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O versátil Cartucho .22 Long Rifle

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Nos primórdios do desenvolvimento dos cartuchos metálicos, após a disseminação do sistema Lefaucheux, mais conhecido como “pin-fire“, quase todos os cartuchos metálicos de então utilizavam o sistema de ignição de fogo circular, ou popularmente chamado de “rim-fire“. Para os mais interessados em se aprofundar no assunto, recomendamos a leitura do nosso artigo Sistema de Ignição de Armas de Fogo, aqui no Armas Online.

O sistema de ignição “rim-fire”, ou de fogo-circular, surgiu nos idos de 1845, baseado numa patente oriunda de 1831. Ao  invés de se utilizar uma espoleta como um elemento separado, que hoje é via de regra em todos os cartuchos com exceção de alguns cartuchos calibre .22, todo o contorno interno do aro do cartucho era preenchido com a formulação do fulminato. Praticamente todos os cartuchos modernos utilizam um aro, que possue duas finalidades: permitir que o extrator da arma tenha onde se engastar para puxar o cartucho para fora da câmara como também, em alguns casos, servir de limitador para que o cartucho não adentre para o interior do cano.

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No caso do cartucho rim-fire, o interior dessa borda é oco, diferente do aro maciço dos cartuchos de fogo-central. Desta forma, assim que o martelo ou percussor da arma atinge essa borda, o aro é esmagado e a porção de fulminato detona devido à essa compressão de sua mistura.

Não havia, pois, a necessidade de se usar um anteparo qualquer para servir de bigorna, como a que se utiliza até hoje nos cartuchos de fogo-central modernos. Com o passar do tempo, apesar de terem sido usados em calibres mais altos como o .44 Winchester, usado no famoso rifle modelo 1866, bem como nas famosas carabinas de repetição Spencer, hoje em dia o uso desse sistema ficou relegado ao calibre .22, popularíssimo e de muito baixo custo.

A manufatura dos cartuchos de fogo-circular é bem mais simples e barata que do sistema de fogo central, que exige a presença de um alojamento para a espoleta. O baixo custo é a maior vantagem desse tipo de cartucho, mas como desvantagem, a recarga não é possível de ser feita, pois além de não ter uma espoleta separada, o aro teria que ser desamassado e seu interior preenchido com mistura fulminante, o que não é operação nada simples.                                                                                                     

Portanto, hoje em dia, temos somente dois tipos de sistema de ignição em cartuchos de armas de fogo: o de fogo circular e o de fogo central, sendo que o circular é utilizado tão somente no popularíssimo calibre .22 Long Rifle e na sua variante mais curta, o .22 Short. Na verdade existiram uma infinidade de calibres neste sistema, bem populares como o caso do .22 Winchester RF, que até podem ainda estar em produção, mas em quantidade bem limitada.

O primeiro cartucho de calibre .22 surgiu por volta de 1845, derivado de um Flobert, que era denominado de BB Cap. Os cartuchos Flobert foram desenvolvidos na França e eram utilizados em carabinas leves, de um só tiro e de alma lisa, para a prática da modalidade de “tiro de salão”, ou seja, uma espécie de estande de tiro fechado. Em alguns casos, os cartuchos Flobert não utilizavam propelente; para impulsionar o pequeno projétil bastava tão somente os gases oriundos da ignição do fulminato. Alguns cartuchos Flobert usavam projéteis esféricos, além dos mais tradicionais pontiagudos.

Ao lado, notamos a pequena diferença entre o já obsoleto .22 Long (cartucho inferior) e o .22 Long Rifle (cartucho superior) – na verdade, as cápsulas são iguais, o que muda é comprimento do projétil.

Em 1857, nos Estados Unidos, o fabricante de revólveres Smith & Wesson lança um modelo de revólver utilizando um cartucho denominado .22 Smith & Wesson, que na verdade é o nosso conhecido cartucho .22 Short. Esse é o mais antigo cartucho metálico já projetado que ainda se mantém em produção.

Por volta de 1880, a firma norte-americana J. Stevens lança um novo cartucho, um pouco mais longo que o .22 Short, que denomina de .22 Extra Long, carregado com um projétil de 40 grains e carregado com 6 grains de pólvora negra.

Finalmente em 1887, a própria Stevens desenvolve o  que seria o cartucho .22 definitivo, que denomina de .22 Long Rifle, com estojo da mesma dimensão do Extra Long mas com um novo projétil, mais longo que o antecessor e carregado com a nova  pólvora sem fumaça. Uma das características que mais chama a atenção quando se examina um cartucho .22LR ou o Short é que o projétil possui praticamente o mesmo diâmetro externo do cartucho, algo que se denomina de “heeled bullet”, uma solução hoje arcaica, mas que neste cartucho é utilizada desde seu nascimento.

Diferença entre um cartucho normal e um com sistema “heeled bullet”, tal como os cartuchos .22 rimfire

Essa solução exige que elementos lubrificantes do projétil sejam aplicados externamente, ao contrário de todos os demais cartuchos cujos projéteis possuem canaletas preenchidas com lubrificantes mas que ficam protegidas na parte interna do cartucho. Técnicamente a solução de lubrificação externa é bem menos dispendiosa, o que contribui para que o custo de produção do cartucho seja reduzido. Entretanto, há o problema de contaminar tanto o carregador da arma como as mãos dos atiradores com graxa, além do fato de que o manuseio exagerado das munições, antes da utilização, irá remover grande parte desse material.

         

Acima e à esquerda, um estojo picotado de .22 LR, onde se vê a marca do percussor no aro do cartucho; à direita, corte esquemático simples, de cartuchos de fogo-circular e de fogo-central. 

Hoje em dia, o cartucho .22LR é um dos mais precisos e utilizados cartuchos esportivos em existência. Sua popularidade na modalidade do tiro esportivo, caça de pequenos animais e em tiro de divertimento faz com que o mercado ofereça uma gama infindável de opções e claro, de preço. São produzidos hoje por inúmeros fabricantes em diversos países no mundo. Nos USA, onde produção e consumo de cartuchos .22 atingem milhões por ano, o custo de uma caixa de 50 cartuchos, de linha popular para mediana, está em um patamar  a partir de US$ 3,00 a US$ 5,00. Munição de maior precisão, para competições, atinge de US$ 6,00 a US$ 12,00 a caixa. Isso nos dá uma idéia do porque da grande popularização desse cartucho; o menos dispendioso existente hoje, no mercado.

A versatilidade desse cartucho é enorme: seu uso não é restrito à comprimento de cano, sendo que geralmente a mesma munição pode ser usada em armas longas e curtas. A infinidade de modelos de carabinas, de repetição ou semi-automáticas, revólveres e pistolas semi-automáticas existentes para essa cartucho é assustadora, podendo o cartucho ser utilizado tanto em armas de alto custo, como as carabinas olímpicas de competição Walther e Aschutz e as pistolas de precisão Hammerli ou Morini, ou uma simples e barata carabina nacional, como o rifle CBC 8022 ou um pequeno revólver comum. Apesar da aparente fragilidade, esse cartucho, devidamente bem armazenado, mesmo durante anos, não traz preocupações quanto à falhas de disparo.

Carabina de competição ASchutz Mod 54, em calibre .22LR, modelo utilizado em competições nas décadas de 80-90

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Carabina Anschutz Mod. 1913, também em calibre .22LR, modelo atualmente em linha, uma das mais precisas e preferidas armas de competição na modalidade olímpica de Carabina 3 Posições. 

Entretanto, há diferenças consideráveis no comportamento balístico do cartucho dependendo da arma em que é utilizado. O mesmo cartucho, por exemplo, disparado por uma carabina semi-automática ou uma de repetição se comporta diferentemente. Isso se deve ao fato de que, como se trata de uma carga propelente baixa, o mecanismo de recuo de uma arma semi-automática utiliza uma boa parte da expansão dos gases para ciclar o mecanismo da arma, fazendo com que pequena parte da energia seja perdida na função de lançar o projétil para fora do cano. Em armas semi-automáticas, o alcance efetivo pode ser reduzido para cerca de 150 metros, quando se iniciará uma queda acentuada do projétil em direção ao solo.

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Acima, a carabina CBC modelo Impala Match 322, arma do autor, infelizmente descontinuada, a melhor carabina para tiro esportivo já produzida no Brasil

Como exemplo prático, numa carabina com alça de mira ajustada para 100 metros, o arco obtido pela trajetória de um projétil em um cartucho de alta-velocidade, projétil esse com 40 grains (2.6 gramas) de peso, traçará uma parábola com uma elevação aproximada de 70 mm à distância de 50 metros; atingirá o ponto de mira a 100 metros e cairá cerca de 270mm, a 150 metros. Lembrando que quando se fala aqui de elevação, não significa que o projétil “sobe” após deixar o cano, para depois entrar em queda; é a própria inclinação da arma, que quando ajustada para 100 metros, terá o seu cano posicionado num ângulo elevado, ocasionando assim o fato do projétil traçar uma trajetória tensa.

No Brasil, o único fabricante de munição em atividade, a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), oferece uma gama reduzida de opções, ao contrário de fabricantes estrangeiros que chegam a ter, em seu catálogo, mais de 20 tipos diferentes de munição .22LR, para usos específicos. Abaixo temos a tabela atual da CBC, incluindo aqui a opção do .22 Curto:

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A opção Long Rifle Precision, com pontas de 40 grains e 346 m/seg. de velocidade, é tida como a mais interessante para tiro de precisão. Entretanto, em provas de até 25 metros, como a chamada Carabina Mira Aberta, a munição subsônica Precision, conforme testes efetuados pelo autor e vários atiradores, resulta em um melhor grupamento.

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Acima, alguns dos produtos da CBC na linha de cartuchos calibre .22

Os fabricantes Eley e Lapua, da Grâ-Bretanha e da Finlândia, respectivamente, estão hoje no topo do ranking das munições .22LR mais precisas e mais utilizadas pelos atiradores olímpicos. Trata-se do “state-of-the-art” nesta opção de cartuchos, apesar de que esses fabricantes também oferecem opções de preço mais baixos, obviamente com menor performance. O fabricante finlandês Lapua se tornou, nos últimos anos, um dos mais respeitados fabricantes de munições do mundo, rivalizando sua alta qualidade e tecnologia com tradicionais produtores como Eley, RWS, Norma, etc. Sua linha de produtos “rim-fire”, mostrada abaixo, abrange diversas opções e utilizações específicas, como provas olímpicas, esportes de inverno, etc.

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Acima, linha de produtos em calibre .22, da finlandesa Lapua

A grande maioria dos cartuchos .22LR atualmente fabricados possuem pontas de chumbo maciço, ogivais, com peso de 40 grains. Em alguns casos específicos, esse peso pode ser reduzido, como ocorre com alguns cartuchos de maior velocidade, para usos específicos. Via de regra, com pontas de 40 grains, a média de velocidade inicial do projétil .22LR está na casa dos 350 m/seg, ou 1.070 pés/seg., supersônico, portanto. A energia média obtida na boca do cano é em torno de 160 joules. As munições de maior velocidade atingem 450 m/seg. e energia de 220 joules, na média. Praticamente o único fator determinante que resulta nessas variações é a formulação do propelente e não a quantidade em si, uma vez que a capacidade interna do cartucho é muito pequena, e na maior parte das vezes ele ocupa a porção inteira do cartucho.

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O fabricante norte-americano CCI (Cascade Cartridges, Inc.), empresa fundada por Richard Speer em 1951, lançou nos idos de 1960 sua munição denominada de Mini-Mag, uma opção em .22LR para quem necessitava de uma potência extra para caça de pequenos animais. Isso permitia aos caçadores utilizarem as suas armas comuns sem a necessidade de investirem em novas carabinas ou rifles utilizando cartuchos diferentes, como os .22 WMR ou outras opções em cartuchos “center-fire“.

A linha da CCI cresceu tremendamente em suas opções ao longo dos anos. Hoje em dia, oferecem cartuchos .22 com várias opções de potência. O Mini-Mag HP, por exemplo, atinge 1.260 pés/seg com ponta de 36 grains. Porém a opção Stinger atinge impressionantes 1.640 pés/seg na boca do cano, com projétil de 32 grains. Trata-se da mais veloz munição .22LR em produção comercial no momento, com a restrição, entretanto, de que as armas que forem utilizá-las devem estar plenamente dentro das normas ANSI quanto às especificações de cano e dimensões de câmara. A energia desse cartucho chega a 190 foot/pounds, ou 257 joules. Quando lembramos que a munição da CBC em calibre .38 SPL CHOG, uma das mais comuns em uso em revólveres deste calibre, atinge 268 joules, vemos como é impressionante a energia obtida por esse pequeno cartucho da CCI.

Desta forma, vimos como uma antiga idéia de simplesmente, prover ignição em um cartucho de uma forma mais simples e barata, a priori só com a intenção de ser utilizado em revólveres ou pequenas pistolas de fácil dissimulação e baixo custo, para defesa pessoal, acaba se tornando, ao longo de mais de 150 anos, em um cartucho de tremendo sucesso, o mais fabricado e mais utilizado no mundo, melhorado e aperfeiçoado que foi durante esses anos, para cumprir seu papel, seja na defesa pessoal, no tiro olímpico, no tiro de diversão e nas caçadas de pequenos animais.

Um estudo interessantíssimo foi desenvolvido por um atirador norte-americano, com a finalidade de estabelecer uma espécie de ranking das munições calibre .22LR vendidas no mundo todo. Utilizando um rifle de alta precisão, o suíço Bleiker, considerado por muitos especialistas o mais preciso do mundo, instalou-o em uma bancada e equipado com uma luneta Leupold de 25 aumentos, disparou cinco tiros em cada um de cinco alvos, às distâncias de 50, 75 e 100 jardas, aproximadamente 45, 68 e 91 metros.

Com auxílio de instrumentos de medição especiais, estabeleceu o desvio, ou distância média entre os impactos, levando-se em conta os 25 tiros disparados com cada munição. Segue abaixo a tabela comparativa editada após esse teste. O valor especificado aqui é em polegadas, com 3 casas decimais. Portanto, um valor de .165, por exemplo, significa que os desvios médios dos grupamentos não ultrapassaram 4,1 mm. A única munição brasileira presente no teste foi a Magtech, produzida pela CBC, mas infelizmente o teste não indica qual tipo de munição foi empregada. Interessante notar que o desempenho dessa munição melhora com a distância, pois a 100 jardas o desvio foi de sòmente .963 (pouco menos que uma polegada), que em comparação com as demais marcas não ficou muito ruim.

De qualquer forma, fica aqui patente a superioridade das munições prodizidas pela Eley, de fabricação inglesa, e da finlandesa Lapua, que suplantaram quaisquer concorrentes com 3 ou 4 variações dentro de sua linha de produtos.

50 Jardas

75 Jardas

100 Jardas

0.162 Eley Tenex Ultimate EPS 0.274 Lapua Center X 0.455 Eley Match
0.164 Lapua Midas Plus 0.283 Lapua Standard Plus 0.510 Lapua Midas Plus
0.177 Lapua Polar Biathlon 0.295 Eley Tenex Ultimate EPS 0.549 Lapua Midas M
0.187 Eley Match EPS 0.307 Lapua Midas M 0.611 Lapua Polar Biathlon
0.193 Eley Match 0.329 Lapua Master M 0.611 Eley Tenex Ultimate EPS
0.203 Lapua Midas M 0.346 Eley Match 0.619 Eley Match EPS
0.215 Lapua Center X 0.373 Lapua Polar Biathlon 0.622 Eley Club
0.216 Western Value Pack 0.399 RWS R 50 0.630 Lapua Center X
0.229 Lapua Signum 0.432 Lapua Midas L 0.631 RWS R50
0.241 Lapua Master L 0.448 Eley Tenex Semi Auto 0.679 Eley Tenex Semi Auto
0.243 Eley Pistol Match 0.467 Eley Match EPS 0.694 Lapua Midas L
0.256 Olin Ball 0.474 Lapua master L 0.729 Eley Tenex
0.256 Akah X-Zone 0.491 Eley Match Xtra Plus 0.739 Lapua Master L
0.261 Lapua Midas L 0.494 CCI Standard 0.753 Lapua Super Club
0.261 Lapua Master M 0.496 Eley Subsonic HP 0.785 Lapua Master M
0.263 Eley Tenex Semi Auto 0.507 Eley Sport 0.831 Eley Sport
0.270 Lapua Super Club 0.512 Federal American Eagle 0.851 Eley Match Xtra
0.272 Eley Tenex 0.513 SK High Velocity 0.859 Lapua Standard Plus
0.303 Lapua Standard Plus 0.514 Eley Standard 0.867 Akah X-Zone
0.312 CCI Standard Velocity 0.516 Eley Tenex 0.877 Eley Pistol Match
0.319 RWS R 50 0.516 Lapua Crow HP 0.907 Norinco Target
0.319 Eley Standard 0.532 Western Value Pack 0.924 Eley Silhouex
0.328 SK High Velocity 0.533 Fed. Champion Target 0.939 CCI Standard
0.339 Eley Club Xtra 0.535 Lapua Midas Plus 0.952 Eley Subsonic HP
0.340 Winchester T22 0.564 Akah X Zone 0.963 Magtech
0.356 Federal Champion 0.566 Olin Ball 0.970 Olin Ball
0.362 Eley Subsonic HP 0.573 Eley Club Xtra 0.978 Kassnar Concorde
0.371 CCI Mini Mag 0.616 Lapua Signum 0.995 Eley Club Xtra
0.376 Federal American Eagle 0.631 Winchester T22 1.009 Western Value Pack
0.377 Norinco Target 0.639 Swartklip HV HP 1.032 Federal Champion
0.380 Sellier & Bellot Club 0.641 Eley Club 1.087 Norinco Pistol Revolver
0.384 Eley Club 0.642 Eley Silhouex 1.100 CCI Mini Mag
0.387 Eley Sport 0.647 CCI Mini Mag 1.112 Lapua Crow HP
0.388 Totem 0.679 Eley Pistol Match 1.143 Winchester T22
0.392 Swartklip Match Trainer 0.682 Swartklip Match Trainer 1.142 Federal Gold Medal
0.398 Federal Gold Medal 0.690 Federal Gold Medal 1.144 federal American Eagle
0.403 Swartklip HV 0.692 Remington HV 1.156 Swartklip Hollo Point
0.409 Eley Match Xtra Plus 0.703 Lapua Super Club 1.165 Lapua Signum
0.424 Sellier & Bellot Std 0.720 Winchester Super X 1.170 Swartklip Match Trainer
0.443 Remington Target 0.738 Eley High Velocity 1.175 Fed. Champion Value Pk
0.461 Lapua Crow HP 0.759 Kassnar Concorde 1.182 SK high Velocity
0.475 Eley Silhouex 0.765 Sellier And Bellot Club 1.201 Totem
0.479 Magtech 0.770 Winch. Supreme Pistol 1.224 Winchester Super X
0.498 Eley High Velocity 0.770 Norinco target 1.358 Eley Standard
0.513 Winchester Super X 0.775 CCI Blazer 1.367 Remington High Velocity
0.516 Kassnar Concorde 0.802 Norinco Pistol Revolver 1.375 CCI Blazer
0.539 CCI Blazer 0.841 LVE Logo HV 1.414 Eley High Velocity
0.576 Norinco Pistol Revolver 0.871 Magtech 1.504 LVE Logo
0.593 SK Standard 0.923 Sellier & Bellot HP 1.813 SK Standard
0.611 Sellier And Bellot HP 0.934 SK Standard HP 1.879 S&B Club
0.626 SK Standard HP 1.017 Remington Target 1.947 S&B Hollow Point
0.686 Logo HV 1.257 Totem Standard 2.073 SK Standard HP
0.956 Pobjeda Target 1.442 SK Standard 2.221 S&B Standard

Written by Carlos F P Neto

08/01/2013 às 16:06

41 Respostas

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  1. Obrigado Carlos ! Quase não se acha assunto sobre armas e munições e fiquei bem curioso sobre qual munição seria a do vídeo ! Seu texto me ajudou muito. Belo texto ! Parabéns !

    Guilherme Gontijo

    17/12/2015 at 14:32

  2. Guilherme, o que se vê no vídeo é um tipo de munição traçante, normalmente utilizada em cartuchos de uso militar, como nos fuzís e metralhadoras, por exemplo. No entanto, nos USA existem alguns fornecedores de munição .22LR, cujo elemento traçante fica na ponta do projétil, com queima de 100 metros aproximadamente. No Brasil não há quem fabrique esse tipo de munição.

    Carlos F P Neto

    17/12/2015 at 13:44

  3. Parabéns pelo texto, pra um leigo como eu que ando estudando sobre o assunto ajuda muito!
    Desculpa a falta de conhecimento e se eu estiver perguntando alguma coisa sem sentido me corrija por favor. Vi alguns videos gringos em que o pessoal atira e a munição “sai fogo” como neste vídeo(https://www.youtube.com/watch?v=IzByAU2X42M), vc saberia em dizer o nome dessa munição ? eu vi ela em cartuchos de espingarda como munição incendiaria, só que no calibre .22 não achei nada a respeito no Brasil, a cbc fabrica alguma desse tipo ?
    Obrigado e parabéns mais uma vez !

    Guilherme Gontijo

    16/12/2015 at 20:06

  4. Jefferson, conheci a Comanche e só vi uma na minha vida toda. Como a maioria das armas feitas pela Rossi, não se tem muita informação, pois a fábrica não se preocupava muito com detalhes históricos, com exceção desse museu que preservava todas as peças produzidas pela empresa. Não posso afirmar que produziram só 60 peças, acho pouco provável numa empresa que tal fato ocorra, pois envolve custos de desenvolvimento e ferramental que não compensariam a baixa produção. Eu me lembro de ter visto a arma à venda nas lojas de armas de SP na década de 60.

    Jefferson, confirmando, o nome correto daquela arma era Apache, produzida de 1953 a 1958 nas versões .22LR e 40 ou .22LR e 36.

    Carlos F P Neto

    16/12/2015 at 11:03

  5. Carlos, por acaso você tem conhecimento de uma arma rara da Rossi conhecida como Comanche, de 2 canos 1 cano cal 22 em cima e outro em baixo cal. 36. Estive uma vez na fábrica da Rossi e no museu deles se encontrava uma destas , então pedi informações sobre ela e o responsável pelo museu me falou que foram feitas somente 60 unidades desta arma para enviarem aos EUA e algumas ficaram no Brasil, tenho conhecimento de uma que estava no museu desativada, uma está em Brusque SC e outra comigo, agradeceria se me informasse algo a respeito, pois jamais consegui alguma informações sobre esta arma rara , inclusive já recebi propostas atentadoras para vender a mesma e não o fiz, devido a sua versatilidade em se ter 2 armas de caça em uma só e estar na minha família a anos, pois tivemos uma loja de armas no PR por mais de 30 anos e jamais encontrei uma arma como esta. Um abraço!

    Jeffersson A. Lamin

    16/12/2015 at 10:47

  6. Elio, realmente a produção da 151 em calibre .22LR foi bem reduzida. Na verdade o projeto original era de uma espingarda, que por sinal foi bem vendida, em vários calibres, mas de alma lisa. Aproveitou-se o mesmo projeto para lançarem armas com canos raiados, e daí nasceram a .22LR, a 8mm (obsoleto), a .32-20 W e até uma em cal. 30-30 Winchester, para exportação. Infelizmente não temos dados de quantidade produzida, mas a época foi final da década de 80. Abraços.

    Carlos F P Neto

    05/10/2015 at 21:14

  7. Prezado Sr. Carlos: Possuo uma CBC modelo 151 calibre 22LR. Nunca encontrei alguém que possuísse outra igual. Realmente foram feitas poucas unidades esta arma?

    Obrigado

    Elio Cepollina

    05/10/2015 at 13:47

  8. Tenho 3 caixas da CCI Stinger, só que com 100 cartuchos cada. Estão comigo a mais de 20 anos.

    Barcelos

    20/07/2015 at 9:18

  9. Prezado Cristiano, infelizmente a Rossi nunca divulgou muito particularidades de sua produção, de sua história. O que temos dela é muito pouco. Porém, essa sua carabina é da “época de ouro” da Rossi, quando exportavam muito para os USA através da Interarms, nas décadas de 70 a 80. Devido à exigência do mercado americano, o acabamento era diferenciado, sem dúvida alguma. Conheço essas Gallery dessa época e são realmente lindas. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    27/04/2015 at 12:29

  10. O Sr. por acaso não teria informações sobre a fabricação das carabinas Rossi .22? Tenho uma Rossi Gallery, fabricada em 73, modelo 37. Vem escrito no cano “Interarms Virginia”. O cano tem 24 pol., capacidade para 13 munições .22LR. Comprei a carabina nova, na caixa original de um Sr. que a adquiriu a muitos anos atrás aqui no RS. Comprou, usou uma vez, guardou na caixa e nunca mais usou, até um dia eu a ter visto, rsrsrsrsrs. Depois de muita insistência da minha parte, acabou vendendo a carabina para mim, que depois de devidamente apostilada, tenho usado na prática de tiro informal e em competições internas no Clube. Impressionante o acabamento esmerado e a oxidação perfeita, azulada, sem contar na ótima precisão. Parece que nesses anos idos, as armas eram fabricadas com verdadeiro amor, devido ao acabamento e mecânica ótima, nem de longe compara-se essas armas com as fabricadas hoje, no tocante a industria nacional, lógico. Grato por sua atenção! Obrigado pelo ótimo trabalho que faz nesse site. Parabéns! Tenha muita saúde e felicidades! Saudações Sulinas!

    Att. Cristiano Barcellos

    Cristiano

    27/04/2015 at 2:06

  11. Tonny, aqui no Brasil a escolha recai sobre duas opções da CBC, a Hyper e a Hyper Precision, com pontas CHPO latonadas.

    Carlos F P Neto

    15/04/2015 at 16:19

  12. meus amigos qual a melhor municao para caça calibre 22.

    tonny

    15/04/2015 at 15:56

  13. Prezado Luiz, saudações e um prazer ter aqui suas considerações. Você levantou com muita propriedade esse conceito da nomenclatura de “semi” e “automáticas”. Vou pensar seriamente nisso, mas a princípio eu acho que você está corretíssimo. Um grande abraço.

    Carlos F P Neto

    27/02/2015 at 12:28

  14. Artigo extraordinário e apaixonante. Todos aprendemos muito com suas detalhadas explicações. Fui atirador de carabina e possuidor de uma Walther KK Match . 22. Pratiquei, também o tiro de arma curta ( Fogo central).SW .38 modelo K e de fogo rápido ( Walther OSP. 22 short.) Quantas saudades…No parágrafo que comenta o comportamento balístico dos projéteis, acho que a intenção era informar que parte da energia propulsora é perdida na função de extrair e ejetar a cápsula do projetil da câmara de explosão, imediatamente após a detonação, na armas ditas semi automáticas. Aliás, a discussão sobre o termo semi automática persiste desde meus tempos de quartel. Uma arma que faz a apresentação da munição contida no carregador; faz o carregamento da mesma na câmara de explosão e depois do disparo, faz a extração e a ejeção da cápsula é , sim, uma arma automática de tiro intermitente. O disparo, em si, não faz parte do automatismo, exceto nas metralhadoras, que são armas automáticas de tiro contínuo. Vide inscrição em algumas pistolas como a Colt .45 1911 Governement model.
    Semi automática era uma metralhadora, salvo engano uma antiga Madsen, que extraia e ejetava o estojo vazio utilizando um circuito paralelo dos gases de expansão. De qualquer modo, o termo parece de uso consagrado entre a absoluta maioria dos praticantes…Obrigado por difundir essas lições, Carlos, e parabéns pela iniciativa.

    Luiz

    26/02/2015 at 22:41

  15. Obrigado Moises, pelos elogios.

    Carlos F P Neto

    15/11/2014 at 14:02

  16. muita boa informação belo trabalho obrigada…

    moises maraschin

    15/11/2014 at 12:00

  17. tenho um rifle 8022 e não troco por nem um outro schow em precisão

    moises maraschin

    15/11/2014 at 11:58

  18. Muito obrigado, Elias. Abraços.

    Carlos F P Neto

    29/10/2014 at 20:04

  19. otimo artigo, informações de grande valia, da para perceber o esmero ao escrever, na coleta de informações e explicações. um abraço, Elias

    Elias Alves

    29/10/2014 at 20:03

  20. Fabio, embora não são muito comuns, as munições CCI costumam ser vendidas em lojas importadoras de SP e em alguns clubes de tiro. Geralmente algumas associações de tiro importam e repassam essa munição aos sócios.

    Carlos F P Neto

    19/10/2014 at 20:10

  21. Amigo boa noite. Sou policial, tenho arma cal 22 legalizada e sou grande admirador do cal 22 praticante de tiro desportivo. Gostaria de saber como consigo comprar legalmente essa munição CCI cal 22.

    Obrigado

    fabio

    19/10/2014 at 20:00

  22. Sandro, porte de arma é atribuição da Policia Federal. Leia nosso artigo sobre como conseguir CR de atirador e colecionador.

    Carlos F P Neto

    25/09/2014 at 14:54

  23. Ola amigos voces podem me imformar como eu posso fazer para ter porte d arma. Para que eu compre um rifle 22 para lazer? des d já grato pelas resposta

    Aexandro

    25/09/2014 at 14:40

  24. Ranulpho, não possuo esses dados; consulte, por favor, o fabricante. Grato pelo contato.

    Carlos F P Neto

    12/08/2014 at 12:23

  25. Bom dia, gostaria de saber qual a cubagem e peso da caixa de cartuchos .22 pol lapua king. grato Ranulpho

    Ranulpho

    12/08/2014 at 9:21

  26. Simplesmente vc me ensinou ai tudo que eu precisava; otimo post, não falando só de CCI como todos dizem vc atendeu a nós seres comuns que usamos CBC. Parabéns

    Denis

    06/08/2014 at 20:15

  27. Adão, não conheço. Grato pelo contato.

    Carlos F P Neto

    26/05/2014 at 19:00

  28. Na minha região, denominamos uma espécie de cartucho calibre 22(um pouco maior) de 22.20, este calibre existe?

    Adão Mauro Mulazzani Pires

    26/05/2014 at 15:06

  29. João, depende de cada arma; você precisa me fornecer marca e o modelo de sua arma para te afirmar com certeza.

    Carlos F P Neto

    15/04/2014 at 14:00

  30. Gostaria de saber se posso usar o Curto Standard em uma winchester ou tem q ser apenas o LR..

    Joao

    15/04/2014 at 13:49

  31. Antônio, seus elogios nos enaltecem muito, ficamos muito gratos.

    Carlos F P Neto

    26/02/2014 at 18:37

  32. Permita-me parabeniza-lo pela excelente matéria, com texto muito rico e excelentes ilustrações.

    Antônio

    26/02/2014 at 16:50

  33. Grande abraço, e continuem o excelente trabalho!

    Marco Martini

    07/02/2014 at 13:31

  34. Marco, o .17 HMR (da Hornady, em 2002) e o bem mais recente concorrente .17 Winchester Super Magnum, de 2012, são a meu ver o futuro dos cartuchos “rimfire” e a bem da verdade, com exceção do sistema de percussão, não tem mais nada a ver ou em comum com o vovô .22LR. O espaço aqui não é o ideal mas temos intenção de publicar algo bem mais extenso sobre esses dois cartuchos, em breve.

    Carlos F P Neto

    01/02/2014 at 16:17

  35. É um cartucho tradicional com certeza. Comparações com o .17 HMR, que é novo no Brasil, são inevitáveis, por se tratar de um “Rimfire”… quais suas opiniões sobre o mesmo? Na “Cartridges of The World”, é dito que o alcance e a precisão são consideravelmente superiores ao .22LR.

    Marco Martini

    31/01/2014 at 22:48

  36. Victor, grato pelo elogio e concordo com você em sua opinião. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    16/01/2014 at 17:46

  37. Sem contar que morto a morto, o .22 é talvez o calibre que mais já matou e mata gente e bichos no mundo. Portanto, não se fale besteiras… O que tem de “comando tático de sofá” que só fala em calibres potentes e despreza o pequenino .22 não tá escrito. Eu com uma .22 me sinto seguro e capaz de me defender da maioria das ameaças comuns. Belíssimo artigo.

    Victor Fox Sierra

    16/01/2014 at 14:02

  38. Leandro, muito grato pelo elogio e um abraço.

    Carlos F P Neto

    14/01/2014 at 20:51

  39. Muito bom!!!!

    leandro

    14/01/2014 at 17:43

  40. Marcelo, meu caro, como é bom e gratificante receber elogios, ainda mais de um sujeito de seu calibre. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    10/01/2014 at 11:47

  41. show de bola, Carlos!!!!!!!!!!!!!!

    sds, Marcelo Dotta

    Marcelo

    10/01/2014 at 1:57


ATENÇÂO: Identificação e/ou avaliações de armas, leia primeiro a Política de Avaliações, no final do menu de Artigos. Peças, reparos ou assistência técnica, consulte o fabricante de sua arma; questões sobre esse assunto não serão respondidas.

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