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Conceitos Básicos sobre Calibres

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É muito comum nos dias de hoje a divulgação na mídia escrita e televisada de ocorrências envolvendo armas de fogo. Também, de um modo geral, é muito frequente a falta de conhecimento técnico por parte de jornalistas e apresentadores sobre o assunto. Desta forma, diariamente convivemos com alguns disparates cometidos por esses meios de comunicação, tanto em relação às armas de fogo em si quanto às suas especificações. Frases como “arma de grosso calibre”, “capaz de derrubar aviões”, “a bala atravessa veículos blindados como se fosse manteiga”  e outras asneiras similares são constantemente utilizadas nos programas de TV e nos jornais. Também, no aspecto legal, é muito frequente a confusão entre “armas privativas das forças armadas” ou não. Recentemente um telefornal exibiu a apreensão de uma carabina de repetição Puma, fabricação nacional, que é uma cópia da famosa Winchester Lever Action de 1892, em calibre .38SPL, como sendo arma de uso privativo de forças armadas. O máximo que se pode dizer é que, provavelmente, possa existir alguma força policial, militar ou não, que a utilize.

Outro fato muito comum nos noticiários da TV, além do uso de denominação equivocada sobre algumas armas, é a exibição, em alguns casos, de carabinas de ar comprimido, simulacros e até  enferrujadas espingardas de antecarga, e denominam aquele conjunto de “arsenal”. A denominação errada também é fruto, ou de modismos ou de falta de informação. Chamar revólver de pistola ou vice versa era comum anos atrás, mas hoje estão sendo mais corretamente identificados. Chamar espingarda de escopeta é um dos modismos. Escopeta é um termo de origem espanhola, e realmente se aplica às  espingardas, mas não faz parte do vocabulário dos entendidos no assunto. Confundir carabinas com fuzis também é bastante comum.

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Armas apreendidas - 24-10-07

Algumas fotos de apreensão de supostos “arsenais”, exibidas na mídia: em cima, dois revólveres em péssimo estado, um esqueleto de carabina Gamo de ar comprimido e duas espingardas de um tiro; embaixo, com exceção de uma ou outra, armas em estado precário de conservação, a maioria espingardas de caça de um tiro e de calibres baixos. 

Porém, a maior incidência de erros e enganos cometidos nos meios de comunicação se refere aos calibres das armas, onde a falta de conhecimento nos presenteia com informações absurdas, como uma declaração de um repórter de TV que mostrou, na tela, “uma pistola de calibre 380 milímetros”, utilizada em um assalto. Ora, qualquer aluno do ensino fundamental sabe que 380 mm equivale a 38 cm., o que nos demonstra a grandeza deste disparate. O termo “arma de grosso calibre” é outra bobagem que se ouve constantemente, muitas vezes quando se exibe um fuzil, seja ele de calibre 7,62mm ou até mesmo um de calibre 5,56mm. Não se trata, portanto, de “grosso” calibre mas sim, da utilização de um cartucho potente ou de alto poder de fogo. As espingardas de calibre 12 se encaixariam melhor nesta conotação de grosso calibre, apesar de que as mesmas têm um alcance eficaz bem limitado.

Nos primórdios das armas de fogo, o calibre, ou seja, o diâmetro efetivo do projétil disparado por uma arma, não era muito relevante, pois geralmente os atiradores fundiam e moldavam sua própria munição. Armas eram geralmente vendidas com suas respectivas moldeiras. Com o advento do cartucho moderno e da fabricação em série, os calibres passaram a ser fundamentais e de certa forma, padronizados, para se diferenciar o seu uso nas diversas armas existentes.

O que se denomina de calibre real de uma arma nada mais é do que a medição do diâmetro da boca do cano, que caso ele seja raiado, é feita medindo-se os “cheios” das raias.

O calibre do projétil é medido pelos “fundos” das raias. Dependendo de cada arma, seja ela revólver, pistola, fuzil ou carabina, e de acordo com o tipo de projétil que ela usa, seja encamizado ou de chumbo, as raias possuem profundidades e perfis diferentes.

A quantidade de raias em um cano também varia, mas geralmente se situam entre 4 e 6, podendo ser em quantidade pares ou ímpares. Outra variação muito importante, referente ao raiamento do cano, é a quantidade de voltas executadas pelo raiamento de um cano, quando medidos dentro de uma mesma distância, algo que se denomina “passo de raiamento”. Normalmente nas armas curtas e com canos até 6″ ou 7″ de comprimento, as raias não chegam nem a dar uma volta completa; como essas armas utilizam um projétil de pouca altura, não é necessário se empreender um giro muito alto a fim de estabilizá-lo.

Ao contrário, nos rifles e fuzis de alta potência, utilizando projéteis bem mais longos, o número de voltas do raiamento é maior, a fim de aumentar a rotação do projétil quando em vôo, criando assim um efeito giroscópico a fim de que o mesmo corte o ar devidamente estabilizado, pelo menos até o alcance útil previsto para essa arma.

Ao lado, foto de um cano raiado no calibre 9mm.

Resumidamente, podemos afirmar que convivemos com tres sistemas de medidas aplicados aos calibres de armas em geral: (1) calibres especificados em centésimos de polegada (mais utilizados nos Estados Unidos), (2) os calibres especificados em milímetros e, finalmente, (3) a medida inglesa denominada gauge, que é a empregada nas armas de alma lisa (espingardas).

1 – Calibres medidos em centésimos de polegada:

Muito utilizado nos Estados Unidos e inclusive no Brasil, expressa o diâmetro dos projéteis em centésimos de polegada, tanto com duas ou com tres casas decimais. Desta forma, damos como exemplo o famoso e popular calibre 38. Lembramos que a notação norte americana utiliza o ponto na casa decimal e não vírgulas, como é nosso costume. (Ex.: US$ 1,500.00). Portanto, o calibre 38 tem a sua notação correta como sendo 0.38″ (zero ponto trinta e oito), ou simplesmente .38″ (38 centésimos de polegada). Outro famoso calibre, o 45, se expressa como 0.45″, ou só .45″ (centésimos de polegada). Durante muitas décadas se convencionou, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, não se pronunciar o “ponto” que antecede o calibre.

Portanto, sempre falamos “revólver calibre 22”, “pistola calibre 45”, “revólver calibre 38”, e por aí vai. Após a recente adoção e popularização do calibre 40 S&W pelas forças policiais, criou-se um costume “estranho” de se usar a palavra “ponto” na frente do calibre. Daí que temos o termo “pistola ponto 40”, algo que se ouve muito na mídia televisiva. Poderia ser, simplesmente, como sempre foi, “pistola calibre 40”. Talvez esse costume seja oriundo da antiga nomenclatura que se utilizava nos quartéis brasileiros, onde era costume se referir aos calibres de fuzis e metralhadoras como .30 e .50 (ponto trinta e ponto cinquenta).

Voltando ao sistema de polegadas, vemos então que se quisermos estabelecer uma conversão desses calibres para o sistema métrico, basta multiplicá-los por 25,4 (uma polegada = 25,4 mm). Exemplos: calibre .45″ (o,45) X 25,4 = 11,43mm; calibre .22″ (0,22) X 25,4 = 5,58mm. Entretanto, essa conversão serve meramente para nos dar uma idéia da diâmetro do projétil, uma vez que no Brasil nós não estamos habituados a “perceber” ou ter noção real do diâmetro de um projétil obtendo sua medida em centésimos de polegada.

Ao lado, munição calibre .22LR da CBC

Além disso, a nomenclatura que é dada a um determinado calibre, pelo seu fabricante, nem sempre segue as regras rígidas de medida e sim, outras conveniências mercadológicas. A título de ilustração, um exemplo bem antigo e clássico é o famoso calibre .44 Winchester, (.44-40 WCF), lançado em 1873 no famoso rifle de ação por alavanca. Na realidade, o diâmetro de seu projétil nem é de 0,44 centésimos de polegada, e sim, de 0,42″. Qualquer um que proceder a uma medida do diâmetro deste projétil, utilizando-se um paquímetro ou micrômetro terá uma leitura de 10,66 mm, que convertido para centésimos de polegada nos dará 0,42″ ! Outro caso conhecidíssimo nosso é o calibre 38 Special, de revólver. Se convertermos 0,38 X 25,4 teremos 9,652 mm, mas se medirmos o diâmetro do projétil veremos que realmente possui  9,06 mm.

2 – Calibres medidos em milímetros:

Adotado preliminarmente na Europa, é o calibre mais fácil de ser medido, caso aqui do Brasil, porque a grande maioria de instrumentos de medição utilizados seguem a norma métrica. Mas isso não quer dizer que na Europa não se utiliza também a nomenclatura em polegadas. O que acaba ocorrendo é que, nos casos dos calibres mais populares tanto lá como nas Américas, acabam se utilizando duas ou mais nomenclaturas. Isso pode ser percebido no calibre 7,65mm Browning, popular em pistolas semi-automáticas, também chamado de .32 AUTO. O irmão menor, o 6,35mm Browning, é chamado de .25 AUTO. O calibre .380, por exemplo, acabou se popularizando aqui na sua nomenclatura em polegadas, mas na Europa é mais conhecido como 9mm (Kurz, Curto, Corto ou Short) para não ser confundido com o 9mm Parabellum.

3 – Calibres no sistema “gauge“:

Esta é a mais curiosa forma de medição de calibres de armas porque não segue nenhuma norma de medida específica. Os ingleses, desde vários séculos atrás e até a II Guerra, utilizavam o pêso do projétil disparado pelos seus canhões para especificar seu calibre. Tínhamos, portanto, canhões de 8, 12, 16 e 24 libras. Porém, no emprego das armas portáteis de alma lisa, as espingardas de caça, essa unidade de medida seria muito grande para ser empregada em projéteis que pesavam frações de libra. (N.A.: uma libra equivale a 453 gramas).

Desta forma, partiu-se para a seguinte solução: tomando-se uma perfeita esfera de chumbo, com massa de uma libra (o,453 Kg.), seu diâmetro seria então o gauge (Ga.) 1, ou seja, o calibre 1. Seguindo o mesmo raciocínio, fracionamos aquela esfera de chumbo (com uma libra de peso) em 12 partes iguais e dessas partes fazemos esferas idênticas; o diâmetro de cada uma dessas 12 esferas resultantes será o calibre 12. Assim também, fracionando-se a mesma esfera (com massa de uma libra) em 28 partes e fazendo com essas partes 28 esferas iguais, o diâmetro de cada uma delas nos daria o calibre 28. Isso explica porque, neste sistema, quanto maior é o número que exprime o calibre, menor é seu diâmetro, ou seja, o calibre 28 é menor que o 12. Portanto, calibres de espingardas, que normalmente iniciam do 12 Ga.  e depois seguem para o 16, 20, 24, 28 e 32, não possuem qualquer relação com medidas, tanto em polegadas como em milímetros.

O calibre 36 é uma exceção à regra e possui essa nomenclatura, talvez, por questões meramente convencionais: assumiu-se que seria o “36” pela ordem natural dos cartuchos oferecidos, sempre com valores variando de 4 em 4, visto ser ele o imediatamente menor que o 32. A origem dessa nomenclatura 36 é um mistério e vários autores ainda a discutem até hoje. O calibre em “gauge” do cartucho 36 seria equivalente a 67. Seu diâmetro aproximado é de 11,30 mm. e também é chamado, principalmente nos Estados Unidos, de .410, ou “four-ten“. A medida de .410” convertida para métrica nos dá 10,41mm, que é o diâmetro interno do cartucho.

Abaixo, uma tabela onde temos as medidas de cada calibre em Gauge e as equivalências em milímetros do culote, do cartucho e do cano (medias aproximadas em virtude de diferentes fabricantes e “choques” dos canos).

CALIBRE Culote Diâmetro Cano
4 30.38 27.64 26.19
8 26.19 23.57 23.12
10 23.65 21.70 21.30
12 22.45 20.60 20.20
14 21.45 19.65 19.30
16 20.65 18.90 18.55
20 19.40 17.70 17.35
24 18.45 16.75 16.45
28 17.40 15.85 15.55
32 16.10 14.55 14.25
36* 13.60 12.00 11.75

(*) o calibre 36 não é do sistema “gauge”. O diâmetro de 12,00mm também não é o correto.

Finalizando:

Resumindo, a maior parte dos fabricantes de munições na Europa utiliza o sistema métrico na nomenclatura de seus cartuchos. Como de praxe, geralmente são expressos em duas medidas, sendo que a primeira é o diâmetro do projétil e  a segunda, o comprimento do cartucho. Normalmente esses números são seguidos de uma marca de fabricante, do tipo ou do nome da arma que utiliza este cartucho. Alguns exemplos:

7,62X51 NATO – o cartucho adotado por vários países da OTAN em seus fuzis, inclusive o Brasil – neste caso, 7,62mm de diâmetro e 51mm de comprimento do cartucho.

9mm Luger ou 9mm Parabellum – expresso mais corretamente como 9X19, é o cartucho mais largamente usado por forças armadas no mundo em armas curtas, derivado das famosas pistolas alemãs Parabellum, conhecidas como Luger nos Estados Unidos.

.30-06 Springfield – aqui é uma exceção; este cartucho, desenvolvido para o fuzil Springfield e posteriormente usado no Garand, era originalmente denominado de .30-03. O “03”, no caso, era o ano do projeto, 1903. Em 1906 esse cartucho foi ligeiramente modificado, e daí passou a ser .30-06.

375 Holland & Holland – um dos mais míticos e potentes calibres para caça de grande porte, desenvolvido pela firma do mesmo nome, na Inglaterra. Apesar do que indica seu nome, o seu projétil possue um diâmetro efetivo de 9,55mm, o que não corresponde exatamente ao diâmetro de .375″.

.32 AUTO – mais conhecido aqui como 7,65mm Browning, popularíssimo cartucho de pistolas semi-automáticas.

.380 ACP (Automatic Colt Pistol)- também em moda no Brasil, em armas curtas, conhecido também como 9mm Kurz ou 9mm Curto, para não ser confundido com o bem mais potente e restrito calibre 9mm Parabellum.

.38 SPL (Special) – o famoso calibre 38 dos revólveres, muito comuns aqui no Brasil, que foi durante décadas erroneamente denominado pela CBC como 38 Smith & Wesson Longo.

.357 Magnum – o “irmão” mais poderoso do .38 SPL, um cartucho quase idêntico à ele somente 3mm mais longo para evitar seu uso em revólveres fabricados para o cartucho .38 SPL. A bem da verdade, o cartucho .38 SPL também possui o seu projétil com o diâmetro de .357″.

.44-40 Winchester – o cartucho das carabinas Winchester de ação por alavanca, ainda muito usado nas carabinas Puma nacionais, cópias fiéis das Winchester norte americanas. Neste caso, o número 40 não tem relação com a medida do cartucho, e  sim, com o peso da carga de pólvora empregada na época (40 grains de pólvora negra). O grain é uma medida de massa, em uso nos Estados Unidos, que equivale a 64,8 miligramas. O diâmetro real do projétil é de aproximadamente .42″ e não de .44″ como diz sua denominação.

.30-30 Winchester – aqui mais uma confusão: a Winchester utilizava o segundo algarismo para informar o peso, em grains, a carga de pólvora negra utilizada. No entanto, nesse calibre específico, o segundo “30” se refere também ao peso da pólvora, mas nesse caso de pólvora sem fumaça.

.32 S&WL (Smith & Wesson Long) – desenvolvido pela Smith & Wesson para seus revólveres, muito usado no Brasil. Neste caso, a nomenclatura “Long” servia para que ele não fosse confundido com o cartucho mais curto do mesmo calibre, o .32 S&W (não se aplica aqui o nome de .32 S&W “curto”)

.45-70-500 – Embora seja uma nomenclatura mais rara, alguns calibres antigos eram indicados usando-se tres medidas de referência. Na maioria dos casos, a primeira é o diâmetro do projétil, a segunda se refere à carga utilizada de pólvora, em grains, e a terceira o peso do projétil, também em grains.


Cartuchos diversos produzidos pela CBC no Brasil

Os calibres assinalados em rosa são considerados restritos no Brasil –  só podem ser utilizados por forças policiais, militares e atiradores esportivos. Os calibres 14 e 15 são restritos somente quando usados em armas curtas.

Mais uma vez precisamos ter em mente que essas medidas, em vários casos, pode não exprimir exatamente o diâmetro de um projétil, de modo que um curioso ou mesmo um colecionador de cartuchos antigos, ao tentar identificar o calibre através da medida do diâmetro do projétil, nem sempre pode chegar exatamente à nomenclatura do mesmo. Porém, isso serve para que tenhamos uma base mais precisa, que somada aos dados das dimensões do cartucho, possamos identificar o mesmo consultando-se catálogos e sites especializados. Um dos mais acessados e completos sites sobre munição na WEB é o   http://www.municion.org/.

A variedade de cartuchos documentada no site é imensa e ele possui até um recurso interessante, onde se pode fornecer algumas dimensões e o sistema procura os dados de cartuchos que mais se assemelham ao fornecido. Em resumo, muitas vezes a nomenclatura segue mais os conceitos de mercado e de “impacto” do que a medida real que se utiliza.

Um exemplo típico é este: por volta da década de 70 a Winchester possuía um cartucho de grande porte, para caça pesada, denominado .458 Winchester Magnum, que fez um estrondoso sucesso e era um dos mais potentes cartuchos existentes na ocasião. A empresa Weatherby, tradicional fabricante de rifles de luxo, resolveu lançar um cartucho para concorrer com o 458, muito mais potente, denominado de .460 Weatherby Magnum. O interessante que embora o 460 possua um cartucho maior, o projétil era do mesmo tamanho do concorrente, ou seja, .458″. Neste caso, o número 460 foi mesmo utilizado sómente para causar uma “atração” ou “sensação” a mais.

Disponibilizamos aqui, para quem deseja se aprofundar mais no assunto, um ótimo trabalho desenvolvido por pessoal ligado à Associação de Colecionadores e Atiradores do Planalto, com sede em Brasília, DF. É outra excelente base de dados, que em muito ajudará a desmistificar este, por vezes, muito complicado assunto.

http://www.atiradoresecolecionadores.org/Desmistificando_Calibres_-_V.1.6.pdf

Written by Carlos F P Neto

14/11/2009 às 19:21

273 Respostas

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  1. Sr. Carlos como obtive a resposta da arma sobre o calibre 40, fico muito grato pela resposta, tambem gostaria de sabes se a CBC fabrica munição (cartuchos carregados) e como faço para adquirir? não quero para causar algum mal ou dano a natureza como caçada, e sim para brincar no sitio, pois tenho curso de vigilante e aulas de práticas de tiro, desde já fico muito grato. Obrigado

    Nilson Bruch

    12/08/2013 at 21:57

  2. Meu nome é Nilson, gostaria de saber o calibre de espingarda marca CBC 9.1 conforme consta na referida arma, ela é antiga, não sei se é 40 ou 36, se possível gostaria uma resposta.

    Nilson Bruch

    10/08/2013 at 19:32

  3. Obrigado, havia pensado na 22 devido ao estampido e preço, mas vai ter que ser uma 38.
    Vai ser com CR, afinal o Ibama só libera autorização com CR e visita na propriedade.
    Agradeço a ajuda.

    Ronaldo

    17/07/2013 at 12:57

  4. Ronaldo, saudações. Eu creio que a 7022 não é adequada para esse tipo de caça. O calibre .22LR não possui energia nem poder de parada suficiente para derrubar um javali, ainda mais a essa distância. Se você tiver CR, e tendo em vista o que temos disponível nesse nosso pobre Brasil, seria muito mais apropriada uma carabina Puma .357 Magnum ou mesmo a .44-40, se não puder adquirir armas de calibres restritos.

    Carlos F P Neto

    17/07/2013 at 9:08

  5. Boa noite, estou adquirindo uma carabina para abate de javaporco e javalis, gostaria de saber se a 7022 a distância de 50 a 80 mts é eficiente ou terei que partir para a 38 pump. Se for 7022, qual munição utilizar.

    Ronaldo

    16/07/2013 at 19:59

  6. Celso, sem nenhum problema, cartuchos .38SPL podem ser utilizados em armas .357 sem nenhuma restrição, mas não o inverso. Há somente uma diferença de 3mm a mais no comprimento do cartucho .357 justamente para prevenir seu uso em armas .38SPL. Um abraço.

    Carlos F P Neto

    11/07/2013 at 14:30

  7. Ola novamente Carlos; eu consigo usar munição do revolver 38 para atirar com uma carabina 357? As munições possuem o mesmo diâmetro, correto? A munição da 357 é muito difícil e encontrar.

    Celso

    11/07/2013 at 12:52

  8. Jeilker, as Silver Point +P tem projéteis de 95 grains e energia de 299 joules. Já as Gold Hex (Gold +P) tem projéteis de 85 grains e energia de 300 joules, isso porque a velocidade das Gold é cerca de 40 m/seg maior que a Silver. Segundo a CBC, a Gold possui maior expansibilidade e melhor emprego em defesa.

    Carlos F P Neto

    09/07/2013 at 17:32

  9. qual a diferença das muniçao gold+p e silver point+p no calbre .380
    pois possuo uma pt 938 taurus para defesa em casa e gostaria de saber se a gold e realmente muito leve para ser expansiva neste calibre.
    pois algums fala que e melhor uma ponta ogival no calibre 380
    outros fala que para defesa e melhor expansiva +p
    va vi muta gente falar que a gold em 380 nao penetra muito pois expande ja no momento do impacto

    obrigado

    jeilker shelid

    09/07/2013 at 14:32

  10. Alan, tudo depende de diversos fatores, principalmente do calibre que é empregado, e não só do fato de serem fuzis ou carabinas.

    Carlos F P Neto

    09/07/2013 at 13:40

  11. Marcio, não há espingardas calibre 38. Existem em calibre 40, mas são armas antigas, geralmente utilizando cartuchos do tipo Flobert, obsoletos.

    Carlos F P Neto

    09/07/2013 at 13:39

  12. qual tem maior precisão, o fuzil ou a carabina?

    alan

    09/07/2013 at 0:53

  13. Boa noite, Carlos gostaria de saber se há espingardas calibre 38? ou calibres menores que 36, por exemplo em calibre 40, mesmo que seja de fabricação artesanal.
    grato. marcio.

    Marcio

    08/07/2013 at 20:23

  14. Thor, infelizmente ainda não tive a oportunidade de testar a Boito, só a CBC; porém, sei que a Boito também possui ótimas referências, mas são informações baseadas em trocas de informações. O ideal é tentar examinar e testar ambas, lado a lado.

    Carlos F P Neto

    07/07/2013 at 19:22

  15. Olá Carlos.
    Estou com uma dúvida a respeito da calibre 12.
    Já frequentei vários fóruns de discussão, e sei que depende do gosto da pessoa e do custo/benefício, mas na sua opinião, qual a melhor calibre 12 PUMP – CBC ou BOITO?

    Obrigado!

    THOR

    07/07/2013 at 18:39

  16. Júnior, as carabinas Puma em calibre .44-40 Winchester (permitidas) não utilizam cartuchos .44 Magnum; as dimensões deles não são as mesmas. Modificações de calibre são ilegais, além de potencialmente perigosas. Grato pelo contato.

    Carlos F P Neto

    04/07/2013 at 10:15

  17. Celso, sim, a mesma munição, desde que as duas armas que comenta sejam realmente do mesmo calibre, no caso o .38 SPL. Abraços.

    Carlos F P Neto

    04/07/2013 at 10:12

  18. Olá Carlos.
    O calibre do revolver .38 e da carabina .38 são os mesmos, pode se utilizar a mesma munição nas duas armas?

    Celso

    02/07/2013 at 23:40

  19. para usar bala 44 magnum em um carabina 44 taurus é preciso fazer alguma modificação na arma… é apenas uma duvida pois sei que esse tipo de munição (magnum)é proibida… obrigado !!

    junior teixeira

    02/07/2013 at 22:19

  20. Ivonei, talvez consiga no site da CBC ou contatando-os por e-mail; porém, acho meio difícil que respondam.

    Carlos F P Neto

    21/06/2013 at 17:38

  21. Carlos, preciso saber se as espingardas da cbc cal. 36 fabricadas na década de 70 tinham modelos diferentes e detalhes do comprimento do cano. onde consigo estas informações?

    ivonei

    21/06/2013 at 16:16

  22. Elton, os cartuchos .22LR e .22 Winchester Magnum são bem diferentes; além de pouco mais no diâmetro do projétil e estojo, o comprimento é de cerca de 12mm maior no Magnum. Ambos são rimfire e a carga utilizada no Magnum está beirando o limite de pressão suportado por um estojo como esse. A energia do .22 WM é de cerca de 325 foot-pounds, ou cerca de 440 joules (o dobro de uma carga potente em .22LR); ainda assim não é, portanto, restrito nem em armas curtas nem longas. No Brasil, não é muito usado e nunca ganhou popularidade. Quanto a preços praticados, o calibre não representa muito no valor final de uma arma; depende mais de sua configuração geral. No Brasil, todas as armas são caras na minha opinião, mais por culpa de taxas que incidem nelas do que dos fabricantes.

    Carlos F P Neto

    07/06/2013 at 14:22

  23. Boa noite.

    Carlos, estive vendo seu post sobre o .22 long rifle pois estava pesquisando a respeito do .22 magnun e fiquei com algumas duvidas. Porque o .22 magnun é restrito o que diferencia do .22 LR? Minha duvida seria: Muda alguma coisa no cartucho ou é só a carga? Gostaria de saber sua opinião a respeito: porque temos tão poucas opçoes de revolveres e pistolas em cal.22 e porque custam tão caro. Seria justamente para ninguém as ter levando em consideração o baixo preço da munição e a quantidade consideravel que se pode obter por mês?

    elton

    06/06/2013 at 21:40

  24. Dani, vocês estão confundindo as coisas. Primeiro, o calibre 12 não é .12, é simplesmente 12, ou mais corretamente 12Ga. Uma espingarda calibre 12 usando um balote do tipo Breneke ou Ideal, até cerca de 30 metros, tem um poder de parada muito maior que uma pistola 40S&W. Mesmo com carga de chumbo, dependendo da carga, pode ser maior. O problema das espingardas reside na alma lisa, o que não permite precisão acima de 50 metros. São armas completamente diferentes no modo de utilização e emprego.

    Carlos F P Neto

    06/06/2013 at 19:53

  25. acho q vc pode nos ajudar, eu e uma amiga discutimos quanto ao poder de parada de uma pessoa, ela diz que a .40 tem um melhor poder de parada que uma espingarda .12, afirmou que apenas a curtas distâncias a espingarda surtiria melhor efeito que a pistola, procede essa informação?

    dani rigo

    06/06/2013 at 5:03

  26. Obrigado novamente Carlos.

    THOR

    03/06/2013 at 14:12

  27. Thor, as munições EXPO com pontas Gold Ex foram lançadas em 2010 para prover maior eficiência e poder de parada aos cartuchos de pistolas e também ao .38 SPL. As pontas ocas do tipo “hollow-point” são encamizadas com “tomback”, uma liga de cobre e latão, e possuem recortes hexagonais para facilitar a expansão do projétil. Esses produtos fazem parte da linha Police Defense, da CBC.

    Carlos F P Neto

    03/06/2013 at 13:59

  28. Oi Carlos.
    Você por um acaso sabe o porque as munições gold da CBC estão vindo agora como GOLD HEX? Segundo o fabricante, as especificações técnicas são as mesmas, porém, na ponta oca percebe-se que ela não é inteira dourada como a anterior e o buraco está com a cor do chumbo mesmo.
    Seria para melhorar a expansividade ou eles estão fazendo isso para economizar material?

    Thor

    02/06/2013 at 20:31

  29. Muito obrigado pela pronta resposta! Foi uma orientação importante para seguirmos nas investigações. Em 2 de junho de 2013 16:22

    Fernando Meneses Filho

    02/06/2013 at 18:14

  30. Francisco, tudo são meramente suposições pois se desconhecem detalhes importantes, como a qual era a carga de propelente o tamanho dos bagos de chumbo utilizados. De qualquer forma, tenho certeza absoluta de que um ou mais bagos de chumbo nunca teriam energia suficiente para transfixar um crânio a 80 metros. O raio ou o diâmetro do círculo formado por um disparo de calibre 20 a 80 metros, supondo-se que o cano seja “full-choke”, é muito grande. Um cartucho 20 comporta cerca de 250 esferas de chumbo de nº 7 (2,5mm de diâmetro), que é a numeração de chumbo mais utilizada em tiro ao prato. A cerca de 35 metros, cano “full-choke”, quase a totalidade dos chumbos estarão concentrados em um círculo de 75cm de diâmetro. A 80 metros, embora não possua esses dados, como disse, a dispersão será enorme. Alcance útil de espingardas 20 ou 12 são de 50 metros, no máximo, a não ser que estejam carregadas com projéteis (balotes).

    Carlos F P Neto

    02/06/2013 at 16:22

  31. Estou acompanhando um caso de homicídio e gostaria muito de saber: I) algum dos projéteis de uma espingarda de calibre 20 pode atingir e transfixar o crânio de uma criança que se localize a 80m de distância da origem da deflagração?; II) qual o alcance de uma espingarda calibre 20; III) qual o raio que os projéteis da mesma espingarda atingem (se atingirem) uma parede, se eles forem disparados entre 70m e 80m de distância?

    Francisco Fernando de Morais Meneses Filho

    02/06/2013 at 9:33

  32. Elton, infelizmente não há munição comercial, ainda em produção no Brasil, que se possa utilizar nesse seu revólver. O mais aconselhável é mesmo, mantê-lo como peça de coleção. Grato pelo contato.

    Carlos F P Neto

    24/05/2013 at 8:39

  33. Boa noite.
    Possuo um colt .41 mas estou com dificuldades em encontrar munição, algum outro cartucho que se assemelha e que poderia ser disparado. (claro que com segurança pois meu colt é uma peça antiga.)
    obrigado.

    elton

    23/05/2013 at 23:52

  34. Esta foi fácil, não é Carlos? …abraço

    Hermes josé de freitas

    13/05/2013 at 17:02

  35. Francisco, espingardas não possem raiamento, são armas de alma lisa. Grato pelo contato.

    Carlos F P Neto

    08/05/2013 at 14:14

  36. quantas raias possui a espingarda rossi cal 16 e qual o sentido

    francisco neto

    08/05/2013 at 13:20

  37. Willi, não possuo os dados sobre o RT-410; quem sabe consiga obter isso no site do fabricante. A alma dessa arma é lisa, portanto não trará muitos bons resultados com projéteis. A cápsula do .45 LC mede 31,64mm de comprimento com diâmetro no culote de 12,25 baixando para 12,07mm, medidas externas.

    Carlos F P Neto

    08/05/2013 at 10:36

  38. Pergunta:
    Amigo, possuo um RT .410 e gostaria de saber o diâmetro exato do cano do mesmo e também do projetil 45 LC, pois não encontrei cartucho carregado com balote e gostaria de carregar os meus. Tenho também alguns projéteis em .45 ACP. Qual dos dois casaria melhor com o cano do RT.410

    Willi Moraz

    07/05/2013 at 21:31

  39. Marco Antônio, há uma lei que regula isso, sim. Explicamos isso, na íntegra, em nosso artigo sobre “Como obter o Certificado de Registro de Atirador e Colecionador”. O calibre .44-40W não é restrito para armas longas, como as carabinas Winchester ou Puma, mas é restrito em armas curtas.

    Carlos F P Neto

    03/05/2013 at 9:12

  40. Max, não precisa de autorização para compra de arma de pressão, desde que seja maior de idade. Se for menor, seus pais podem comprar sem restrição alguma.

    Carlos F P Neto

    03/05/2013 at 9:09

  41. Rubens, penso que está equivocado; o calibre deve ser o 25-20 ou 32-20, não?

    Carlos F P Neto

    03/05/2013 at 9:08

  42. gostei ; não vi menção do calibre 22-20, é muito raro? conheço uma arma longa com esse calibre, não existe na minha região, esta munição. solicito informações.

    Rubens Tonelli

    02/05/2013 at 22:08

  43. Boa noite. para eu comprar uma carabina de chumbinho, preciso de autorização?

    max

    02/05/2013 at 19:52

  44. Gostaria de saber se a munição marca CBC, calibre 44W é de uso restrito?
    Tem alguma lei que estabelece o que é de uso restrito no Brasil?
    Obrigado…

    Marco Antônio

    02/05/2013 at 15:52

  45. Gleybson, que bom que fomos úteis em sanar suas dúvidas. Grato pelos elogios.

    Carlos F P Neto

    26/04/2013 at 19:10

  46. gostei muito do site e das informações nele contida! eu tinha uma duvida cruel sobre calibres e esse saite me ajudou muito! PARABÉNS!

    Gleybson

    26/04/2013 at 15:34

  47. Arnaldo, depende do calibre da arma, é claro, pois eram fornecidas em quatro variações: 25-20, 32-20, 38-40 e 44-40. Porém, as mais comuns por aqui são em .44-40W, fabricada ainda pela CBC.

    Carlos F P Neto

    24/04/2013 at 17:20

  48. Qual a munição para a Winchester 1892?

    Arnaldo

    24/04/2013 at 17:09

  49. Eu complementaria que além do recomendado pelo Carlos F P Neto, carregue consigo também uma cópia da PORTARIA N°36 DE 9/12/1999 DO MINISTÉRIO DA DEFESA E EXÉRCITO BRASILEIRO, que regulamenta o assunto; “ARMAS DE PRESSÂO “NÂO PRECISAM DE REGISTRO/LICENÇA DE PORTE OU TRANSPORTE”; você pode adquirir na própria loja aonde vai comprar. Isto pode minimizar problemas, pois a IMENSA MAIORIA DE POLICIAIS DESCONHECEM ESTA LEI.
    ABÇ

    Hermes josé de freitas

    21/04/2013 at 22:25

  50. Ronaldo, se sua pistola de ar for de calibre igual ou inferior a 6mm, ande com a NF de compra onde conste seu nome como proprietário. Abraços.

    Carlos F P Neto

    20/04/2013 at 17:42


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