrica. A Pampa foi produzida dos calibres 16 ao 36. Em 1957 a Rossi resolve ingressar mais seriamente no ramo de armas curtas de defesa, baseando-se um um projeto da Smith & Wesson americana, o revólver Ladysmith em calibre .22LR com capacidade de 7 cartuchos. O sucesso desse revólver foi tremendo. Tinha uma aparência refinada, bem acabado, niquelação esmerada e com talas feitas de plástico de boa qualidade. Aliado a um preço final ao consumidor relativamente baixo, quando comparado à armas similares da concorrente Taurus, a arma vendeu muito bem. Até o público feminino adotou esse revólver, devido à sua aparência delicada e de tamanho reduzido.

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Revólver Rossi Princess em calibre .22 LR

O revólver recebeu o nome de Rossi Princess. O tambor e o cano eram forjados em aço, mas a armação era feita em ZAMAK Nº 4,  um material relativamente novo na época. O ZAMAK recebe essa denominação por se tratar de uma liga composta de Zinco, Alumínio, Magnésio e Aço Carbono, e essas peças eram fundidas na empresa Magal, de São Paulo. Infelizmente essa decisão se transformou num dos maiores problemas desse revólver. Após uma extensa utilização, a junção entre o cano e a armação costumava trincar ou fundir com facilidade. Não era, decididamente, uma arma feita para uso contínuo.

Outro problema é que como o cão era muito pequeno, sua massa inercial era baixa e para isso foi necessário o emprego de uma mola de atuação no cão de muita pressão, o que deixava o gatilho do revólver com um peso aproximado de 9Kg na utilização de dupla ação, mais do que muitos revólveres maiores e inclusive, os destinados a uso militar.

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Em 1965 o Princess sofreu algumas pequenas modificações e passou a ser oferecido com opção de cano mais curto e acabamento oxidado.

Somente a partir de 1968 que a Rossi passou a oferecer revólveres a nível de qualidade comparáveis aos bons modelos existentes tanto no Brasil como no exterior. Nessa época foram lançados os modelos C38 Pioneer e C32 Ranger, em calibres .38SPL e .32S&W Long respectivamente.

No final da década de 60 e começo da década de 70, a Rossi fechou um acordo de distribuição com a Interarms, localizada no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Porém, em 1968, devido às restrições impostas pelo Gun Control Act, assinado pelo presidente Lyndon Johnson,  restringiu a importação de vários tipos de armas para os Estados Unidos; o Rossi Princess foi incluído nessa restrição e deixou de ser exportado. Vários revólveres com as inscrições da Interarms acabaram sendo vendidos aqui mesmo no Brasil.

Em 1997 a Rossi fundou a Braztech, sua representante própria naquele país. Os revólveres Rossi para a Interarms eram produzidos em acabamento preto oxidado brilhante, com cão e gatilhos em aço polido, e acompanhados de uma bonita e atraente caixa forrada com veludo vermelho. Esses revólveres fizeram muito sucesso nos Estados Unidos e Canadá.

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Acima o Rossi Pioneer em calibre .38SPL de 5 tiros, exportado para os USA pela Interarms (foto do autor)

Em 2006 a Taurus adquire a linha de produção dos revólveres Rossi e em setembro de 2008 a Rossi resolve licenciar a Taurus para produzir  e comercializar toda a sua linha de produção de armas longas, incluindo aí as carabinas Gallery em calibre .22Lr e as carabinas e rifles Puma, oferecidos em calibres .38SPL, .357 Magnum, .44-40 Winchester e .44 Magnum. A partir de 2009 as armas Rossi produzidas pela Taurus passaram a  adotar os mesmos critérios de numeração serial adotados por essa última.

A partir de 2010 a Rossi não produz mais armas de fogo para venda no mercado brasileiro , desde então passou a se dedicar exclusivamente a distribuição e importação de armas de pressão e de airsoft, esporte que segue em alta no Brasil desde sua legalização. As armas da Rossi ainda podem ser encontradas no mercado estrangeiro, feitas pela Amadeo Rossi (exclusivamente para exportação), ou pela Taurus,

A numeração serial dos revólveres da Rossi utilizavam a primeira letra para definir o calibre:

A: 22 LR, C: .32 S&WL, D: .38 Special, E: .357 Magnum e F: .44 Magnum.

Hoje a Rossi distribui no Brasil armas de pressão das marcas Beeman, Hatsan, SAG, Zoraki, Crossman, dentre outras. Além de airsofts das marcas HFC, CQB, Swiss Arms e Crossman.

Written by Carlos F P Neto

18/04/2011 às 11:39

132 Respostas

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  1. Cristiano, o Rossi 453 é uma arma muito bem construída, durável e bem acabada, com alça de mira regulável É bem indicada para prática do tiro ao alvo, na modalidade de fogo circular a 25 metros.

    Carlos F P Neto

    19/09/2016 at 11:55

  2. Rodrigo, exatamente isso. Essas armas, apesar de terem sido produzidas em pouca quantidade, não possuem valor de mercado alto no âmbito de colecionadores, uma vez que não são consideradas armas esmeradas e de qualidade elevada. O valor depende muito do estado, mas devidamente legalizada não deve ultrapassar os R$ 2000,00, principalmente em virtude do cartucho ser de difícil acesso.

    Carlos F P Neto

    19/09/2016 at 11:52

  3. Muito obrigado Carlos pela explicação!
    Entendido, então na verdade esse componente era fabricado pela Chapina , mais não tinha a função de silenciador! Era comum então na carabina Chapina!
    So mais uma curiosidade, essas carabinas hoje, tem um valor Comercial normal? Ou por serem reliquias possuem valores diferentes?

    Rodrigo França

    18/09/2016 at 21:00

  4. Boa noite.Estou procurando informações sobre o revolver rossi cal. 22 mod. 453.Comprei ele ja usado e não sei nada sobre. Como ano de fabricação, e te mesmo se ele foi fabricado para ouso específico a tiro ao alvo. Sendo qie ele tem 6 polegadas de cano e contra pesos. Desde ja agradeço..

    CRISTIANO ROBERTO CORTE

    18/09/2016 at 20:26

  5. Rodrigo, se tal artefato existiu deve ter sido produzido por terceiros. A carabina Chapina já vinha de fábrica com uma espécie de quebra chamas na extremidade do cano, mas não havia nenhum componente que agisse como silenciador, mesmo porque seria ilegal.

    Carlos F P Neto

    18/09/2016 at 20:12

  6. Alguem tem informações se por acaso foi produzido um anti chamas tipo silenciador para a carabina 32-20 Chapina ?
    Certa vez eu li em algum lugar que foi fabricado um modelo com esse anti chamas!

    Rodrigo França

    18/09/2016 at 14:19

  7. Caro Gilnei, não comercializamos peças, infelizmente.

    Carlos F P Neto

    24/08/2016 at 19:15

  8. Boa atrde. estou querendo comprar a peça de um revolver marca rosi calibre 22 sete tiros cano medio fabricação 1957 a 1986, pois o mesmo quebrou a peça que fica a baixo do cano a mesma que abre o tambor quando a puxamos.

    Obrigado

    gilnei pucci

    24/08/2016 at 18:53

  9. Hector, grato pelo contato, mas infelizmente não há como ajudá-lo com as peças. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    19/08/2016 at 15:04

  10. A garrucha de dois canos Rossi em calibre……. 320 …..en montevideo uruguay poseo esta hermosa arma pero no se conciguen municiones aca yo tenia y las use de verdad una hermosurade arma lo mejor que e usado agradeceria si alguie tiene piezas de este poroducto o una pistola igual para mi tiene valor sentimental y me gustaria reparar el mio o poder regalarle uno igual a meu pay agradesco algun dato

    hector de los santos

    18/08/2016 at 0:37

  11. Marcelo, infelizmente as garruchas desse tipo não são peças de interesse para colecionadores. Mas ainda há quem goste, porém não pagam valores representativos.

    Carlos F P Neto

    15/08/2016 at 11:05

  12. Boa noite tenho uma garrucha Castelo modelo 2 calibre 22 herdado do meu pai , o numero de serie dela é bem baixo 14x a mesma tem valor comercial no caso colecionador .

    marcelo

    13/08/2016 at 0:45

  13. Prezado Cesar, excelente a sua contribuição, fico-lhe muito grato.

    Carlos F P Neto

    07/08/2016 at 16:08

  14. Boa noite estou enviando mais dados sobre os revólveres Rossi:os modelos pioneer em calibre 38 SPL:o modelo 27 com cano curto de 2*polegadas iniciou a sua produção em dezembro de 1966 e encerrou em fevereiro de 1991,o modelo 33 com cano médio de 3*polegadas inciou a sua produção em maio de 1969 e encerrou em março de 1992 e o modelo 31 com cano médio de 4*polegadas iniciou a sua produção em novembro de 1967 e encerrou em dezembro de 1998. Todos tinham capacidade para 5 tiros e acabamentos:oxidado,niquelado e lavrado a ouro ou prata e os modelos Ranger em calibre 32 LONG:o primeiro era de cano médio de 3 polegadas e iniciou a sua produção em março de 1964 e encerrou em dezembro de 1998 e o segundo era de cano curto de 2*polegadas e iniciou a sua produção em janeiro de 1967 e encerrou em novembro de 1997; os dois tinham capacidade para 6 tiros e acabamentos:oxidado,niquelado e lavrado a ouro ou prata. O terceiro era o modelo 89 também em calibre 32 LONG fabricado em aço inox polido fosco e iniciou a sua produção em julho de 1983 e encerrou em outubro de 1996 e a sua capacidade era também de 6 tiros .

  15. Amico Luca, grazie per le belle parole; vedere che alcuni di questi vecchi produttori brasiliani sono in realtà gli immigrati italiani. Un abbraccio.

    Carlos F P Neto

    12/05/2016 at 17:02

  16. bellissime armi brasiliane….si vede il gusto e lo spirito latino.
    Complimenti dall’italia
    un caro saluto
    Luca

    luca reciputi

    12/05/2016 at 5:24

  17. Márcio, por favor, antes tome conhecimento de nossa Política de Avaliações e Identificações. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    11/05/2016 at 11:46

  18. Boa noite… Gostaria de identificar uma . 22 de ferrolho, que recebi de herança…
    Não achei nada parecido. O logo é um triangulo, com as letras IO. podem me ajudar? Quanto vale?!

    Marcio Cattaneo

    10/05/2016 at 21:13

  19. Erick, bem lembrado e o detalhe foi incluído em nosso texto.

    Carlos F P Neto

    31/12/2015 at 11:11

  20. Erick, tem razão e corrigido o detalhe do peso, como aliás está especificado na obra do Tochetto e Weingartner. Abraços.

    Carlos F P Neto

    31/12/2015 at 11:00

  21. Voltando ainda ao Princess: o peso especificado para o gatilho não era de 6 kg (um revólver comum de ação dupla sai de fábrica com um limite de 5,8 kg), mas de pouco mais de 9 quilos!

    Outra característica interessante é que o Priness foi o primeiro revólver nacional a usar o sistema de segurança por barra de transferência (criado pela Iver Johnson), posteriormente adotado pela Taurus (nos de 5 tiros, a partir de 1981, e em 1988 nos de 6 tiros).

    Durante a Campanha do Desarmamento, passou pelas minhas mãos o único Princess oxidado que vi na vida. estava municiado, e, devido à ferrugem, eu não conseguia abri seu tambor. Um parceiro grandalhão, ao tentar abrir o revólver, simplesmente o partiu ao meio com as próprias mãos…

    Erick Tamberg

    30/12/2015 at 17:59

  22. Sobre o contrato da Rossi com a Interarms, creio que ele tenha sido firmado no final dos anos 60. Ocorre que, em 1968, a importação do Princess foi proibida nos EUA pelo Gun Control Act, motivado pelo atentado ao senador Robert Kennedy. Muitos Princess, já com o timbre da Interarms, prontos para exportação, foram então vendidos no mercado brasileiro.

    Erick Tamberg

    30/12/2015 at 17:38

  23. Erick, muito interessante suas observações, complementando bem o nosso assunto. Grato pela colaboração.

    Carlos F P Neto

    28/12/2015 at 22:07

  24. Obrigado, Erick, vou ler, sem sombra de dúvida!

    Carlos F P Neto

    28/12/2015 at 21:56

  25. Sobre o revólver Rossi Princess, o artigo informa que a baixa massa do cão exigia uma potente mola real, que fazia o gatilho ser pesado. A Taurus repetiu o mesmo erro em alguns revólveres (não em todos) da série 85 “Ultra-Lite” e “Titanium”. Em alguns exemplares (a Polícia Civil de São Paulo comprou um lote de 600 desses revólveres, inicialmente destinados ao uso por Delegadas de Polícia), até mesmo o cão e o gatilho são feitos em alumínio. Esses revólveres são desprovidos do parafuso na parte traseira do cão que faz as vezes de uma trava de segurança.

    A própria fábrica “gambiarrou” esses revólveres, aumentando a pressão da mola real com a introdução de duas ou três arruelas em sua haste-guia!

    Erick Tamberg

    28/12/2015 at 18:17

  26. Prezado Carlos,

    A respeito do que foi comentado sobre o cartucho M4, publiquei o resultado dos testes na última edição da revista “Tiro Certo”. Feliz 2016 ao senhor e a todos os leitores!

    Erick Tamberg

    28/12/2015 at 18:06

  27. Cid, grato pelo contato e elogios; eu realmente desconheço esse fabricante T&E aqui no Brasil. Se tiver alguma informação, agradeço.

    Carlos F P Neto

    23/11/2015 at 13:56

  28. Bom dia Carlos, tudo bem? Excelente artigo parabéns. Só para contribuir acho que faltou a marca T&E, com modelos inspirados no Colt, penso que foi fabricado no Brasil ou estou enganado?
    Abraço

    cid

    23/11/2015 at 12:01

  29. sempre fui apaixonado por armas e sempre tive armas como um esporte e n~]ao como meio de ataque contra quem quer que seja savo em caso de defesa pessoal ou de alguem indefeso e vendo estas varmas antigas fiquei bfeliz de conhecer e ao mesmo tempo triste por não ter adquirido um 22 cabo de marfim da marca caramuru ja tive um brauler americano uma garrucha 380 e varias outras armas mas hoje a nossa injustiça proibe o cidadão de bem de ter sua arma pra defesa e libera os bandidos pra adquirir armas pesadas e nos sem defesa alguma e as autoridades superiores criam tantas leis que nunca saem dos papeis vquando na verdade deviam liberar o uso de armas em geral pra quem quizessem e passassem por avaliação psicologica antes de adquirir armas de fogo ja que hoje se mata muito mais com a impludencia no transito e armas brancas e drogas em geral que armas de fogo se me considerarem certo gostaria de publicar este comentario ao publico em geral desde ja muito obrigado

  30. Prezado Luiz Fernando, infelizmente não fazemos intermediação e negociação com armas. Ficamos te devendo.

    Carlos F P Neto

    15/10/2015 at 11:57

  31. Welliton, muito grato pelo seu depoimento, que nos deixa extremamente satisfeitos e orgulhosos de estar colaborando de alguma forma com nossas informações. Interessante como ainda há uma profusão de armas antigas circulando por esse país afora. Causou-me espanto um exemplar do Chuchu, arma rara e extremamente procurada por colecionadores, bem como a submetralhadora Uru, arma que tive a oportunidade de presenciar sendo testada pelo EB nos idos da década de 70. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    19/09/2015 at 19:45

  32. Antonio, o calibre, pelo que você mesmo localizou, é o 9mm Flobert, obsoleto e não mais fabricado à décadas. A arma é considerada obsoleta aos olhos do R-105 do Exército Brasileiro.

    Carlos F P Neto

    19/09/2015 at 19:37


ATENÇÂO: Identificação e/ou avaliações de armas, leia primeiro a Política de Avaliações, no final do menu de Artigos. Peças, reparos ou assistência técnica, consulte o fabricante de sua arma; questões sobre esse assunto não serão respondidas.

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