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Fuzís Mauser no Brasil e as Espingardas da Fábrica de Itajubá (Rev. 2)

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UM POUCO DA HISTÓRIA

Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil não possuía nenhum arsenal ou fábrica de armas, fosse ela privada ou não, capaz da produção em larga escala de equipamentos militares para suprir a demanda do Governo Brasileiro. O armamento aqui empregado, tanto nas Forças Armadas como nas Polícias Militares estaduais era um misto de contratos e importações oriundo, basicamente, da França e da Alemanha. Já naquela época o mais bem equipado e armado Estado da então República dos Estados Unidos do Brasil era São Paulo, cuja milícia denominada de Força Pública, pelo número de homens e quantidade de equipamentos, podia ser comparada a um pequeno exército.

O Governo Brasileiro já havia efetuado vários contratos de importação de armamentos leves, mas o mais importante deles foi a dotação do fuzil Mauser modelo 1893 chamado na Europa de modelo espanhol, no ano de 1895, em calibre 7mm X 57mm, para substituir o seu antecessor, o fuzil da comissão alemã Gewehr 88, que aliás é objeto de um artigo neste site. Posteriormente, a partir de 1910, outra grande aquisição do governo junto à D.W.M. (Deutsche Waffen und Munitionsfabrik), de 400.000 armas, veio se juntar à anterior, mas agora com os novos modelos Mauser 1898, que aqui passaram a ser denominados de modelo 1908. Falaremos disso mais adiante, com mais detalhes.

Com a federalização oriunda após a proclamação da República, os estados possuíam autonomia para adquirirem armamento sem necessitar passar por aprovações dos arsenais federais, de forma que isso facilitou muito a aquisição de armas diretamente dos fornecedores na Europa.

Desta maneira, a Força Pública de São Paulo também adquiriu grande quantidade destes fuzis diretamente da D.W.M. (Deutsche Waffen und Munitionsfabrik, de Berlim , Alemanha. Da França, o Governo do Brasil também importou em razoável quantidade as metralhadoras Hotchkiss, onde se escolheu manter, para essas armas, o calibre padronizado de 7mm X 57mm Mauser, o mesmo dos fuzís importados da Alemanha. Na área das armas curtas, houve aquisições importantes de diversas nações, como o revólver “D’ Ordenance Mdle. 1892”, erroneamente chamado de Lebel, os revólveres do tipo Nagant, oriundos da Bélgica (Pieper) e da Alemanha (Simson & Sohn) , bem como as pistolas semi-automáticas alemãs Parabellum (Luger), trazidas em um lote de 5.000 peças, em 1906.

Em 16 de julho de 1934 funda-se a Fábrica de Canos e Sabres para Armamento Portátil, na cidade de Itajubá, estado de Minas Gerais, inaugurada em 1935. Paralelamente, em 1939, foi reestruturada a antiga Real Fábrica de Pólvora da Estrela na cidade de Majé, estado do Rio de Janeiro, criada em 1808 na Lagoa Rodrigo de Freitas, pelo imperador D. João VI. Ela funcionou como uma organização militar vinculada ao Ministério do Exército até 1975.

Em 1960 a F.I. chegou a produzir cerca de 50.000 pistolas M1911A1, sob licença da Colt, a fim de suprir demanda do Exército Brasileiro. Em 1975, durante o regime militar, o governo brasileiro funda a IMBEL, Indústria de Material Bélico do Brasil, que mantém sob sua alçada as unidades de Itajubá, Juiz de Fora e de Magé.

Segundo informações da própria Imbel em seu site, há indicativos que a criação desta empresa pública ocorreu em decorrência do rompimento, no ano de 1974, pelo Governo de Ernesto Geisel, do Acordo de Cooperação Militar Brasil – Estados Unidos, firmado durante a 2ª Guerra Mundial.

Com a sua criação, as Fábricas Militares do Exército foram transferidas para a estatal, e com isso, o setor de defesa, integrado com as demais empresas privadas da época, passou a ser uma atividade estratégica para o país, com uma tecnologia nacional em evolução, que permitiria ao Brasil tornar-se mais independente na produção de equipamentos militares.

Em 1983 atravessou período conturbado financeiramente e acabou cedendo sua fábrica de munições, situada em Realengo, para a CBC. Em 1985 fechou um contrato com a Springfield Armory e produziu diversas variantes da pistola, chegando algumas delas a serem adotadas pelo F.B.I. Pelo menos até o ano de 2004, a Imbel detinha 30% das ações da CBC e mantinha uma joint-venture com as empresas South America Ordnance, a Royal Odnance e a Schahin Participações, essa última de controle nacional.

Entrada da Fábrica de Itajubá, MG

Mas, voltando bastante no tempo, vamos nos posicionar quanto à dotação de armas longas efetuadas pelo Governo Brasileiro após a Guerra de Canudos. Como já explorado em outro artigo neste site, ainda em 1873 o governo havia adotado as carabinas belgas Comblain, que teve uma longa participação ativa nas fileiras militares brasileiras. Somente em 1892 é que começaram a ser substituídas pelos fuzís alemães modelo 88, o “Gewehr 88”, em calibre 7,92X57mm, uma vez que no mundo todo a tendência era a de substituição de armas longas utilizando cartuchos de pólvora negra pelos novos cartuchos de pólvora sem fumaça, em calibres de menor diâmetro e mais velozes.

Os fuzis modelo 88 (veja artigo sobre eles, aqui no site) tiveram uma vida de serviço curta no Brasil, devido a uma série de problemas ocorridos com a arma durante a Revolução Federalista e posteriormente, no conflito de Canudos. Em 1894, a Comissão Técnica Consultiva, que estranhamente já havia deixado de lado a ideia de adotar as carabinas “belgas” da Mauser modelo 1889, em favor dos fuzis 88, voltou a pensar nelas como alternativa.

Mas a essa altura, decidiu-se sabiamente por importar algo mais moderno, um modelo similar ao fuzil que já era utilizado na Espanha, e que chegou por aqui como sendo o Mauser modelo 1893, denominado aqui de mod. 1894 em virtude de que a maioria deles vieram com suas câmaras datadas com este ano. Para complicar ainda mais o detalhe das datas, as carabinas belgas F.N. que chegaram nos primeiros lotes, vieram datadas de 1895. No entanto, documentos oficiais determinam que a denominação correta dessas armas é fuzil Mauser modelo 1895.

Ao lado, o fuzil Mauser mod. 1895, em cal. 7X57

Cerca de 75.000 armas foram entregues ao Governo. Em 1899, um inventário acusou 57.000 delas, só no Rio de Janeiro. Mas, estima-se por volta de 100.000 armas a quantidade da compra desse modelo, que desembarcou em terras tupiniquins ainda em tempo de participar de diversos conflitos armados tais como a Revolução Federalista, a Revolta da Armada e a Guerra de Canudos, mas ainda convivendo lado a lado com as carabinas belgas Comblain e os fuzís modelo 1888. Como o Exército, na época, contava com um efetivo em tempos de paz de 28.000 homens, e cerca do dobro disso em período de guerra, essa aquisição serviu para substituir todo o estoque de armas antigas existentes, tanto as Comblain como o modelo 1888, e mais ainda, o que restava dos fuzis Kropatcheks e das raras carabinas belgas de 1889 em calibre 7,65mmX53.

As dimensões do fuzil Mod. 1895 eram: Comprimento: 1,231m – Peso: 3,75Kg – Comprimento do cano: 0,741m. O raiamento consistia de 4 raias destrógiras. As carabinas 1895, bem mais raras de se encontrar hoje em dia, mediam 0,949m, cano com 0,457m e peso de 3,103 Kg. A produção variava entre as alemãs DWM (Deutsche Waffen und Munitionsfabriken) e a Ludwig Loewe, bem como a belga FN (Fabrique Nationale D’Armes de Guerre).

Detalhe da ação Mauser do modelo 1894

Em 1908, o governo resolve substituir o modelo 1895 pelo mais moderno e reforçado modelo da Mauser, o 1898, mas ainda em calibre 7X57mm, embora as armas do modelo 1895 continuaram em uso até meados da década de 50. Muitas delas foram equipar as Polícias Militares de alguns estados, como o do Rio de Janeiro, que mesmo nos anos 90 ainda eram vistas nas mãos de integrantes da PM daquele estado. O novo fuzil Mauser 1898 passou a ser denominado aqui como Mauser modelo 1908. No Exército ganhou o nome técnico de Fuzil Ordinário 08 (zero-oito)

O fuzil M1908 media 1,247m, cano com 0,742m e peso de 3,796 Kg. A ação do 1898 trouxe interessantes melhoramentos em relação ao de 1893. O curso do percussor foi ligeiramente encurtado, e um sistema diferente de engatilhamento foi implementado, permitindo que a arma fosse engatilhada somente com o levantamento da alavanca de manejo. Além disso, a espessura do cano na região da câmara foi aumentada; no ferrolho, mais um ressalto de trancamento foi adicionado na parte traseira e foi adicionada um trilho-guia superior, que possibilitava menos balanço lateral do corpo do ferrolho quando de seu manejo. Toda a ação foi ligeiramente aumentada no comprimento para possibilitar uso de cartuchos mais longos. Orifícios laterais no corpo do ferrolho possibilitavam o extravazamento de gases da combustão no caso de perfuração da espoleta, endereçando esses gases poara o carregador. Um retém também foi adicionado no alojamento traseiro do ferrolho para evitar que ele fosse girado acidentalmente quando removido da arma.

A coronha era dotada de um perfil com punho-pistola, telha de madeira cobrindo toda a primeira metade do cano, deixando emergir a alça de mira, graduada até 2.000 metros. O engate para baioneta foi modificado de forma que as baionetas do modelo 1895 não são compatíveis. O acabamento da caixa da culatra era deixado “no aço”, sem oxidação, tal como o ferrolho.

O fuzil Mauser “brasileiro” Modelo 1908, em calibre 7X57mm, modelo 1898, importado da D.W.M. e conhecido aqui como F.O. 08, Fuzil Ordinário “zero-oito”.

O período de maior aquisição de Mausers da D.W.M. feito pelo Governo Brasileiro foi entre 1908 e 1914, no volume de 400.000 peças, quando eclodiu a I Guerra e a D.W.M. não tinha sequer condições de suprir o mercado interno em tempos de guerra. Posteriormente, a aquisição de armas fornecida pela C.Z., da Tchecoslováquia, ocorreu principalmente de 1922 a 1924, com o fuzil conhecido como VZ24. (N.A.: as letras VZ são uma abreviatura da palavra tcheca “vzor”, que significa “modelo”; portanto se trata de uma redundância o costume de alguns autores citarem esse fuzil como “modelo VZ 24”). Um detalhe histórico interessante foi a importação feita pelo governo do Estado de São Paulo, de 15.000 carabinas da C.Z. (Tchecoslováquia), no ano de 1932, para suprir as tropas revolucionárias que se ergueram contra Getúlio Vargas; a chamada Revolução Constitucionalista.

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Detalhe da culatra do Mauser M1908 do Contrato Brasileiro – coleção particular

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Detalhe da alça de mira graduada até 2.000m – Mauser 1908 – coleção particular

Da Fabrique Nationale D’Armes de Guerre, a F.N. de Herstal, Bélgica, o Exército importou grande quantidade de carabinas, também entre os anos de 1922 a 1924, para uso de tropas de artilharia e cavalaria. A quantidade correta de armas importadas ainda não é devidamente comprovada. A ação era do Mauser 98, em calibre 7mmX57mm, alavanca de ferrolho curvada para baixo e a coronha seguia o estilo “inglês”, sem punho-pistola. A telha era de madeira do tipo inteiriça, apenas com uma abertura, de onde emergia a alça de mira. A braçadeira dianteira era do tipo estreito, não a tradicional em forma de H mais comumente encontrada nos fuzís. As carabinas mediam 1,063 m de comprimento, cano com 0,558 m e peso total de 3,601 Kg.

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As carabinas Mauser de fabricação belga “Fabrique Nationale D’Armes de Guerre”, importadas pelo Exército Brasileiro em 1922, calibre 7mmX57mm. Note que essas carabinas, embora utilizando ação tipo 1898, possuíam a coronha sem punho-pistola e não havia o rebaixo na coronha, sob a manopla do ferrolho.

Em 1930, a reviravolta política causada pela ascensão de Getúlio Vargas e a proclamação do “Estado Novo”, sistema modelado em vários aspectos à ditadura fascista de Mussolini, alavancou sobremaneira a reequipação das Forças Armadas. Além disso, no nordeste do país vinha crescendo a ameaça constante do cangaço. Por essa razão, e com a produção um pouco limitada da Fábrica de Itajubá, o governo aceitou uma proposta da Mauser Werke, da Alemanha, já sob controle do partido nazista, que cultivava uma simpatia discreta com o Governo Getulista.

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Acima, Mauser 1908 (M1898) do contrato brasileiro, com a marca B dentro de um círculo – o número serial foi removido da foto por privacidade –  (acervo particular)

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Mauser 1908, do contrato brasileiro, em calibre 7mmX57, com o ferrolho retirado

A Mauser, embora ainda debaixo das normas do Tratado de Versalhes e produzindo “secretamente” armas para equipar o Exército Alemão, ofereceu ao governo brasileiro o preenchimento desta demanda, com o Modelo 1935, em versões de fuzil ou de carabina. Essas armas, uma produção pré-guerra, apresentavam o que de mais perfeito a Mauser podia exibir no que tocava à acabamento e qualidade.

Carabina Mauser modelo 1935, ferrolho reto, em calibre 7mm X 57 Mauser; foi muito utilizada nas campanhas militares contra o cangaço nordestino – a arma acima foi negociada em leilão nos USA, totalmente original e sem uso – note o dispositivo cobre-mira atachado à boca do cano.

Detalhe da carabina de fabricação Mauser, mod. 1935, em calibre 7mm X 57.

Na verdade essas armas eram idênticas ao modelo alemão de 1898, aqui adotado como M1908, com exceção da alça de mira tangencial já utilizada neste último modelo, além da incorporação de um rebaixo efetuado na parte frontal da coronha para melhorar a aderência da mão. Desta forma, essa similaridade não apresentava dificuldades maiores para o treinamento dos soldados, já acostumados à arma. Grande parte dessa importação permaneceu em arsenais brasileiros praticamente sem uso até a sua substituição pelo Mosquetão Itajubá, a partir de 1950, com a adoção do calibre .30-06 Springfield pelas Forças Armadas Brasileiras. Acredita-se que grande parte desses Mauser foram posteriormente retrabalhados e transformados no Mosquetão M1949.

No alto, detalhe da ação da carabina Mauser 1935 – note o acabamento oxidado de primeira qualidade e o Brasão de Armas do Brasil – em baixo, detalhe lateral da ação e coronha em nogueira européia. Coleção particular. 

Mauser M1935, fabricação Mauser Werke, na versão longa (fuzil), em cal. 7mm X 57.

O MAUSER “BRASILEIRO”

Devido à grande demanda de fuzis para suprir as Forças Armadas Brasileiras durante a primeira metade do século XX, a Fábrica de Itajubá iniciou a fabricação “em casa” dos Mauser mod. 1908 como alternativa às importações que eram geralmente feitas junto à D.W.M. na Alemanha (Deutsche Waffen und Munitionsfabrik) e da C.Z. (Ceska Sbrojovka), na então Tchecoslováquia, com a utilização de madeiras locais ao invés das nogueiras européias. Foi então que a partir de 1934, e como forma de minimizar a dependência de importação de armas, a Fábrica de Itajubá decidiu produzir fuzís e carabinas no Brasil, originando assim o chamado modelo 1908/34, uma versão “nacionalizada” e encurtada, nos moldes das carabinas.

Carabina de cavalaria do modelo 1908/34, fabricado pela Fábrica de Itajubá em calibre. 7X57mm

Em 1949, após a II Guerra, onde o Brasil participou com a F.E.B. nos campos de batalha da Itália, por influência e acordo militar com o governo norte-americano, o Exército resolveu adotar o calibre .30-06 como regulamentar, embora o 7X57mm continuou ainda, e por muito tempo, presente em algumas unidades do Exército, bem como nos “Tiro de Guerra”. Com essa modificação, a Fábrica de Itajubá começa a produzir uma carabina Mauser, baseada no 08/34 mas em calibre .30-06 Springfield, aqui batizada por Mosquetão (Carabina) Itajubá M1949. Posteriormente, uma segunda série com pequeníssimas mudanças, tais como a boca do cano rosqueada para permitir montagem de lança-granadas e quebra-chamas, foi fabricada em 1954, originando assim o Mosquetão Itajubá M954.

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Mosquetão F.I. modelo 1949 em calibre .30-06 Springfield, baseado na ação Mauser de 1898

Capa do Manual de Campanha do Mosquetão 1949, edição do M.G. de 1956

Uma das páginas interiores do manual, tratando da nomenclatura de algumas peças

Ainda em 1949 os engenheiros da fábrica participaram de um projeto de produzir uma cópia do fuzil semi-automático alemão Gewehr 43, um projeto da Carl Walther e que foi usado nos anos finais da II Guerra. Como as patentes alemãs expiraram ao final da guerra, esse fuzil poderia ser copiado sem problema de pagamento de royalties. No entanto, foi apenas produzido em pouca quantidade e não foi adotado por nenhuma força militar no Brasil.

Cópia do Gewehr 43 alemão produzido em 1949 pela Fábrica de Itajubá (coleção particular)

Em 1964, o Exército Brasileiro resolve adotar o fuzil semi e automático belga, o F.N. denominado F.A.L. (Fuzil Automatique Legère), ou fuzil automático leve, utilizando o cartucho padrão da OTAN, o 7,62mmX51, cartucho baseado no .308 Winchester. Paulatinamente, esse fuzil começou a substituir os mosquetões Itajubá M949 e M954, ainda em calibre .30-06. Em 1967, a fim de reduzir custos e poder padronizar mais rapidamente o calibre utilizado pelo Exército Brasileiro, a Fábrica de Itajubá resolve modificar cerca de 10.000 mosquetões para que pudessem usar o novo cartucho, aproveitando também para aliviar o peso da arma. Assim nascia o M968, apelidado pelo exótico nome de “Mosquefal”.

Acima, o Mosquetão M968 “Mosquefal”, em calibre 7,62mmX51 NATO

Essa transformação era de natureza simples. Como o culote do cartucho 7,62mmX51 tem exatamente o mesmo diâmetro do .30-06, não houve necessidade de se modificar nada no ferrolho, caixa de culatra e mecanismo de disparo. A alça de mira tipo Mauser foi eliminada, sobre o cano, e a telha de madeira, agora, não tinha mais a abertura superior para ela. Foi desenvolvida uma alça de mira traseira, tipo “peep-sight”, algo semelhante à usada no fuzil norte-americano Enfield 1917. Além disso, foi acrescentada uma massa de mira mais alta e um quebra-chamas, com suporte para possibilitar montagem de um lança-granadas, o mesmo utilizado pelo FAL. Essa arma ainda se encontra em uso até hoje em diversas unidades de “Tiro de Guerra”. Desta forma, foi decretada a “morte” definitiva do cartucho .30-06 Springfield nos quartéis brasileiros.

Durante as décadas de 70 a 80 a Fábrica de Itajubá lançou algumas carabinas baseadas nas ações Mauser de fuzís que eram, progressivamente, sendo recolhidos nas unidades do Exército, além do que ocorria com os leilões organizados pelo E.B. a fim de vender essas armas, ora obsoletas, para militares e colecionadores registrados.

Algumas dessas carabinas, feitas em muito pouca quantidade, foram distribuídas para algumas unidades policiais e para serem usadas em veículos militares. Eram carabinas curtas, chamadas de Officer, talvez uma alusão ao fato de serem utilizadas por oficiais. Segundo meu amigo e expert em fuzis, J. Renato M. Figueira, a intenção era de se fazer uma carabina do tamanho da americana .30M1. Tanto as ações de fuzis Mauser 1894 e 1898 foram utilizadas. Várias dessas armas foram, posteriormente, leiloadas pela Imbel. Conta Figueira que várias dessas peças, em leilão, estavam com suas coronhas tomadas por carunchos. O acabamento era o parquerizado, mais barato e simples de se fazer do que oxidação à quente e eram fornecidos com bandoleiras de lona.

AS ESPINGARDAS

Em meados da década de 60, diversos fuzis remanescentes do modelo 1894 em cal. 7X57mm. se encontravam completamente fora de serviço e espalhados por várias unidades do Exército Brasileiro. Surgiu então a idéia de se reaproveitar esse armamento, a grande maioria deles em perfeito estado; ao invés de serem destruídos, e lançando mão de pouquíssimo investimento, a Fábrica de Itajubá resolve transformá-los em uma arma para venda no comércio, destinada à caça; uma espingarda de alma lisa.

A espingarda Itajubá em calibre 28 – note a coronha sem “pistol grip”, característica dos fuzis Mauser 1893 – foto do autor

Da grande quantidade de armas recuperadas dos quartéis e depois de passarem por uma triagem, aproveitava-se a coronha com a soleira de metal, a ação completa (caixa de culatra com mecanismo de disparo, ferrolho e armação do carregador) e os acessórios da coronha como anilhos e presilhas de bandoleira. As coronhas foram aliviadas e “afinadas” em algumas de suas partes, o que tornou a arma mais leve. O cano, bem como as miras, eram removidos e em seu lugar entrava um novo cano de alma lisa, fabricado na própria Itajubá. Foram escolhidos dois calibres para estabelecerem as duas versões da espingarda; o calibre 28 e o 36. Como não havia mais a alça de mira regulável, a nova telha que recobre parte do cano teve que ser refeita, por não ser possível a original ser reaproveitada. Note a coronha típica dos Mauser 1894, sem punho-pistola.

De acordo com o leitor Marcos Letro, militar e instrutor de tiro, as primeiras espingardas em calibre 36 foram colocadas à venda em 1962, oferecida para sargentos e oficiais do Exército, na época pelo preço de Cr$ 1.000,00 (Mil Cruzeiros ). Os modelos em calibre 28 foram lançadas entre 1964 e 1965, pois ainda havia disponibilidade de muitas peças em estoque. A esta altura, as espingardas já se encontravam à venda nas lojas de caça e pesca do país. O autor adquiriu uma calibre 28 no final de 1965, ao preço de Cr$ 45.500,00. Os pistolões, mais difíceis de serem encontrados hoje em dia, em calibre 36, foram os últimos a serem fabricados, pois não havia mais disponibilidade de coronhas, diz o leitor colaborador.

Detalhe da culatra aberta mostrando um cartucho “Velox” da CBC calibre 28

A escolha desses dois calibres não foi feita tão somente pelo fato de serem, na época, muito populares para caças pequenas e de aves. O fato é que, no caso do calibre 28, havia uma feliz coincidência de que os cartuchos podiam se encaixar corretamente, de ambos os lados, nas abas do carregador, mas somente em número de dois, um em cima do outro. Havia a possibilidade de se colocar mais um cartucho diretamente na câmara, o que fazia a arma comportar tres cartuchos.

A Itajubá em calibre 36 – o autor supõe que, neste calibre, foi mantido o cano original da carabina Mauser, aberto para o calibre 36, uma vez que até a massa de mira foi mantida.

No caso do calibre 36, a coisa era mais fácil de se adaptar; nem foi necessário o uso de uma lâmina de transporte do carregador dos cartuchos de forma plana, como no caso da 28; podia-se usar a mesma lâmina original do fuzil, com a nervura de divisão central, visto que os cartuchos podiam ser carregados de forma bifilar tal como os originais em calibre 7X57mm.

Culatra da Itajubá 28, aberta – note a inscrição “Full-Choke” sobre a câmara e a lâmina (lisa) levantadora dos cartuchos.

Infelizmente nos faltam dados sobre a produção e vendas dessas duas espingardas, bem como até que ano foram produzidas, mas acredita-se que até meados da década de 70; depois de várias tentativas de contato com a Imbel, não obtivemos resposta e colaboração dela neste sentido. Talvez, se um dia recebermos essas informações, elas serão sem dúvida adicionadas aqui. Mas, pode-se afirmar sem medo de errar que essas espingardas foram bem vendidas. O preço era convidadivo, custando um pouco mais que uma espingarda da Amadeo Rossi ou da CBC, modelos de um cano, de cão externo, armas bem mais simples.

Detalhe da ação Mauser 1893 usada na espingarda Itajubá calibre 28

Além de uma pequena diferença na usinagem da cabeça do ferrolho, na ação do modelo em calibre 36 não se nota mais nenhuma diferença em relação à calibre 28

Os modelos eram fornecidos com canos em “full-choke“, ou seja, com um certo estrangulamento, característica que aliada ao grande comprimento do cano (740 mm), permitia um alcance considerável para o calibre. O autor fez testes do tipo “pattern” na espingarda de calibre 28, em alvo de papel, para se avaliar a densidade de chumbos. A 10 metros de distância, o diâmetro da chumbada de número 7 estava em torno de 40 centímetros, o que mostra uma concentração muito grande.

Ferrolho completo da ação 1893 – a única alteração feita no desenho original foi a usinagem da parte dianteira, eliminando-se o rebaixo existente que comportava o culote dos cartuchos 7X57mm

Além disso, a confiabilidade era muito boa, pois mesmo se tratando de uma adaptação de um fuzil para uso com cartuchos de caça, a arma muito dificilmente dava problemas de alimentação e de ejeção. Porém, os cartuchos tinham que ser do tipo com boca rebordada, de papelão ou plástico. Cartuchos de metal, do tipo “Presidente” produzido pela CBC, em virtude de terem a boca em canto vivo, enroscavam na alimentação. Outro fator importante era a qualidade do produto e sua durabilidade, pois com excessão do cano, se tratava de um fuzil fabricado na Alemanha com os melhores materiais de que se dispunha na época. Sem dúvida, uma arma que duraria por várias dezenas de anos, se convenientemente bem tratada.

Na espingarda Itajubá em calibre 28, a lâmina transportadora do carregador dos cartuchos teve a sua nervura central aplainada, para poder comportar um cartucho de cada vez

Culatra aberta do modelo em calibre 36 – nota-se a nervura existente na lâmina levantadora de cartuchos, que possibilita o posicionamento de 4 cartuchos, intercalados dois a dois.

Uma variante bem mais rara, derivada do mesmo projeto, foi uma espécie de pistolão, lançado no calibre 36 nos finais da produção, por ainda possuírem em estoque o mecanismo da ação, mas não mais dispondo mais de coronhas. O pistolão usava uma coronha tipo pistola, com a empunhadura posicionada logo abaixo da culatra e um pequeno fuste colocado na parte anterior, sob o cano, que tinha pouco mais de 30 cm. de comprimento. Era um pouco desconfortável o manuseio da ação por ferrolho, uma vez que a mão esquerda deveria estar empunhando a arma enquanto a direita abria o ferrolho. Esse pistolão foi bem menos disponibilizado no mercado do que as espingardas.

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Pistolão Imbel em cal. 28 – cortesia de um leitor, utilizando a ação Mauser do tipo 1898

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Acima, o pistolão Itajubá, utilizando ação Mauser do tipo 1898 (gentileza de um leitor)

Os últimos exemplares produzidos, já com a empresa utilizando seu novo nome, Imbel, usavam ações do Mauser tipo 1898 oriundas de fuzis remanescentes do Contrato Brasileiro de 1908. Acredita-se que essas últimas saíram de linha no começo dos anos 90. Mesmo nos fuzis Mauser, a ação modelo 1898 tem uma diferença marcante em relação à modelo 1893, dentre outras visando maior segurança: na ação 1898, o simples fato de se erguer a alavanca do ferrolho e baixá-la novamente, já arma o percussor. Na ação 1893, após a alavanca erguida, o ferrolho tem que ser puxado um pouco para trás para se proceder ao engatilhamento.

Espingarda Imbel calibre 28, últimas séries, já utilizando ação do fuzil Mauser 1908 – repare a coronha utilizada, original do fuzil 1908, com punho-pistola e agora sem a telha superior – (Foto cortesia de D.A.N.)

Detalhe da estampa da Imbel, gravada sobre a câmara e dados do calibre (Foto cortezia de D.A.N.)

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Outra variação da estampa da Imbel, gravada sobre a câmara e dados do calibre

Detalhe do ferrolho aberto da Imbel calibre 28, onde se nota claramente as características da ação Mauser tipo 98, como a orelha lisa da trava de segurança, mais um dente de trancamento traseiro e o trilho/guia superior no cilindro do ferrolho. Note bem no centro da foto, fixada à armação via um parafuso, a alavanca de trava do ferrolho, utilizada para a retirada do mesmo e também como alojamento do ejetor de cartuchos. (Foto cortezia de D.A.N.)

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Acima, colaboração do leitor Emanoel Oliveira, catálogo da Imbel com dois modelos da espingarda cal. 28GA e um modelo pistolão.

DETALHES DE FUNCIONAMENTO

De maneira análoga ao manuseio do fuzil Mauser, abre-se a culatra puxando-se o ferrolho totalmente para trás. Insere-se dois cartuchos no carregador (cal. 28), por cima, de forma que o último fique retido pelas abas traseiras. Um terceiro cartucho pode ser inserido diretamente na câmara. Neste caso, antes de fechar o ferrolho, exerce-se uma pequena pressão para baixo no cartucho para que o ferrolho passe por cima dele e tranque sobre os cartuchos existentes na câmara.

Marca de fábrica do lado esquerdo da culatra na espingarda calibre 36

Após cada disparo, o ferrolho necessita ser aberto até o final de seu curso, ejetando o cartucho vazio; fecha-se novamente o ferrolho, quando o cartucho seguinte no carregador se solta das abas, para ser alimentado. Em relação aos cartuchos utilizados, dever-se tomar o cuidado de se usar os designados para câmaras de 65mm e não os de 70mm, que poderá ocasionar problemas sérios.

O mecanismo de gatilho, mantido exatamente como o original, não é particularmente muito duro, mas tem a característica típica dos fuzis Mauser, que são os dois estágios bem definidos e com curso bem longo. De qualquer forma, mesmo se tratando se arma derivada de um fuzil militar, o acionamento do gatilho é macio.

A trava de segurança, que é de uma eficácia a toda prova pois impede de forma muito consistente o movimento do percussor, funciona da seguinte maneira:

À esquerda, ferrolho destravado e desengatilhado; no centro, arma engatilhada e travada (o ferrolho pode ser manuseado desta forma com total segurança); à direita, trava total acionada, que não permite nem a abertura do ferrolho para manuseio.

Detalhe da desmontagem parcial do ferrolho, para limpeza interna e lubrificação – com a trava de segurança na posição intermediária, basta desatarrachar o conjunto traseiro do corpo cilíndrico do ferrolho. Em cima, o cilindro com alavanca de manejo e lâmina do extrator. Abaixo, conjunto do percussor com sua mola, guia e trava de segurança.

O ferrolho pode ser retirado da arma com muita facilidade. Do lado esquerdo da culatra há um retém, articulado em um pino, com um ressalto serrilhado na parte superior. Abre-se o ferrolho até o final do curso, abre-se esse retém para fora, puxando-o para a esquerda e retira-se o ferrolho. Ao recolocar o ferrolho na arma, não é necessário se mover o retém, mas atenção com o posionamento correto da lâmina do extrator.

O funcionamento da calibre 36 era mais garantido do que na 28. Nesta última, o autor teve a oportunidade de usar várias delas, a extração nem sempre ocorria de forma adequada. Interessante citar que cartuchos carregados eram extraídos com mais eficiência do que os vazios. Muitas vezes, esses eram corretamente extraídos da câmara mas por questão de ajustes, eram “largados” pelo extrator no meio do percurso, antes de atingirem o ejetor, que fica localizado na trava do ferrolho, lado esquerdo da caixa da culatra.

CONCLUSÃO

Trata-se de uma arma curiosa, tanto nos aspectos técnicos como da forma como foi idealizada. No Brasil da década de 60, com pouquíssimos fabricantes concorrentes e nenhuma espingarda com padrões altos de qualidade, diga-se de passagem, a Fábrica de Itajubá teve a chance e a idéia interessante de reaproveitar armas militares, cujo destino certo seria a destruição, e lançar uma espingarda no mercado, com investimento baixíssimo e praticamente nenhum custo de desenvolvimento.

Mesmo se tratando de uma adaptação, a arma tinha suas virtudes como extrema resistência, qualidade dos materiais e robustez a toda prova. Sua semelhança com os fuzis Mauser de repetição podem ter inclusive, ajudado nas vendas pois era uma arma atraente e muito mais vistosa que as simples espingardas de um tiro e de um cano existentes na época.

À esquerda, o autor em ação, caçando codornas com a Itajubá 28, na década de 60

A desvantagem ficava por conta do tamanho avantajado, embora os modelos em calibre 36 tiveram uma opção que utilizava canos mais curtos; em relação ao transporte, elas eram realmente um tanto incovenientes e chamavam muito a atenção, pois não tinham o recurso comum nas espingardas tradicionais de se separar o cano do resto da arma, inclusive sem uso de ferramentas.

O acabamento é muito bom, de modo geral, com o madeiramento bem conservado e envernizado brilhante, e peças em aço com oxidação negra brilhante. O ferrolho foi mantido em aço puro, sem acabamento algum. Estéticamente a arma peca um pouco pela parte dianteira onde, com a retirada do prolongamento do fuste do fuzil, a coronha termina de forma um tanto abrupta.

A ITAJUBÁ HOJE

Hoje, a fábrica de Itajubá é parte do complexo fabril da Imbel, fornecedora de armamento bélico para as forças armadas, incluindo aí o fuzil FAL M964, a carabina MD97, as pistolas baseadas no projeto 1911 M973 bem como armas para uso de civís e atiradores na categoria “Tiro Prático” (I.P.S.C.) como o modelo GC45. Além disso ainda produz munição de uso militar e vários tipos de pólvora destinados aos atiradores que se dedicam à recarga de cartuchos. A carabina MD1 em calibre .22LR é outra arma destinada ao público atirador esportivo, conforme nos mostra o material promocional abaixo.

Essa arma é a substituta de outra carabina no mesmo calibre, lançada pela Fábrica de Itajubá nas décadas de 70 a 80, com o intuito de competir no mercado com suas rivais da CBC e da Rossi. Era uma carabina com carregador destacável de 5 cartuchos, de repetição por ferrolho, muito bem construída com materiais de primeira linha. Em sua época, provou ser uma das mais agradáveis e precisas carabinas nacionais.

Detalhe do ferrolho aberto da carabina Itajubá em calibre .22 LR. Essa era a posição do ferrolho quando ele poderia ser retirado para limpeza.

DADOS RESUMIDOS DA ESPINGARDA 28 E 36

Data de fabricação: entre 1965 a 1975 (estimado)

Calibre: 28 e 36

Capacidade: 28 (3 cartuchos) e 36 (5 cartuchos) incluindo um câmara

Acabamento: oxidada

Comprimento total: 125 cm (28) e 107 cm (36)

Comprimento do cano: 74mm (28) e 56mm (36)

Pêso: 2,500 Kg descarregada (28) e 2,325 Kg (36)

Written by Carlos F P Neto

05/04/2011 às 10:45

426 Respostas

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  1. Ivan, eu tentei várias vezes receber informações da Imbel sobre vários produtos antigos, mas sem sucesso. Eu penso que essa arma deve ter sido lançada na época das espingardas, em numero limitado. Não é arma “civil”, pois o calibre é restrito. Colegas me informaram sobre uma variante de fuzil, na década de 60, com cano bem curto, para ser transportado em viaturas policiais. Acredito que essa arma que viu, não é o caso. Teria como conseguir fotos?

    Carlos F P Neto

    02/10/2012 at 9:06

  2. Carlos. Sabe me dizer algo sobre o Mauser/ Itajubá cal. 7×57, conhecido por Officer, sem o Escudeto do Fuste, Parkerizado, com a palavra SPORT sobre a câmara. É arma civil ?? Existe outro modelo Officer ?
    Conheço uma nº de série 97. Quantas foram fabricadas ? Grato. Abç IVAN

    Carlos Ivan Cury

    01/10/2012 at 15:49

  3. Sim claro,tenho seguido atentamente o vosso trabalho e desde ja felicto-os pelo bom trabalho e pelo blog.trata-se uma arma muito antiga nao funcionavel no momento.envio fotos mal possa.obg.

    jose reis

    25/09/2012 at 8:52

  4. Reis, precisamos de boas e detalhadas fotos, só assim podemos ajudar. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    25/09/2012 at 8:25

  5. Ola a todos.possuo uma carabina penso eu,visto não perceber muito de armas.Bem,gostaria de descobrir a sua marca e origem isto se me puderem ajudar claro.

    jose reis

    24/09/2012 at 22:01

  6. Obrigado Carlos!

    Diego

    18/09/2012 at 10:13

  7. Diego, sim, são ações idênticas. Obrigado pelo contato.

    Carlos F P Neto

    18/09/2012 at 8:51

  8. Poderia me informar, se há alguma diferença entre a ação do fuzil mauser modelo 1908 e o modelo 1922?
    Ambos possuem ações identicas?
    Obrigado!

    Diego

    17/09/2012 at 22:25

  9. Pierre, infelizmente no seu caso, só mesmo contatando um representante da Imbel. Obrigado pelo contato.

    Carlos F P Neto

    17/09/2012 at 19:29

  10. Possuo uma carabina Itajuba 22. e foi extraviado o ferrolho, gostaria de saber como posso adquirir outro, ou se tem alguem que tenha algum para emprestar para fazer um novo.
    Obrigado
    Pierre

    Pierre Fidalgo

    17/09/2012 at 13:02

  11. André, neste caso fica um pouco mais difícil de se montar uma luneta, mas não é impossível. O ideal seria tentar adquirir em lojas especializadas (SP) um adaptador para ser montado à arma; além disso, tenho visto ofertas desses trilhos em sites de relacionamento (pessoal que atira de ar comprimido) e sites de vendas na Internet. Um bom fresador também faria uma peça dessas sem muita dificuldade, podendo a mesma ser feita em alumínio.

    Carlos F P Neto

    17/09/2012 at 12:05

  12. tenho uma imbel cal.22. Gostaria de saber de alguma maneira de adapitar luneta,ela não possui trilho é uma arma antiga, muito boa.

    andre dala

    16/09/2012 at 23:35

  13. Tenho uma itajubá cal 22,nao troco nem por cz pois tem uma precisao incrivel,e esta como nova.

    Adelar

    15/09/2012 at 21:15

  14. Augusto, em tese, com a troca do cano e utilizando-se um ferrolho original, é possível. Voltar o ferrolho modificado para seu estado original é muito difícil. Quanto ao aspecto legal, não conseguirá alterar essas armas em seus mapas.

    Carlos F P Neto

    10/09/2012 at 16:14

  15. olá, sou colecionador de armas e dentro do meu arsenal tenho duas itajubás cal. 36, gostaria de saber se é possível converter novamente em fuzil? Esta duvida é relacionada às modificações no ferrolho e carregador, quanto ao cano basta trocar. E em qual calibre seria possível esta conversão?

    AUGUSTO

    10/09/2012 at 10:27

  16. Eu tive o prazer recentemente de fazer uma visita á fábrica da Imbel, em Itajubá. Realmente é uma fábrica que nos surpreende, pois dentro dos prédios antigos funcionam máquinas moderníssimas, produzindo armas de excelente qualidade.

    Dalmo

    22/08/2012 at 22:05

  17. Lúcio, entre em contato com representante da Imbel. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    26/07/2012 at 12:16

  18. Tenho uma carabina ITAJUBÁ calibre 22 e gostaria de adquirir o pente que pode ser colocado na mesma. É possível adquiri-lo ? caso positivo, como poderia eu fazer?. Muito grato pela atenção que puderem me dar.

    Lúcio Emanuel Monnerat

    26/07/2012 at 9:56

  19. Charles, eu acredito que o mais indicado é pedir ajuda à um armeiro de confiança. Grato pelo contato e sinto não poder ajudar mais.

    Carlos F P Neto

    25/07/2012 at 9:20

  20. Carlos não consigo desrosquear o cano, vou ter que aquecer ele vais er o unico jeito, pode me dar alguma ideia.
    obrigado

    Charles Antonio Bearzi

    24/07/2012 at 21:52

  21. Roberto, o cano de todas as espingardas Itajubá são rosqueados.

    Carlos F P Neto

    24/07/2012 at 9:19

  22. Tiago, mande-nos e-mail para armasonline@gmail.com.

    Carlos F P Neto

    23/07/2012 at 12:13

  23. Charles, o cano das Itajubá 28 são rosqueados e não soldados. Obrigado pelo contato.

    Carlos F P Neto

    23/07/2012 at 12:12

  24. Tenho uma Itajuba cal 28, mas esta com problema, estufa cartuchos, preciso embuchar o cano, alguem sabe me esplicar se é necessario aquecer o cano para retiralo devido a solda ou ou não usaram soldas na rosca como nos antigos fuzis mauzer.

    Charles Antonio Bearzi

    23/07/2012 at 11:25

  25. Olá!

    Adorei os seus artigos e tenho algumas coisas para perguntar. Poderia por favor entrar em contato?

    Muito obrigado!

    Tiago Casagrande

    23/07/2012 at 0:12

  26. Concordo plenamente Derley, ela é uma arma ótima, e sem duvida não vou vender pois não só é muito boa como é muito bonita tmb.
    Agradeço sua resposta Derley.

    Belusso

    19/07/2012 at 14:13

  27. André, bela descoberta, essa sua! Porém, não há como registrar mais nenhuma arma que não possua anteriormente alguma origem determinada, como o registro da Policia Civil. O prazo de “anistia” de armas sem documentos expirou em 2009. O valor não é muito alto, também não é fácil de vender, infelizmente. Essas armas, hoje, são puramente peças históricas e curiosas.

    Carlos F P Neto

    12/07/2012 at 10:03

  28. Achei essa semana no porão da casa da minha vó uma Full Choke cal 28 fabicado pela Itajuba, nao estava sendo usada, está com pouca ferrugem e me parece que está em perfeito funcionamento, gostaria de saber se consigo vender, se ela precisa de algum registro, e uma estimativa ” por alto ” do valor, desde já agradeço

    André

    12/07/2012 at 3:04

  29. Prezado Silvio, para nós é uma grande honra receber seus elogios e suas valiosas anotações. Também já efetuamos as correções. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    08/07/2012 at 17:42

  30. Sou militar da reserva do Exército e possuidor de diversas armas fabricadas pela Fábrica de Itajubá e a Imbel. Sem ser um purista vernacular, interessa parabenizar o autor, pela matéria e pesquisa, informando possuir uma espingarda .36, desmistificando o preço, que não passa dos R$ 300,00 para quem ainda por uma delas se interessa, visto servir apenas como peça de coleção, face aos calibres nominais, ultrapassadas como modelo de arma de caça e existem dezenas no mercado no Recife. Simples anotação, por achar que a minha pátria é minha lingua: as grafias das palavras cortesia e limpeza, no texto, merecem trocar a última consoante. Silvio MESSIAS

    Silvio Messias

    08/07/2012 at 14:21

  31. Belusso, use o armasonline@gmail.com. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    02/07/2012 at 11:58

  32. Bom dia, em qual e-mail eu poderia enviar as fotos Carlos.

    Belusso

    02/07/2012 at 10:25

  33. Belusso, mande-nos boas fotos.

    Carlos F P Neto

    29/06/2012 at 17:09

  34. Bom, eu tenho uma espingarda calibre 28 3 tiros com ferrolho muito parecida com a que vcs mostram ai, mas não encontro marca alguma nela, a unica marca é uma letra ( F ) dentro de um triangulo que tem no começo do cano dela, não sei que marca é. Gostaria de saber se algue ja viu ou ouviu falar de uma arma assim? Eu gostaria de descobrir qual é o fabricante?
    Pois a arma é praticamente nova.

    Belusso

    29/06/2012 at 15:14

  35. Olá Felipe, se quiser nos enviar fotos podemos publicá-las. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    29/06/2012 at 8:54

  36. Olá! Tenho uma cal .36, era do meu pai, ele comprou várias e as revendeu para amigos aqui do nosso Estado(Ceará). A minha foi toda restaurada, se tivesse local disponivél para postar fotos seria muito bom. abraço!

    felipe lobo

    29/06/2012 at 1:03

  37. Obrigado, Djalma, pelo seu contato e interessante relato; para nós é um prazer tê-lo como leitor. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    27/06/2012 at 13:52

  38. Caro Carlos, sou de Rondônia oriundo de Ctba-Pr onde participei do EB no PELOPES/20BIB servindo por 04 anos . Sou aficcionado por armas antigas e em especial as espingardas da IMBEL, por se tratar de armas muito resistentes e precisas. Tenho uma cal. 36 e uma 28, já estão comigo há mais de 20 anos e é um prazer saber que pessoas com a sua experiência e boa vontade está sempre à disposição para tirar nossas dúvidas

    Djalma ferreira dos Santos

    27/06/2012 at 13:04

  39. Caro amigo, meus comentarios estão a sua disposição,espero poder colaborar mais vezes,um forte abraço do amigo Marcos Letro.

    marcos antonio de souza letro

    18/06/2012 at 9:40

  40. Prezado Marcos, agradeço muito seus esclarecimentos e peço sua permissão para utilizar seus comentários em nosso artigo. Grande abraço.

    Carlos F P Neto

    18/06/2012 at 9:10

  41. caro amigo,as primeiras itajuba cal.36 foram colocadas a vendas em 1962 para sargentos e oficiais do exercito,pelo preço de cr$ 1.000,00 ( um mil cruzeiros ),a cal.28 já foi lançada no ano de 65-66,pois ainda tinham muitas peças e assim resolveram fabricarem os canos cal.28,os pistolões cal.36,foram os ultimos a serem fabricados,pois não havia mais coronhas.informações proprias minhas,fui armeiro do grupo de artilharia antiaerea e instrutor de tiro .

    marcos antonio de souza letro

    18/06/2012 at 0:04

  42. Roberto, é muito difícil de se estabelecer valores para esse tipo de arma, que é de um âmbito de coleção bem restrito; se você encontra a pessoa certa, que deseja especificamente essa arma para coleção, pode alcançar um valor em torno de R$ 1.500,00. O ano de fabricação, infelizmente, a Imbel não fornece ou não possui mais dados a respeito, mas acredito que tenham sido fabricadas até a década de 90.

    Carlos F P Neto

    17/06/2012 at 15:20

  43. tenho uma carabina full chok cal.36 seminonva gostaria de saber qual ano de fabricaçao e quanto seria seu valor hoje! de mercado obrigado aguardo resp.

    informaçoes

    16/06/2012 at 21:23

  44. Leonardo, procure um bom armeiro mas conseguir peças é quase impossível.

    Carlos F P Neto

    03/06/2012 at 15:18

  45. Tenho uma 28 dessas, meu xodó! Mas a minha peça que prende a lamina levantadora de cartuxo está ruim e preciso troca-la. Trocar toda ela, a tampa, a mola de feixe e a placa levantadora. Será que consigo isso em algum lugar? Ah, e reoxidar também.

    Leonardo Jones

    03/06/2012 at 1:19

  46. Noglio, colocar outra sempre é possível, se tiver alguma aptidão com ferramentas e pequenas mudanças; senão, peça ajuda de um armeiro. A original talvez seja muito difícil de encontrar, o negócio mesmo é adaptar podendo usar até as de carabinas de ar comprimido, fáceis de achar no mercado.

    Carlos F P Neto

    26/05/2012 at 18:05

  47. procuro a massa de mira da carabina itajuba 22,ou se tem com colocar outra.

    noglio

    26/05/2012 at 12:08

  48. Tenho uma cartucheira cal 28 idêntica a da foto acima, meu pai ganhou ela em 1973 e hj esta comigo, gostaria de reoxida-la, pois já perdeu boa parte do tratamento original.

    bandeira

    10/04/2012 at 11:43

  49. Ok, pode mandar as fotos. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    08/04/2012 at 19:12

  50. Tenho uma itajuba cal 28 tres tiros ,,o estado do cano e coronha nao esta bom mas o ferrolho esta em otimo estado,,,,o cano esta cortado ,,,,não sei se foi cortado ou se é original,,pretendo restaura-la porém so se for o cano original. poio .posso enviar fotos se nescessar.obrigado

    J E P

    08/04/2012 at 11:29


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