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Conceitos Básicos sobre Calibres

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É muito comum nos dias de hoje a divulgação na mídia escrita e televisada de ocorrências envolvendo armas de fogo. Também, de um modo geral, é muito frequente a falta de conhecimento técnico por parte de jornalistas e apresentadores sobre o assunto. Desta forma, diariamente convivemos com alguns disparates cometidos por esses meios de comunicação, tanto em relação às armas de fogo em si quanto às suas especificações. Frases como “arma de grosso calibre”, “capaz de derrubar aviões”, “a bala atravessa veículos blindados como se fosse manteiga”  e outras asneiras similares são constantemente utilizadas nos programas de TV e nos jornais. Também, no aspecto legal, é muito frequente a confusão entre “armas privativas das forças armadas” ou não. Recentemente um telefornal exibiu a apreensão de uma carabina de repetição Puma, fabricação nacional, que é uma cópia da famosa Winchester Lever Action de 1892, em calibre .38SPL, como sendo arma de uso privativo de forças armadas. O máximo que se pode dizer é que, provavelmente, possa existir alguma força policial, militar ou não, que a utilize.

Outro fato muito comum nos noticiários da TV, além do uso de denominação equivocada sobre algumas armas, é a exibição, em alguns casos, de carabinas de ar comprimido, simulacros e até  enferrujadas espingardas de antecarga, e denominam aquele conjunto de “arsenal”. A denominação errada também é fruto, ou de modismos ou de falta de informação. Chamar revólver de pistola ou vice versa era comum anos atrás, mas hoje estão sendo mais corretamente identificados. Chamar espingarda de escopeta é um dos modismos. Escopeta é um termo de origem espanhola, e realmente se aplica às  espingardas, mas não faz parte do vocabulário dos entendidos no assunto. Confundir carabinas com fuzis também é bastante comum.

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Armas apreendidas - 24-10-07

Algumas fotos de apreensão de supostos “arsenais”, exibidas na mídia: em cima, dois revólveres em péssimo estado, um esqueleto de carabina Gamo de ar comprimido e duas espingardas de um tiro; embaixo, carabina Urko cal. 22 e com exceção de uma ou outra, armas em estado precário de conservação, a maioria espingardas de caça de um tiro e de calibres baixos, revólveres e garruchas. 

Porém, a maior incidência de erros e enganos cometidos nos meios de comunicação se refere aos calibres das armas, onde a falta de conhecimento nos presenteia com informações absurdas, como uma declaração de um repórter de TV que mostrou, na tela, “uma pistola de calibre 380 milímetros”, utilizada em um assalto. Ora, qualquer aluno do ensino fundamental sabe que 380 mm equivale a 38 cm., o que nos demonstra a grandeza deste disparate. O termo “arma de grosso calibre” é outra bobagem que se ouve constantemente, muitas vezes quando se exibe um fuzil, seja ele de calibre 7,62mm ou até mesmo um de calibre 5,56mm. Não se trata, portanto, de “grosso” calibre mas sim, da utilização de um cartucho potente ou de alto poder de fogo. As espingardas de calibre 12 se encaixariam melhor nesta conotação de grosso calibre, apesar de que as mesmas têm um alcance eficaz bem limitado.

Nos primórdios das armas de fogo, o calibre, ou seja, o diâmetro efetivo do projétil disparado por uma arma, não era muito relevante, pois geralmente os atiradores fundiam e moldavam sua própria munição. Armas eram geralmente vendidas com suas respectivas moldeiras. Com o advento do cartucho moderno e da fabricação em série, os calibres passaram a ser fundamentais e de certa forma, padronizados, para se diferenciar o seu uso nas diversas armas existentes.

O que se denomina de calibre real de uma arma nada mais é do que a medição do diâmetro da boca do cano, que caso ele seja raiado, é feita medindo-se os “cheios” das raias.

O calibre do projétil é medido pelos “fundos” das raias. Dependendo de cada arma, seja ela revólver, pistola, fuzil ou carabina, e de acordo com o tipo de projétil que ela usa, seja encamizado ou de chumbo, as raias possuem profundidades e perfis diferentes.

A quantidade de raias em um cano também varia, mas geralmente se situam entre 4 e 6, podendo ser em quantidade pares ou ímpares. Outra variação muito importante, referente ao raiamento do cano, é a quantidade de voltas executadas pelo raiamento de um cano, quando medidos dentro de uma mesma distância, algo que se denomina “passo de raiamento”. Normalmente nas armas curtas e com canos até 6″ ou 7″ de comprimento, as raias não chegam nem a dar uma volta completa; como essas armas utilizam um projétil de pouca altura, não é necessário se empreender um giro muito alto a fim de estabilizá-lo.

Ao contrário, nos rifles e fuzis de alta potência, utilizando projéteis bem mais longos, o número de voltas do raiamento é maior, a fim de aumentar a rotação do projétil quando em vôo, criando assim um efeito giroscópico a fim de que o mesmo corte o ar devidamente estabilizado, pelo menos até o alcance útil previsto para essa arma.

Ao lado, foto de um cano raiado no calibre 9mm.

Resumidamente, podemos afirmar que convivemos com tres sistemas de medidas aplicados aos calibres de armas em geral: (1) calibres especificados em centésimos de polegada (mais utilizados nos Estados Unidos), (2) os calibres especificados em milímetros e, finalmente, (3) a medida inglesa denominada gauge, que é a empregada nas armas de alma lisa (espingardas).

1 – Calibres medidos em centésimos de polegada:

Muito utilizado nos Estados Unidos e inclusive no Brasil, expressa o diâmetro dos projéteis em centésimos de polegada, tanto com duas ou com tres casas decimais. Desta forma, damos como exemplo o famoso e popular calibre 38. Lembramos que a notação norte americana utiliza o ponto na casa decimal e não vírgulas, como é nosso costume. (Ex.: US$ 1,500.00). Portanto, o calibre 38 tem a sua notação correta como sendo 0.38″ (zero ponto trinta e oito), ou simplesmente .38″ (38 centésimos de polegada). Outro famoso calibre, o 45, se expressa como 0.45″, ou só .45″ (centésimos de polegada). Durante muitas décadas se convencionou, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, não se pronunciar o “ponto” que antecede o calibre.

Portanto, sempre falamos “revólver calibre 22”, “pistola calibre 45”, “revólver calibre 38”, e por aí vai. Após a recente adoção e popularização do calibre 40 S&W pelas forças policiais, criou-se um costume “estranho” de se usar a palavra “ponto” na frente do calibre. Daí que temos o termo “pistola ponto 40”, algo que se ouve muito na mídia televisiva. Poderia ser, simplesmente, como sempre foi, “pistola calibre 40”. Talvez esse costume seja oriundo da antiga nomenclatura que se utilizava nos quartéis brasileiros, onde era costume se referir aos calibres de fuzis e metralhadoras como .30 e .50 (ponto trinta e ponto cinquenta).

Voltando ao sistema de polegadas, vemos então que se quisermos estabelecer uma conversão desses calibres para o sistema métrico, basta multiplicá-los por 25,4 (uma polegada = 25,4 mm). Exemplos: calibre .45″ (o,45) X 25,4 = 11,43mm; calibre .22″ (0,22) X 25,4 = 5,58mm. Entretanto, essa conversão serve meramente para nos dar uma idéia da diâmetro do projétil, uma vez que no Brasil nós não estamos habituados a “perceber” ou ter noção real do diâmetro de um projétil obtendo sua medida em centésimos de polegada.

Ao lado, munição calibre .22LR da CBC

Além disso, a nomenclatura que é dada a um determinado calibre, pelo seu fabricante, nem sempre segue as regras rígidas de medida e sim, outras conveniências mercadológicas. A título de ilustração, um exemplo bem antigo e clássico é o famoso calibre .44 Winchester, (.44-40 WCF), lançado em 1873 no famoso rifle de ação por alavanca. Na realidade, o diâmetro de seu projétil nem é de 0,44 centésimos de polegada, e sim, de 0,42″. Qualquer um que proceder a uma medida do diâmetro deste projétil, utilizando-se um paquímetro ou micrômetro terá uma leitura de 10,66 mm, que convertido para centésimos de polegada nos dará 0,42″ ! Outro caso conhecidíssimo nosso é o calibre 38 Special, de revólver. Se convertermos 0,38 X 25,4 teremos 9,652 mm, mas se medirmos o diâmetro do projétil veremos que realmente possui  9,06 mm.

2 – Calibres medidos em milímetros:

Adotado preliminarmente na Europa, é o calibre mais fácil de ser medido, caso aqui do Brasil, porque a grande maioria de instrumentos de medição utilizados seguem a norma métrica. Mas isso não quer dizer que na Europa não se utiliza também a nomenclatura em polegadas. O que acaba ocorrendo é que, nos casos dos calibres mais populares tanto lá como nas Américas, acabam se utilizando duas ou mais nomenclaturas. Isso pode ser percebido no calibre 7,65mm Browning, popular em pistolas semi-automáticas, também chamado de .32 AUTO. O irmão menor, o 6,35mm Browning, é chamado de .25 AUTO. O calibre .380, por exemplo, acabou se popularizando aqui na sua nomenclatura em polegadas, mas na Europa é mais conhecido como 9mm (Kurz, Curto, Corto ou Short) para não ser confundido com o 9mm Parabellum.

3 – Calibres no sistema “gauge“:

Esta é a mais curiosa forma de medição de calibres de armas porque não segue nenhuma norma de medida específica. Os ingleses, desde vários séculos atrás e até a II Guerra, utilizavam o peso do projétil disparado pelos seus canhões para especificar seu calibre. Tínhamos, portanto, canhões de 8, 12, 16 e 24 libras. Porém, no emprego das armas portáteis de alma lisa, as espingardas de caça, essa unidade de medida seria muito grande para ser empregada em projéteis que pesavam frações de libra. (N.A.: uma libra equivale a 453 gramas).

Desta forma, partiu-se para a seguinte solução: tomando-se uma perfeita esfera de chumbo, com massa de uma libra (o,453 Kg.), seu diâmetro seria então o gauge (Ga.) 1, ou seja, o calibre 1. Seguindo o mesmo raciocínio, fracionamos aquela esfera de chumbo (com uma libra de peso) em 12 partes iguais e dessas partes fazemos esferas idênticas; o diâmetro de cada uma dessas 12 esferas resultantes será o calibre 12. Assim também, fracionando-se a mesma esfera (com massa de uma libra) em 28 partes e fazendo com essas partes 28 esferas iguais, o diâmetro de cada uma delas nos daria o calibre 28. Isso explica porque, neste sistema, quanto maior é o número que exprime o calibre, menor é seu diâmetro, ou seja, o calibre 28 é menor que o 12. Portanto, calibres de espingardas, que normalmente iniciam do 12 Ga.  e depois seguem para o 16, 20, 24, 28 e 32, não possuem qualquer relação com medidas, tanto em polegadas como em milímetros.

O calibre 36 é uma exceção à regra e possui essa nomenclatura, talvez, por questões meramente convencionais: assumiu-se que seria o “36” pela ordem natural dos cartuchos oferecidos, sempre com valores variando de 4 em 4, visto ser ele o imediatamente menor que o 32. A origem dessa nomenclatura 36 é um mistério e vários autores ainda a discutem até hoje. O calibre em “gauge” do cartucho 36 seria equivalente a 67. Seu diâmetro aproximado é de 11,30 mm. e também é chamado, principalmente nos Estados Unidos, de .410, ou “four-ten“. A medida de .410” convertida para métrica nos dá 10,41mm, que é o diâmetro interno do cartucho.

Abaixo, uma tabela onde temos as medidas de cada calibre em Gauge e as equivalências em milímetros do culote, do cartucho e do cano (medias aproximadas em virtude de diferentes fabricantes e “choques” dos canos).

CALIBRE Culote Diâmetro Cano
4 30.38 27.64 26.19
8 26.19 23.57 23.12
10 23.65 21.70 21.30
12 22.45 20.60 20.20
14 21.45 19.65 19.30
16 20.65 18.90 18.55
20 19.40 17.70 17.35
24 18.45 16.75 16.45
28 17.40 15.85 15.55
32 16.10 14.55 14.25
36* 13.60 12.00 11.75

(*) o calibre 36 não é do sistema “gauge”. O diâmetro de 12,00mm também não é o correto.

Finalizando:

Resumindo, a maior parte dos fabricantes de munições na Europa utiliza o sistema métrico na nomenclatura de seus cartuchos. Como de praxe, geralmente são expressos em duas medidas, sendo que a primeira é o diâmetro do projétil e  a segunda, o comprimento do cartucho. Normalmente esses números são seguidos de uma marca de fabricante, do tipo ou do nome da arma que utiliza este cartucho. Alguns exemplos:

7,62X51 NATO – o cartucho adotado por vários países da OTAN em seus fuzis, inclusive o Brasil – neste caso, 7,62mm de diâmetro e 51mm de comprimento do cartucho.

9mm Luger ou 9mm Parabellum – expresso mais corretamente como 9X19, é o cartucho mais largamente usado por forças armadas no mundo em armas curtas, derivado das famosas pistolas alemãs Parabellum, conhecidas como Luger nos Estados Unidos.

.30-06 Springfield – aqui é uma exceção; este cartucho, desenvolvido para o fuzil Springfield e posteriormente usado no Garand, era originalmente denominado de .30-03. O “03”, no caso, era o ano do projeto, 1903. Em 1906 esse cartucho foi ligeiramente modificado, e daí passou a ser .30-06.

375 Holland & Holland – um dos mais míticos e potentes calibres para caça de grande porte, desenvolvido pela firma do mesmo nome, na Inglaterra. Apesar do que indica seu nome, o seu projétil possue um diâmetro efetivo de 9,55mm, o que não corresponde exatamente ao diâmetro de .375″.

.32 AUTO – mais conhecido aqui como 7,65mm Browning, popularíssimo cartucho de pistolas semi-automáticas.

.380 ACP (Automatic Colt Pistol)- também em moda no Brasil, em armas curtas, conhecido também como 9mm Kurz ou 9mm Curto, para não ser confundido com o bem mais potente calibre 9mm Parabellum.

.38 SPL (Special) – o famoso calibre 38 dos revólveres, muito comuns aqui no Brasil, que foi durante décadas erroneamente denominado pela CBC como 38 Smith & Wesson Longo.

.357 Magnum – o “irmão” mais poderoso do .38 SPL, um cartucho quase idêntico à ele somente 3mm mais longo para evitar seu uso em revólveres fabricados para o cartucho .38 SPL. A bem da verdade, o cartucho .38 SPL também possui o seu projétil com o diâmetro de .357″.

.44-40 Winchester – o cartucho mais popular do velho oeste, das carabinas Winchester de ação por alavanca, ainda muito usado nas carabinas Puma nacionais, cópias fiéis das Winchester modelo 1892 norte americanas. Neste caso, o número 40 não tem relação com a medida do cartucho, e  sim, com o peso da carga de pólvora empregada na época (40 grains de pólvora negra). O grain é uma medida de massa, em uso nos Estados Unidos, que equivale a 64,8 miligramas. O diâmetro real do projétil é de aproximadamente .42″ e não de .44″ como diz sua denominação.

.30-30 Winchester – aqui mais uma confusão: a Winchester utilizava o segundo algarismo para informar o peso, em grains, a carga de pólvora negra utilizada. No entanto, nesse calibre específico, o segundo “30” se refere também ao peso da pólvora, mas nesse caso de pólvora sem fumaça.

.32 S&WL (Smith & Wesson Long) – desenvolvido pela Smith & Wesson para seus revólveres, muito usado no Brasil. Neste caso, a nomenclatura “Long” servia para que ele não fosse confundido com o cartucho mais curto do mesmo calibre, o .32 S&W (não se aplica aqui o nome de .32 S&W “curto”). Ao contrário do .38S&W, os cartuchos .32S&W e 32S&WL possuem o mesmo diâmetro, de forma que um revólver produzido para o cartucho longo pode utilizar o cartucho curto, sem problemas.

.45-70-500 – Embora seja uma nomenclatura mais rara, alguns calibres antigos eram indicados usando-se tres medidas de referência. Na maioria dos casos, a primeira é o diâmetro do projétil, a segunda se refere à carga utilizada de pólvora, em grains, e a terceira o peso do projétil, também em grains.


Cartuchos diversos produzidos pela CBC no Brasil

Os calibres assinalados em rosa são considerados restritos no Brasil –  só podem ser utilizados por forças policiais, militares e atiradores esportivos. Os calibres 14 e 15 são restritos somente quando usados em armas curtas. Nota: a partir de 2019, esses calibres assinalados deixaram de ser restritos. 

Mais uma vez precisamos ter em mente que essas medidas, em vários casos, pode não exprimir exatamente o diâmetro de um projétil, de modo que um curioso ou mesmo um colecionador de cartuchos antigos, ao tentar identificar o calibre através da medida do diâmetro do projétil, nem sempre pode chegar exatamente à nomenclatura do mesmo. Porém, isso serve para que tenhamos uma base mais precisa, que somada aos dados das dimensões do cartucho, possamos identificar o mesmo consultando-se catálogos e sites especializados. Um dos mais acessados e completos sites sobre munição na WEB é o   http://www.municion.org/.

A variedade de cartuchos documentada no site é imensa e ele possui até um recurso interessante, onde se pode fornecer algumas dimensões e o sistema procura os dados de cartuchos que mais se assemelham ao fornecido. Em resumo, muitas vezes a nomenclatura segue mais os conceitos de mercado e de efeito psicológico do que a medida real que se utiliza.

Um exemplo típico é este: por volta da década de 70 a Winchester possuía um cartucho de grande porte, para caça pesada, denominado .458 Winchester Magnum, que fez um estrondoso sucesso e era um dos mais potentes cartuchos existentes na ocasião. A empresa Weatherby, tradicional fabricante de rifles de luxo, resolveu lançar um cartucho para concorrer com o 458, porém muito mais potente, denominado de .460 Weatherby Magnum. O interessante que embora o 460 possua um cartucho maior, o projétil era o mesmo e do mesmo tamanho do concorrente, ou seja, .458″. Neste caso, o número 460 foi mesmo utilizado somente para causar um “efeito psicológico” ou “impacto” a mais.

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Written by Carlos F P Neto

14/11/2009 às 19:21

273 Respostas

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  1. Lucas, eu tenho uma Chapina 32-20.Consegui várias cápsulas e dies e faço a recarga. Uma belezinha de arma. Agora atirar nela com munição 32 S&WL acho um tanto quanto difícil, os diâmetros são bem diferentes. Uma maneira de utilizar essa arma é estar devidamente habilitado pelo SFPC (como eu) e recarregar. Em clubes de tiro em silhuetas você consegue cápsulas, era muito usado nas Contenders, o restante dos insumos a CBC tem (pólvora, espoleta e pontas). Recomendo pontas da Búfalo, são muito boas. Espero ter ajudado.

  2. Emanuel, saudações. Peço sua gentileza em ler nosso artigo https://armasonline.org/armas-on-line/conceitos-basicos-sobre-calibres/ , no ítem referente à Calibres no sistema Gauge, onde há uma descrição detalhada sobre sua dúvida. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    14/09/2012 at 12:06

  3. olá sou pm do maranhão, parabens pelo site. Gostaria de saber, o que é o calibre 12 GA?

    Emanuel

    13/09/2012 at 20:53

  4. Thor, sem dúvida munição 45ACP é muito mais facilmente encontrada.

    Carlos F P Neto

    14/08/2012 at 9:54

  5. A munição mais fácil de se comprar (e encontrar) então seria para as pistolas .45 normal eu creio?

    Thor

    13/08/2012 at 16:42

  6. Thor, GAP significa Glock Automatic Pistol. O cartucho .45 GAP foi uma encomenda feita pela Glock ao Eng. Ernest Durham para desenvolver um cartucho em calibre .45, porém mais curto que o ACP mas mantendo a mesma potência, para poder ser usado em modelos da Glock mais compactos, no caso as 37, 38 e 39. Com esse cartucho, esses modelos da Glock possuem o mesmo “frame” das 40S&W e das 9mm Parabellum, porém, com a largura ligeiramente aumentada.

    Carlos F P Neto

    13/08/2012 at 15:45

  7. Olá Carlos, sou eu de novo.
    Eu estava vendo um catálogo da Glock e reparei que existem os modelos .45 e .45 G.A.P. Não me lembro se tinha .45 AUTO.
    Qual a diferença dos outros para o G.A.P.? O que é essa sigla?
    Obrigado.

    Thor

    13/08/2012 at 14:59

  8. Thor, o fato do calibre 9mm Parabellum ser vetado no Brasil até para atiradores, mas não para colecionadores, se deve àquele tipo de decisão que não se sabe, ao certo, porque ocorreu. O fato é que, aparentemente, trata-se de uma espécie de salvaguarda que o Exército mantém sobre esse cartucho, o que ocorre também com o 5,56mm (mas não com o 7,62mmX51). Restringindo seu uso, o Exército tenta ficar mais confortável quanto ao controle e uso dessas munições, evitando sua proliferação aos “canais não autorizados”.

    Carlos F P Neto

    12/08/2012 at 19:22

  9. Mas sendo assim Carlos, porque a 9mm é restrita até para atiradores (apenas para forças armadas e PF)?

    Thor

    11/08/2012 at 22:27

  10. Thor, levando-se em conta somente a energia (potência), baseado-se nas munições do tipo GOLD EXPO +P da CBC, o .45 ACP é o mais potente dos tres com cerca de 712 joules, seguido do .40 S&W com 665 e o 9mm Parabellum com 610. Em termos de poder de parada, o .45 ainda é imbatível. Em velocidade o 9mm ganha por pouca margem do 40 S&W e o .45 fica com a lanterninha. Porém, como se sabe que a massa do projétil influi no fator energia, por esse motivo o .45 é o mais potente, e acredito ser o mais eficiente dos tres.

    Carlos F P Neto

    11/08/2012 at 18:34

  11. Olá Carlos.
    Para uma pistola, eu entendi que para um mesmo calibre, quanto maior o cano, maior o aproveitamento da queima da pólvora mas sem mudar muito a potência.
    Mas entre os calibres, qual seria o mais “poderoso”? .40 ou .45 ou 9mm?
    Eu pergunto isso sem levar em consideração o “stopping power” das pontas ocas, apenas a potência mesmo.

    Obrigado!

    Thor

    10/08/2012 at 19:16

  12. Muito obrigado pela resposta. Parabéns ,sou fã de armas de fogo, gostei muito desse site ele é muito claro sobre armas,muito grato obg!!!!!!!!!!!!

    lucas

    09/08/2012 at 14:04

  13. Lucas, a CBC não fabrica mais o cartucho 32-20W.

    Carlos F P Neto

    08/08/2012 at 16:16

  14. oi amigo tenho uma carabina chapina 32-20 , queria saber se ainda fabricam a muniçao para esse tipo de armas, eu uso bala 32 S&wl. obrigado

    lucas

    08/08/2012 at 14:09

  15. Carlos, Obrigado pela resposta. Realmente vamos deixar que mais amigos do tiro incrementem essa polemica. Afinal discussões acadêmico-filosóficas servem para melhorarmos os nossos tiros e conhecimentos. Obrigado pelo espaço e parabéns pelo trabalho.

    Marco Bittar

    25/07/2012 at 16:15

  16. Marco, realmente muito bem explicadas as suas conotações, com as quais concordo plenamente. Independente do tiro em si, essa questão dos calibres já está ocorrendo faz tempo, principalmente nos USA. Sabemos que a grosso modo, pelo sistema “gauge” criado pelos inglêses, as diferenças dimensionais da série de cartuchos tradicionais são mínimas, a ponto de que dificilmente alguém consiga olhar para um cartucho 12 ou 16, sem ver a marcação, e afirmar qual o calibre; assim como vai ocorrer com o 16 e o 20. Eu acho que eram calibres demais; simplesmente os “intermediários” 16, 24 e 32 foram sumindo. Nem os fabricantes de armas se preocupavam em fazer armas nesses calibres. O 4, 8 e 10 já foram extintos há muitas décadas (creio mesmo que eram excessivamente grandes). Enfim, e em relação às cargas utilizadas em tiro ao prato, é uma boa questão e “pano para manga” à beça, para discutir.

    Carlos F P Neto

    25/07/2012 at 14:09

  17. Tenho “uma” duvida relacionada a hábitos e tendencias no tiro com espingardas. Os calibres 4 e 8 creio eu já foram declarados extintos pela maioria dos fabricantes modernos de armas e munições (me corrija se estiver errado). O calibre 16 que era o “queridinho” dos caçadores de origem européia que vieram para o Brasil no final do Sec. XIX e inicio do Sec. XX, hoje não se ouve falar e nem se encontra no comercio munição para ele na mesma proporção dos demais. O calibre 24 é outro que não ouço falar nem em fabrico de armas e muito menos no comercio de sua munição (apenas consta na relação da CBC). O calibre 32 é outro que caminha da mesma forma dos seus anteriores. Isto posto fico nas seguintes dúvidas:
    No Trap Americano sempre atiramos com cartuchos de 32g (CBC – T-200 e T-200 light), porém atualmente convencionou-se atirar com o cartucho da Fossa Olímpica (F-150) de 24g. e 405m/s. Entretanto a própria CBC pulou o calibre 16 e resolveu fazer o calibre 20 com as mesmas características do F-150, isto é, um cartucho com 24g. e 405 m/s de velocidade. A fabrica nacional Boito, fabrica a espingarda Miura 1 com choques cambiáveis apenas nos calibres 12 e 20. Com isso, a meu ver, matou-se o calibre 16 que seria uma opção intermediaria entre o tiro muito vazado (atiradores mais lentos) para o prato (calibre 12 com 24g no full choque) e o muito concentrado (calibre 20 com 24g nos choques full e 3/4). Tenho observado que fabricantes do mundo “inteiro” estão dando fim a estes 3 calibres supra citados em prol dos calibres 12, 20, 28 e 36. A minha pergunta é esta impressão minha será um fato real e isso já teria ocorrido antes com outros calibres? Estamos vivendo então uma fase de transição na qual dentro de algum tempo o Trap Americano no Brasil será realizado com calibres 20? Poderíamos revertes este quadro e usarmos o calibre 16 no Trap, que levando em consideração as atuais regras seria o mais proporcional? Bem ficam as dúvidas e o desejo de compartilhá-las e quem sabe elucidá-las. Saudações a todos os participantes.

    Marco

    25/07/2012 at 9:17

  18. Thor, a CBC oferece várias opções. tanto de potência como de tipos de projéteis, para o calibre .380ACP. No site do fabricante você encontra uma tabela com esses tipos e suas características balísticas. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    13/07/2012 at 10:29

  19. Olá, pretendo comprar uma pistola .380 (uso civil). Mas como todo mundo já sabe, os armamento permitidos pra civis são obviamente inferiores aos restritos. Gostaria de saber se na Taurus .380 (PT 59) para civil, é sempre o mesmo tipo de munição ou se existe alguma munição diferenciada que possa ser adquirida aqui no brasil mesmo. E também queria ter uma noção da potência de uma .380.
    Muito obrigado desde já.

    Thor

    12/07/2012 at 23:00

  20. Diego, para saber mais sobre o assunto leia nosso artigo sobre a Pistola Parabellum (Luger); lá você encontra descrições detalhadas sobre esse cartucho. Obrigado pelo contato.

    Carlos F P Neto

    25/06/2012 at 8:47

  21. Gostaria de saber o que é uma munição luger 9mm? qual a diferença dela para as munições 9mm normal? Eu conheço a marca luger das armas como as pistolas usadas na segunda guerra.

    Diego Barcik

    24/06/2012 at 22:41

  22. Mário, ao contrário do que ocorre com as munições longas e curtas de revólver calibre 38 (38 SPL vs 38 S&W), os cartuchos calibre 32 S&W e 32 S&WL possuem quase o mesmo diâmetro, tanto de projétil como da cápsula, com pouquíssimas e aceitáveis diferenças. Portanto, é possível desmontar e encurtar as cápsulas longas , de seus 23mm para 15mm e reaproveitar as pontas. As pontas, de chumbo, possuem 98 grains e a pólvora tem que ser diminuída de 2,1 grains para 1,5 (pólvora CBC 216).

    Carlos F P Neto

    19/06/2012 at 17:08

  23. Ola pessoal, qual a diferença entre as muniçao 32 curta e a de tamanho normal?
    É possivel transformar a longa em curta?
    E a quantidade de polvora são iguais em ambas munições?
    abraços

    mario rodolfo

    19/06/2012 at 15:21

  24. Derlano, hoje em dia a escolha entre as pistolas é muito mais ampla; os revólveres que pode adquirir aqui se restringem aos Taurus e com as opções de comprimento de cano oferecidos. Já na área das pistolas .380, apesar do calibre ainda aquém do ideal para defesa, temos muita coisa, seja da Imbel, Taurus, Glock e as argentinas Bersa. A G25 da Glock é uma ótima escolha, sem dúvida alguma, apesar de que (isso é preferência estritamente pessoal), não gosto de pistolas sem cão externo e de armação de polímero. Ainda sou “antiquado” neste quesito e mais caído para o lado das Taurus PT58 ou 59, A Bersa Thunder (baseada nas Walther mod. PP), a Imbel MD1A1 e, sem considerar o alto custo, a CZ 83.

    Carlos F P Neto

    17/06/2012 at 15:32

  25. Daniel, como militar da ativa e de posse de Certificado de Registro você pode possuir armas de calibre restrito e porte autorizado, para sua arma funcional. Como R2, perderá o direito ao porte, mas ainda com o seu CR ativo poderá manter as armas restritas em seu acervo.

    Carlos F P Neto

    17/06/2012 at 15:09

  26. Caro amigo sou tenente temporário do Exercito e estou no processo para aquisição de uma arma, ando lendo bastante sobre o assunto mas gostaria de tirar uma dúvida, como militar aqui na OM em que sirvo me foi informado que eu poderia fazer a parte e adquirir o armamento e obter o porte sem problemas inclusive as de calibre restrito as forças armadas, porém não me souberam responder se como militar da reserva R2 eu poderia manter o porte da arma de calibre restrito depois que sair do Exercito.

    Daniel Magalhães

    16/06/2012 at 22:15

  27. Carlos gostaria de tirar uma dúvida com relação a que arma adquirir, pois como não sendo militar tenho uma gama bem restrita de escolha com relação a calibres ficando isolado ao .38 ou 380 ACP mínimo recomendado para defesa pessoal, mas qual marca usar? esta é minha grande dúvida taurus, Imbel, glock 25 ou 28 , sei que pode parecer questão de gosto, de finalidade, mas me dê uma luz fiquei bastante tendenciado pela G25, só que como não posso testar uma, ver empunhadura e etc.gostaria de saber de você sobre esta marca famosa e sua reputação entre profissionais gabaritados como vç. Bom sou Ag penitenciário e pretendo utiliza-lá para legitima defesa e até quando não aparecer algo melhor no trabalho também.

    Derlano

    16/06/2012 at 20:37

  28. Raphael, que problemão… bem, estourar o cano não vai; o que pode ocorrer é, com o estufamento, dar problemas na extração. Fazer um cano, eu acho muito difícil achar quem faça. O que recomendo é contatar um profissional, revendedor autorizado pela Taurus. Conheço um que, dependendo de onde você está, pode resolver, se você residir no estado de São Paulo. Mande-me um e-mail para aramsonline@gmail.com e conversamos mais. Abraços.

    Carlos F P Neto

    15/06/2012 at 18:16

  29. Carlos, boa tarde. Eu recentemente fui inventar de fazer um “polimento de rampa” em minha Taurus PT58s, e adivinha…? sim, acho que estraguei o cano, mais precisamente a câmara, pois o cartucho entra muito folgado e fica “frouxo” lá dentro. Não efetuei disparos ainda pois estou com medo de acontecer algo pior, como rachar o cano de vez e os cartuchos estourarem. Gostaria de saber qual é o procedimento para a compra de um novo cano? posso mandar fazer um com algum armeiro de manutenção? sabe me indicar um profissional?

    Raphael

    15/06/2012 at 16:55

  30. Luciano, fique tranquilo, não há expectativa nenhuma a esse respeito. O calibre 32 S&WL ainda é muito popular e utilizado no Brasil.

    Carlos F P Neto

    15/06/2012 at 15:49

  31. Carlos,eu queria saber se o revolver cal 32 Taurus vao parar de fabricar as suas muniçoes.

    luciano

    15/06/2012 at 14:46

  32. Raphael, a profundidade das raias depende de diversos fatores entre eles o calibre, tipo de projétil a ser utilizado e por aí vai. Pegando só um exemplo, os revólveres de modo geral possuem raias de profundidade em torno de de 0,12 mm para calibres .22, chegando a cerca de 0,16 mm nos calibre .44 Magnum. Em pistolas esta medida fica em torno de 0,08 mm. indo até 0,15 mm para as pistolas calibre .45. É portanto evidente que quanto maior o calibre, mais fundas são as raias. O projeto que envolve tudo isso é muito complexo; veja que se houver exageros tanto para mais como para menos, terá consequencias danosas na velocidade e precisão. Projéteis de chumbo, por exemplo, em raias rasas, se houver aumento de velocidade eles tendem a patinar no cano, ocasionando o encrustramento de chumbo nas raias.

    Carlos F P Neto

    08/06/2012 at 10:15

  33. obrigado Carlos, e você sabe qual é a medida média da altura das raias? ou seja, quanto ela “estrangula” o projétil?

    Raphael

    07/06/2012 at 19:54

  34. Raphael, a medida do calibre real da arma se dá pelos fundos das raias; portanto, na prática, o diâmetro do projétil deverá ter essa medida, mas isso não é regra, poderá haver algumas pequenas variações.

    Carlos F P Neto

    07/06/2012 at 19:50

  35. Olá amigo, gostei muito deste artigo, porém quanto mais eu leio sobre, mais persiste uma dúvida em minha mente. É sobre o raiamento no interior dos canos. Minha dúvida é se a distancia entre cheios é a medida exta do calibra do projétil? ou a medida exata do calibre do projétil é a distancia entre fundos? para ser mais claro, quero saber se o calibre do projétil for 9,02mm (.380″) a distancia entre cheios terá também essa medida? ou está medida será a distancia entre fundos? caso não tenha entendido eu tento explicar melhor, mas estas informações eu não acho em lugar nenhum! obrigado amigo, pela paciência.

    Raphael

    07/06/2012 at 11:37

  36. Rudineli, infelizmente a CBC não produz mais os cartuchos 32-20W e são realmente difíceis de encontrar, mesmo no mercado de usados. Transformações de outros cartuchos para o 32-20 são trabalhosas; o .38SPL é curto demais e sua base também é maior; ainda resta o problema de se encontrar “dies” para o correto dimensionamento. Uma saída é trazer dos USA os dies e cartuchos vazios; o resto se acha por aqui.

    Carlos F P Neto

    20/05/2012 at 10:01

  37. GOSTARIA DE SABER COMO CONSEGUIR OS PROJETEIS CALIBRE 32.20 WCF POIS TENHO UM REVOLVER COLT EM ESTADO ORIGINAL PARECE NOVO MAS SEI QUE TEM MAIS DE 100 ANOS É HERANCA DE FAMILIA E QUERIA CONSEGUIR UMAS BALAS ………… SE EXISTIR ISSO ME DIGAM ONDE POIS TENHO OS DOCUMENTOS ORIGINAIS DA EPOCA DE COMPRA DELE PELO MEU BISAVO NOS EUA. rudineli@bol.com.br

  38. Robson, você tem razão, infelizmente nossas leis não nos permitem coisa melhor do que .380 e .38SPL. Ainda assim, o .38SPL ainda é bem mais eficiente quanto à “poder de parada” que o .380, ainda mais com uso da munição com pontas “Hollow Point” e cargas +P, mas ainda se trata de munição para revólver, com as conhecidas limitações da arma. Realmente em pistolas, o mínimo “aceitável” ainda é o famoso 9mm Parabellum. Porém, na minha modesta opinião, eu acho que, em uso nas pistolas, “poder de parada” mesmo só a nossa velha amiga .45ACP.

    Carlos F P Neto

    09/05/2012 at 14:43

  39. Olá Sr Carlos, bom dia.
    Ok, muito obrigado pela resposta detalhada, ajudou-me muito.
    Nas minhas pesquisas para aquisição de uma arma de defesa pessoal de uso permitido fiquei muito frustrado quanto ao desempenho da .380, quero acreditar que nunca precisarei apontar uma arma para ninguém, seja ela o que for, porém, também acredito que se é para portar uma arma, que tenha qualidade e desempenho.
    O calibre .38 é um velho conhecido, e no que me diz respeito, muito eficiente, porém não se vê em pistolas semi-automáticas, a não ser os de uso restrito como o .38 Auto.
    Pensei também no 36ga da Taurus, como arma de defesa deve ser até eficiente a curtas distâncias, mas ô arma “feinha” e além do mais 5 tiros, e com carregamento mais lento por ser revólver.
    Pra nós civis, a escolha é muito restrita e frustrada, o que me sugére levando em conta o seu conhecimento.
    Att.

    Dalla lana

    09/05/2012 at 9:47

  40. O calibre 5,7X28 é restrito, se levarmos em conta as normas regidas pelo R-105, onde o limite de potência para cartuchos de armas curtas é estabelecido em 300 libras-pé (407 joules). As cargas comumente empregadas nos 5,7X28 atingem de 340 a 400 libras-pé de energia. O tipo de ponta denominado AP (Armor Penetrating) não é acessível ao mercado civil em nenhum país do mundo. As demais pontas, como Hollow-Point, são permitidas. Ao contrário do que muitos imaginam, o cartucho 5,7X28 não é muito potente, ficando situado até abaixo do 9mm Parabellum. Apesar de tudo, devido ao mito disseminado em torno do cartucho, pode ser que hajam restrições pelo EB para que CACs registrem essas armas no Brasil.

    Carlos F P Neto

    09/05/2012 at 9:13

  41. Olá Sr Carlos, boa tarde.
    Gostaria de comprar uma pistola calibre 5.7mm, este calibre é permitido ou restrito ??
    Att.

    Dalla lana

    08/05/2012 at 17:58

  42. Luciano, a oxidação (e não verniz) dos canos das carabinas Chapina era feita pelo processo de banho à quente; você precisa achar algum profissional de sua cidade que execute serviço de oxidação para fazer essa reforma. Leia o nosso artigo sobre restauração de armas, se quiser tentar fazer você mesmo. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    05/05/2012 at 12:01

  43. Bom dia Carlo, possuo um rifle 32.20 Chapina que esta com o cano precisando do verniz azulado, como posso restaurá-lo ?
    Muito grato.

    Luciano

    05/05/2012 at 9:27

  44. Prezado sr. Carlos.
    A WRACO fabricou cartuchos 44WCF desde o século XIX. Esse cartucho do Thiago poderia ser bastante antigo.
    Os fabricados até início do século XX eram montados com espoletas ‘small’ e foram carregados com pólvora negra.
    Na década de 10 (século XX) já eram carregados com pólvora sem fumaça (smokeless cartridge).
    O Catálogo WRACO de 1916 (ISBN No: 0-89009-447-0) lista os seguintes:
    – com bala de chumbo ponta chata (lead flat nose) 200 grain ou ponta oca (hollow point) 180 grain, ambos com 40 grain de pólvora negra;
    – com bala encamisada (full patch) ou ponta macia e pólvora sem fumaça;
    – com bala ponta oca (hollow point) e pólvora sem fumaça;
    – para uso exclusivo carabinas em carabinas e rifles Modelo 1892, o W.H.V. com pontas de 200 grain encamisadas (full patch) ou ponta oca (hollow point).
    Uma característica desses cartuchos WRACO eram ter a letra W estampada na espoleta. As espoletas até a década de 20 (do século XX) eram corrosivas – razão para termos no Brasil a maioria dos rifles e carabinas Winchester com as almas dos canos, ou pelo menos os seus coroamentos, corroídos.

    Levy Pereira

    02/05/2012 at 15:04

  45. Jaciro, a 126 é realmente a recomendada pela CBC, com carga de 34,4 grains. Pensei na 102, apesar da velocidade da queima ser, pelo menos, uns 20% a mais que a 126. Neste caso, se achar a 102, use 30 grains com o projétil de 150 grains; vai te dar um pouquinho mais de velocidade, 2.200 pés/seg. ao invés de 2.100 da carga com 126. Entretanto, a pressão pode chegar em uns 40.000 psi (contra cerca de 30.000 com a 126); portanto, se a arma for uma Winchester 1894 muito antiga, muito cuidado. Se for uma série recente, mande bala sem problemas. Quanto à 219, não posso te dizer nada por ora mas vou consultar; outra idéia é a Rex 1200, mas também peço que aguarde.

    Carlos F P Neto

    12/04/2012 at 12:35

  46. Bom dia Carlos, desde ja te agradeço por sempre me responder, mas vou usar de seu conhecimento mais uma vez.
    Para regarga do calibre 30-30win….caso eu nao consiga a CBC126…pois aqui em maringa é uma escassez tanto de materiais de recarga quanto de fornecedores, posso eu utilizar da CBC 219? qual a carga posso fazer?
    grandissimo abraço e sucesso.

    Jaciro.

    12/04/2012 at 10:09

  47. Nenhum problema, Jaciro, em se utilizar a 219 em cartuchos .38SPL; utilize carga de 4,6 grains no projeto de 158 grains. Obrigado.

    Carlos F P Neto

    11/04/2012 at 10:20

  48. Thiago, o material é o latão. WRA significa Winchester Repeating Arms, que também é fabricante de munições. Esse seu cartucho deve ser, provavelmente, de produção em meados do século XX, décadas de 50 a 70.

    Carlos F P Neto

    11/04/2012 at 10:15

  49. Olá ! eu encontrei um estojo de Winchester .44 com a inscrição W.R.A.Co WCF .44. Quando ele foi produzido e qual o material do estojo?

    Thiago Guerra

    09/04/2012 at 12:09

  50. Bom dia Carlos, teria algum problema em fazer a recarga com a polvora CBC 219 no calibre 38?

    Jaciro.

    09/04/2012 at 8:40


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